Há muito tempo esse assunto gera discussão. E eu fico revoltado de ver tantas opiniões equivocadas a respeito. Mas, aqui, tentaremos explicar o que é samba e o que é pagode. Mas, para isso, teremos que voltar muito no tempo, para entendermos desde o início.
A palavra pagode surgiu séculos atrás, na Índia. Pagode, em sânscrito, significa templo. Era um templo budista. Com o tempo, os escravos africanos trazidos ao Brasil passaram a utilizar o termo pagode para designar um tipo de festa, onde se tocava o samba. Era como se estivessem querendo se referir ao "templo do samba".
Mas, a partir de 1977, surgiu o pagode como genero musical. Esse estilo trazia um novo tipo de se fazer samba, seja nos instrumentos, seja nas letras, ou até no jeito de cantar. Quem primeiro descobriu e depois passou a gravar o novo ritmo foi a cantora Beth Carvalho, que até então era uma SAMBISTA, mas a partir daí viru PAGODEIRA. Assim como Leci Brandão, que na década de 70, era uma sambista de primeira linha, mas depois do modismo do pagode, teve uma considerável queda na qualidade de seus discos.
Essa primeira geração do pagode pegou pra valer em 1986, em meio a euforia do Plano Cruzado. Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Só Preto sem Preconceito entre outros.
A onda durou pouco, como era de se esperar. Mas, logo em 1990, veio a segunda geração do pagode. Dessa vez, mais meloso e repleto de grupos oriundos de São Paulo. Negritude Jr., Exaltasamba, Katinguele e muitos outros. Esse novo pagode faria muito mais sucesso que o original, e durou a década de 90 inteira. Sempre tinha um grupo nos programas de domingo, rebolando prum lado e pro outro, com óculos na testa e chorando suas desilusões.
Aí, o pagode do Cacique de Ramos, que era o pagode dos anos 80, passou a ser visto como samba autentico. Assim como hoje, duplas como Milionário e José Rico são consideradas sertanejas de raiz, o que sabemos que não tem nada a ver. Eles tem que assumir a paternidade de seus filhos.
Já o samba autentico, ele é tocado com outros instrumentos. Ele não tem banjo, repique de mão ou tantã. E sim, cavaquinho, surdo e tamborim.
O verdadeiro samba, pra mim, é Cartola, Noel Rosa, Demonios da Garoa, Adoniran Barbosa, Alcione, João da Baiana, Sinhô, Nelson Cavaquinho, Donga, Bide, Marçal, Carlos Cachaça, Clara Nunes.
E hoje em dia, tem gente fazendo samba? A resposta é sim. E gente de responsa, diga-se de passagem. Casuarina, Tereza Cristina, Grupo Semente, Sereno da Madrugada, Mart'nália, Diogo Nogueira (que além do talento e simpatia, tem aquela deusa da Paolla Oliveira para chamar de sua).
Tem também o samba-rock, que é um caso a parte. Muitos grupinhos de pagode dos anos 90 se dizem influenciados por essa delícia de ritmo, desenvolvido pelo mestre Jorge Ben Jor, Trio Mocotó, Bebeto, Seu Jorge (o qual eu não entendo porque tanta gente critica, o som do cara é maneiro). Alguns até fazem um trabalho bacana quando o exploram. O Art Popular gravou Agamamou e o Só pra Contrariar, Balada da Noite, ambas com participação de Ben Jor. O Molejão gravou Samba-Rock do Molejão, que ficou bem legal, mas assassinou Pensamento Verde, do paulistano Branca di Neve, transformando num pagode.
O grupo Raça Negra eu considero EXCELENTE. O único da safra de 1990 que tem um repertório excepcional. Mas eu deixei para falar depois do samba-rock por conta disso. Na minha modesta opinião, o maravilhoso grupo de Luiz Carlos é um grupo de samba-rock, ou swing, como queiram. Eles não são um grupo de pagode como rotulam. Basta ver o balanço e a levada da guitarra, do saxofone em músicas como Cheia de Manias. Além do mais, o fato deles terem regravado músicas da Jovem Guarda e duetado com duplas sertanejas só os aproxima mais da boa música.
Agora, porcarias como Ferrugem, Menos é Mais, Rodriguinho e outros, deveriam cair no esquecimento, mas, mesmo após o declínio do pagode, se mantém na mídia.
Vamos aprender a diferenciar samba e pagode. Como diria o grande sambista baiano Riachão, cada macaco no seu galho.
sábado, 27 de janeiro de 2024
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
Programação para jovens nos anos 90 destruiu uma geração inteira
Uma coisa que eu sempre achei interessante, e pouca gente comenta, mesmo os sites sobre televisão, é o assunto deste texto, que poderá ser polemico para muitos. Mas, nele, irei misturar minha opinião pessoal com fatos históricos, e que, ao final, se mostrarão com desfechos lamentáveis.
Já falei sobre isso aqui no blog, no texto sobre a apresentadora Hebe Camargo, que eu considero a maior da história da tv brasileira. Mas, aqui, irei me aprofundar no tema.
Na década de 90, a tv começou a se segmentar entre uma programação para jovens e outra voltada ao público adulto. Melhor dizendo, de idade já avançada.
Entre os programas jovens havia o H, de Luciano Huck, que era um misto de brincadeiras tolas com mulheres nuas (embora as vezes até levasse alguma atração musical interessante) e o Programa Livre, de Serginho Groisman, onde os convidados e a plateia sempre eram motivo de sarro, apesar de também levar boa música.
Havia o horrendo seriado Malhação, que corrompeu uma geração inteira. E havia a medonha MTV, com seus apresentadores vulgares e grosseiros.
Mas o pior programa do planeta também surgiu nessa época, e ao contrário do que muitos imaginam, no início não era assistido pelas donas de casa e sim por adolescentes embasbacados: o Domingo Legal.
Repleto de mulheres mostrando a bunda, provas idiotas e apelativas, o cinismo e arrogancia de Gugu Liberato e música da PIOR qualidade, esse programa ocupava horas e mais horas no domingo, e muitas vezes vencia o ótimo Domingão do Faustão, este com um público mais comportado.
Agora, entre os programas para idosos, havia a ótima Escolinha do Professor Raimundo, brilhantemente conduzida pelo grande humorista Chico Anysio e com um elenco repleto de feras da época áurea do rádio. Havia, ainda no campo humorístico, A Praça é Nossa, com Carlos Alberto de Nóbrega, que graças a Deus segue firme até hoje no ar, para desespero de uma geração de comediantes que só sabe ofender e denegrir a moral humana.
Hebe também tinha seu público fiel, mas nunca jovens. Na minha escola, eu era o único que via seu programa. Sempre com entrevistas inteligentes e música boa. Eram figuras frequentes, na seara musical, Agnaldo Rayol, Andrea Bocelli, Sarah Brightman e outros.
Raul Gil, na Record, conseguiu diminuir a overdose de mulher pelada com seu concurso de calouros, como o anjinho Robinson Monteiro e a cantora gospel Jamilly.
Gugu também encerrava seu show de baixarias e entregava para um ícone da tv, Silvio Santos. Todos os seus programas eram ótimos, como o Show do Milhão, o Qual é a Música?, o Em Nome do Amor e o Topa Tudo Por Dinheiro.
Ana Maria Braga e Claudete Troiano também, além de lindas, nos apresentavam boas receitas no ótimo vespertino da Record, o Note e Anote.
E, ao final do Note e Anote, se iniciava o melhor programa da tv brasileira, e que eu assisto até hoje: Cidade Alerta. Já tendo passado por diversos cenários e apresentadores, o noticiário nos mostra a realidade nua e crua.
Aliás, nos anos 90, os programas policiais se espalharam na tv, e só eram vistos por pessoas mais velhas (exceto eu). O Cadeia com Luiz Carlos Alborghetti, o Programa do Ratinho no SBT, o Aqui Agora nesta mesma emissora.
O que eu quero dizer aqui é da péssima influencia que os programas jovens trouxeram para as gerações futuras. Hoje, nós vemos um bando de adolescentes alienados, pervertidos e que só escutam rock pesado, maltratam os mais velhos e assobiam para mulheres na rua.
Já os jovens bem-educados estão cada vez mais raros, por não assistirem uma programação saudável e conservadora.
Agora, serão necessários anos de reeducação televisiva para que tenhamos um futuro melhor.
Já falei sobre isso aqui no blog, no texto sobre a apresentadora Hebe Camargo, que eu considero a maior da história da tv brasileira. Mas, aqui, irei me aprofundar no tema.
Na década de 90, a tv começou a se segmentar entre uma programação para jovens e outra voltada ao público adulto. Melhor dizendo, de idade já avançada.
Entre os programas jovens havia o H, de Luciano Huck, que era um misto de brincadeiras tolas com mulheres nuas (embora as vezes até levasse alguma atração musical interessante) e o Programa Livre, de Serginho Groisman, onde os convidados e a plateia sempre eram motivo de sarro, apesar de também levar boa música.
Havia o horrendo seriado Malhação, que corrompeu uma geração inteira. E havia a medonha MTV, com seus apresentadores vulgares e grosseiros.
Mas o pior programa do planeta também surgiu nessa época, e ao contrário do que muitos imaginam, no início não era assistido pelas donas de casa e sim por adolescentes embasbacados: o Domingo Legal.
Repleto de mulheres mostrando a bunda, provas idiotas e apelativas, o cinismo e arrogancia de Gugu Liberato e música da PIOR qualidade, esse programa ocupava horas e mais horas no domingo, e muitas vezes vencia o ótimo Domingão do Faustão, este com um público mais comportado.
Agora, entre os programas para idosos, havia a ótima Escolinha do Professor Raimundo, brilhantemente conduzida pelo grande humorista Chico Anysio e com um elenco repleto de feras da época áurea do rádio. Havia, ainda no campo humorístico, A Praça é Nossa, com Carlos Alberto de Nóbrega, que graças a Deus segue firme até hoje no ar, para desespero de uma geração de comediantes que só sabe ofender e denegrir a moral humana.
Hebe também tinha seu público fiel, mas nunca jovens. Na minha escola, eu era o único que via seu programa. Sempre com entrevistas inteligentes e música boa. Eram figuras frequentes, na seara musical, Agnaldo Rayol, Andrea Bocelli, Sarah Brightman e outros.
Raul Gil, na Record, conseguiu diminuir a overdose de mulher pelada com seu concurso de calouros, como o anjinho Robinson Monteiro e a cantora gospel Jamilly.
Gugu também encerrava seu show de baixarias e entregava para um ícone da tv, Silvio Santos. Todos os seus programas eram ótimos, como o Show do Milhão, o Qual é a Música?, o Em Nome do Amor e o Topa Tudo Por Dinheiro.
Ana Maria Braga e Claudete Troiano também, além de lindas, nos apresentavam boas receitas no ótimo vespertino da Record, o Note e Anote.
E, ao final do Note e Anote, se iniciava o melhor programa da tv brasileira, e que eu assisto até hoje: Cidade Alerta. Já tendo passado por diversos cenários e apresentadores, o noticiário nos mostra a realidade nua e crua.
Aliás, nos anos 90, os programas policiais se espalharam na tv, e só eram vistos por pessoas mais velhas (exceto eu). O Cadeia com Luiz Carlos Alborghetti, o Programa do Ratinho no SBT, o Aqui Agora nesta mesma emissora.
O que eu quero dizer aqui é da péssima influencia que os programas jovens trouxeram para as gerações futuras. Hoje, nós vemos um bando de adolescentes alienados, pervertidos e que só escutam rock pesado, maltratam os mais velhos e assobiam para mulheres na rua.
Já os jovens bem-educados estão cada vez mais raros, por não assistirem uma programação saudável e conservadora.
Agora, serão necessários anos de reeducação televisiva para que tenhamos um futuro melhor.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
O melhor e o pior da tv brasileira em 2022
Mais um ano acabando e eu decidi fazer o meu balanço de tudo que acompanhei na tv neste ano. Resolvi listar os programas que mais me proporcionaram prazer de ficar preso ao sofá e aqueles tão insuportáveis que eu nem aguentei assistir até o final.
As novelas tiveram seus altos e baixos, o que acho natural, pois isso sempre ocorreu. Novelas boas e ruins existem em qualquer época. Mas continua me incomodando o fato de o SBT querer investir apenas em produções infantis e a Record somente em tramas bíblicas. Apenas a Globo e a Band fogem aos padrões. Mas esta última, apesar de apostar na ótima Valor da Vida, deixou de produzir material inédito há muitos anos. Trata-se de uma produção portuguesa, como já fez com as turcas. Mas, vendo por este lado, o SBT também exibe ótimas novelas, mas apenas as importadas do México. Cuidado com o Anjo, com a belíssima atriz e cantora Maite Perroni, foi o grande destaque.
Mas, obviamente, a Globo reina soberana quando o assunto é teledramaturgia. Pantanal foi a melhor do ano, mas não dá para deixar de falar sobre Mar do Sertão, ainda inacabada. Somente o horário das 19 horas é que é muito difícil de assistir, por suas tramas tolas e confusas. Como todos os anos, é muito raro alguma novela das sete ser boa. E neste não houve nenhuma.
O pior programa da tv brasileira segue sendo o mesmo de 20 anos atrás: Big Brother Brasil. Na época, a concorrencia com João Kléber e seu Teste de Fidelidade era uma calamidade pública. Ter os dois programas simultaneamente na tv aberta me envergonhava de ser brasileiro. Mas, felizmente, este canastrão foi expurgado das nossas casas, restando apenas o supra-sumo da vulgaridade agora sob o comando de um jornalista talentoso, Tadeu Schmidt.
O que fez ele deixando o ótimo Fantástico para cair nessa roubada, ninguém sabe explicar. Talvez, a força da grana que ergue e destrói coisas belas, não é, Caetano?
Aliás, o Fantástico e o Domingo Espetacular são ótimas revistas eletronicas para quem quer rir e ficar informado na medida certa. E assim como o dominical da Globo, em certa época, "acaba" com a alegria da gente entregando para o pior reality, o da Record faz o mesmo com o terceiro pior reality, A Fazenda.
Digo o terceiro pior pois o segundo posto fica com De Férias com o Ex, na MTV. Aquilo só não é mais ridículo por falta de tempo, pois dura muito pouco.
Jornais, eu não acho nenhum ruim. Sejam os sofisticados Jornal Nacional (o melhor de todos os tempos), Jornal Hoje, Jornal da Globo, Jornal da Band e Jornal do SBT, sejam os populares mas necessários Cidade Alerta e Brasil Urgente. Não faço parte da turma que rejeita o jornalismo investigativo. Eles fazem parte do jogo, é apenas uma forma de fazer jornalismo para as classes menos favorecidas, mas não caem mais na vulgaridade. Na década de 90, eles abusavam, mostrando cenas fortes. Agora, estão apenas noticiando casos polemicos.
Aliás, não dá para esquecer do Programa do Ratinho, que tem seus dias maçantes, com atrações meia-boca, mas quando quer, consegue ser divertido.
Silvio Santos é um mito, como sempre. Mas está insuportável assistir seu programa apresentado por sua filha, Patrícia Abravanel. Tudo indica que o dono do baú está prestes a se aposentar e logo não fará mais sentido manter seu nome na atração.
A programação de domingo segue sendo minha favorita e o grande trunfo das emissoras. Hoje em dia, com os serviços de streaming, é apenas no primeiro dia da semana que todos param para ver tv, seja no churrasco em família, seja visitando parentes.
A disputa de domingo entre Globo e SBT era maravilhosa nos anos 90 até meados dos anos 2000. Hoje, vivemos de passado, mas algumas "reedições" são feitas. A noite, não há Gugu ou Faustão, mas há a deliciosa disputa entre o Domingão com Huck e a Hora do Faro. Eu sou totalmente Luciano Huck, pois Faro aposta num público jovem e não quer sair dessa fórmula desgastada. Huck conseguiu se livrar da mazela de apresentar um programa pavoroso na Band, o H, onde só havia lixos musicais e mulheres nuas, para se dedicar as donas de casa quarentonas. Faro até tem um público de meia-idade, o que não compreendo, pois seu programa sempre foi uma aberração da natureza.
Também tenho gostado de ver a boa música no programa Caldeirão com Mion. Músicas do passado estão sendo revisitadas no Sobe o Som. Mion tem carisma, embora não abra mão de um humor que parou no tempo e tenta ser jovem. Se o humor jovem de hoje já é um lixo (e aqui é bom falar do The Noite com Danilo Gentilli, o pior talk-show), imagina o da juventude dos anos 90.
O Pipoca da Ivete também foi o melhor programa que a Globo poderia ter lançado nas tardes de domingo. Clima descontraído, bom humor (mas sem piadas ofensivas ou defasadas), quadros chamativos e a beleza estonteante da axezeira. E para suprir a falta que faz, a Globo já lançou mão de um ótimo humorístico, o Família Paraíso, que lembra muito os programs de humor de antigamente, onde os humoristas não passavam por cima do respeito, da ética e da integridade. Já o mediano Vai que Cola é tipo um Sai de Baixo: não é lá essas coisas, mas já entra no clima de desligar a tv, dormir e se preparar para mais uma semana que se inicia. Ou seja, um mero tapa-buraco.
Mas o MELHOR programa de todos que estão no ar, e este texto foi uma mera desculpa para falar dele, é o Faustão na Band. Impressionante como deixo de assistir o Jornal Nacional e o início de Travessia para me deliciar com o carisma e as ótimas atrações do programa diário. Quase todos os dias, há música da melhor qualidade, exceto nas quartas-feiras, onde há a presença de especialistas em medicina avançada e o emocionante Arquivo Pessoal.
Faustão é o melhor apresentador da televisão, e se não pude ver a revolução causada por ele nos anos 80, no Perdidos na Noite, desde que nasci sempre o acompanhei no Domingão do Faustão. Pena que ele teve que apelar para se rebaixar ao nível da concorrencia, mas isso foi apena DUAS vezes. Dois episódios lamentáveis, o Latininho e o sushi erótico. Fora isso, entretenimento de qualidade, onde o destaque, na Globo, era o Ding Dong, e atualmente é o Na Pista do Sucesso, as quintas-feiras. Artistas de todos os generos musicais, sem o menor preconceito. Mas o rock acional sempre foi grande destaque.
Enfi, esta é minha análise pessoal da tv este ano. Espero que gostem e deem sua opinião.
As novelas tiveram seus altos e baixos, o que acho natural, pois isso sempre ocorreu. Novelas boas e ruins existem em qualquer época. Mas continua me incomodando o fato de o SBT querer investir apenas em produções infantis e a Record somente em tramas bíblicas. Apenas a Globo e a Band fogem aos padrões. Mas esta última, apesar de apostar na ótima Valor da Vida, deixou de produzir material inédito há muitos anos. Trata-se de uma produção portuguesa, como já fez com as turcas. Mas, vendo por este lado, o SBT também exibe ótimas novelas, mas apenas as importadas do México. Cuidado com o Anjo, com a belíssima atriz e cantora Maite Perroni, foi o grande destaque.
Mas, obviamente, a Globo reina soberana quando o assunto é teledramaturgia. Pantanal foi a melhor do ano, mas não dá para deixar de falar sobre Mar do Sertão, ainda inacabada. Somente o horário das 19 horas é que é muito difícil de assistir, por suas tramas tolas e confusas. Como todos os anos, é muito raro alguma novela das sete ser boa. E neste não houve nenhuma.
O pior programa da tv brasileira segue sendo o mesmo de 20 anos atrás: Big Brother Brasil. Na época, a concorrencia com João Kléber e seu Teste de Fidelidade era uma calamidade pública. Ter os dois programas simultaneamente na tv aberta me envergonhava de ser brasileiro. Mas, felizmente, este canastrão foi expurgado das nossas casas, restando apenas o supra-sumo da vulgaridade agora sob o comando de um jornalista talentoso, Tadeu Schmidt.
O que fez ele deixando o ótimo Fantástico para cair nessa roubada, ninguém sabe explicar. Talvez, a força da grana que ergue e destrói coisas belas, não é, Caetano?
Aliás, o Fantástico e o Domingo Espetacular são ótimas revistas eletronicas para quem quer rir e ficar informado na medida certa. E assim como o dominical da Globo, em certa época, "acaba" com a alegria da gente entregando para o pior reality, o da Record faz o mesmo com o terceiro pior reality, A Fazenda.
Digo o terceiro pior pois o segundo posto fica com De Férias com o Ex, na MTV. Aquilo só não é mais ridículo por falta de tempo, pois dura muito pouco.
Jornais, eu não acho nenhum ruim. Sejam os sofisticados Jornal Nacional (o melhor de todos os tempos), Jornal Hoje, Jornal da Globo, Jornal da Band e Jornal do SBT, sejam os populares mas necessários Cidade Alerta e Brasil Urgente. Não faço parte da turma que rejeita o jornalismo investigativo. Eles fazem parte do jogo, é apenas uma forma de fazer jornalismo para as classes menos favorecidas, mas não caem mais na vulgaridade. Na década de 90, eles abusavam, mostrando cenas fortes. Agora, estão apenas noticiando casos polemicos.
Aliás, não dá para esquecer do Programa do Ratinho, que tem seus dias maçantes, com atrações meia-boca, mas quando quer, consegue ser divertido.
Silvio Santos é um mito, como sempre. Mas está insuportável assistir seu programa apresentado por sua filha, Patrícia Abravanel. Tudo indica que o dono do baú está prestes a se aposentar e logo não fará mais sentido manter seu nome na atração.
A programação de domingo segue sendo minha favorita e o grande trunfo das emissoras. Hoje em dia, com os serviços de streaming, é apenas no primeiro dia da semana que todos param para ver tv, seja no churrasco em família, seja visitando parentes.
A disputa de domingo entre Globo e SBT era maravilhosa nos anos 90 até meados dos anos 2000. Hoje, vivemos de passado, mas algumas "reedições" são feitas. A noite, não há Gugu ou Faustão, mas há a deliciosa disputa entre o Domingão com Huck e a Hora do Faro. Eu sou totalmente Luciano Huck, pois Faro aposta num público jovem e não quer sair dessa fórmula desgastada. Huck conseguiu se livrar da mazela de apresentar um programa pavoroso na Band, o H, onde só havia lixos musicais e mulheres nuas, para se dedicar as donas de casa quarentonas. Faro até tem um público de meia-idade, o que não compreendo, pois seu programa sempre foi uma aberração da natureza.
Também tenho gostado de ver a boa música no programa Caldeirão com Mion. Músicas do passado estão sendo revisitadas no Sobe o Som. Mion tem carisma, embora não abra mão de um humor que parou no tempo e tenta ser jovem. Se o humor jovem de hoje já é um lixo (e aqui é bom falar do The Noite com Danilo Gentilli, o pior talk-show), imagina o da juventude dos anos 90.
O Pipoca da Ivete também foi o melhor programa que a Globo poderia ter lançado nas tardes de domingo. Clima descontraído, bom humor (mas sem piadas ofensivas ou defasadas), quadros chamativos e a beleza estonteante da axezeira. E para suprir a falta que faz, a Globo já lançou mão de um ótimo humorístico, o Família Paraíso, que lembra muito os programs de humor de antigamente, onde os humoristas não passavam por cima do respeito, da ética e da integridade. Já o mediano Vai que Cola é tipo um Sai de Baixo: não é lá essas coisas, mas já entra no clima de desligar a tv, dormir e se preparar para mais uma semana que se inicia. Ou seja, um mero tapa-buraco.
Mas o MELHOR programa de todos que estão no ar, e este texto foi uma mera desculpa para falar dele, é o Faustão na Band. Impressionante como deixo de assistir o Jornal Nacional e o início de Travessia para me deliciar com o carisma e as ótimas atrações do programa diário. Quase todos os dias, há música da melhor qualidade, exceto nas quartas-feiras, onde há a presença de especialistas em medicina avançada e o emocionante Arquivo Pessoal.
Faustão é o melhor apresentador da televisão, e se não pude ver a revolução causada por ele nos anos 80, no Perdidos na Noite, desde que nasci sempre o acompanhei no Domingão do Faustão. Pena que ele teve que apelar para se rebaixar ao nível da concorrencia, mas isso foi apena DUAS vezes. Dois episódios lamentáveis, o Latininho e o sushi erótico. Fora isso, entretenimento de qualidade, onde o destaque, na Globo, era o Ding Dong, e atualmente é o Na Pista do Sucesso, as quintas-feiras. Artistas de todos os generos musicais, sem o menor preconceito. Mas o rock acional sempre foi grande destaque.
Enfi, esta é minha análise pessoal da tv este ano. Espero que gostem e deem sua opinião.
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Anitta colocou o Brasil no mapa mundial com sua música e agora faz o mesmo com seu ativismo
Sempre gostei da cantora Anitta, desde que ouvi pela primeira vez o hit Show das Poderosas, há quase dez anos.
Desde então, eu sempre vi a jovem carioca de Honório Gurgel ser massacrada, não tanto pela crítica, que sabe reconhecer um bom produto, mas pelo público ultra-reacionário que ajudou a eleger Jair Bolsonaro.
Anitta é muito mais criticada pelas mulheres que pelos homens, o que mostra como as mulheres brasileiras são machistas. Eu já prefiro classificar como recalque mesmo, pois quem não queria ser linda, maravilhosa e sensual aos olhos de todos os homens, com uma carinha de sapeca e uma bunda de dar água na boca?
Embora Anitta tenha um forte público LGBT, eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que sou hétero e VENERO essa mulher.
Além do fato dela estar colocando o Brasil no mapa mundial com sua música de excelente qualidade, comparável a Elis Regina e Gal Costa, e com seu rebolado que provoca ira em pleno século 21, agora a cantora volta a tona com um discurso pró-Lula e anti-Bolsonaro. O que me faz admirá-la ainda mais.
Sempre tivemos mulheres independentes, desde Leila Diniz até a graciosa gauchinha Luiza Sonza, aliás outro colírio visual e musical que estamos ouvindo nessa era de raras músicas boas.
Quem não se lembra de Gretchen e Rita Cadillac nos anos 70, Carla Perez e outras dançarinas de pagode nos anos 90, e Mulher Melancia e Mulher Melão nos anos 2000?
A diferença é que elas, com exceção de Gretchen, não se posicionavam politicamente. Elas não faziam ideia da arma que elas tinham nas mãos e na revolução que estavam fazendo nos ambitos sócio, cultural e economico.
Mas Anitta é a mais bela de todas essas musas e artistas, e também a mais engajada.
Recentemente, a cantora foi criticada por pedir a Lula que, se caso fosse eleito presidente, liberasse a venda e consumo de maconha. Mais uma vez as ideias reacionárias tomando conta do povo. Eu concordo plenamente que TODAS as drogas devem ser legalizadas. Primeiro, porque o Estado não deve se intrometer na vida de ninguém. E segundo porque como a própria cantora afirmou, isso é uma questão de segurança, assim como o aborto é uma questão de saúde pública.
Anitta está trazendo de volta a leveza da música brasileira de 1958, 1959, quando a Bossa Nova tirou das paradas o romantismo cafona e datado do samba-canção. Assim como hoje, ninguém aguenta mais essa dor de cotovelo que o sertanejo fez reinar no Brasil e que, após a febre do início dos anos 90, foi substituído por músicas legais como Daniela Mercury, É O Tchan e Mamonas Assassinas.
Espero profundamente que Lula seja eleito presidente do Brasil. O bolsonarismo já causou muitos estragos, inclusive com seus "artistas" apoiadores, que ferem nossos ouvidos por não contarem com uma voz doce e suave como a da gatíssima intérprete de Vai, Malandra.
Desde então, eu sempre vi a jovem carioca de Honório Gurgel ser massacrada, não tanto pela crítica, que sabe reconhecer um bom produto, mas pelo público ultra-reacionário que ajudou a eleger Jair Bolsonaro.
Anitta é muito mais criticada pelas mulheres que pelos homens, o que mostra como as mulheres brasileiras são machistas. Eu já prefiro classificar como recalque mesmo, pois quem não queria ser linda, maravilhosa e sensual aos olhos de todos os homens, com uma carinha de sapeca e uma bunda de dar água na boca?
Embora Anitta tenha um forte público LGBT, eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que sou hétero e VENERO essa mulher.
Além do fato dela estar colocando o Brasil no mapa mundial com sua música de excelente qualidade, comparável a Elis Regina e Gal Costa, e com seu rebolado que provoca ira em pleno século 21, agora a cantora volta a tona com um discurso pró-Lula e anti-Bolsonaro. O que me faz admirá-la ainda mais.
Sempre tivemos mulheres independentes, desde Leila Diniz até a graciosa gauchinha Luiza Sonza, aliás outro colírio visual e musical que estamos ouvindo nessa era de raras músicas boas.
Quem não se lembra de Gretchen e Rita Cadillac nos anos 70, Carla Perez e outras dançarinas de pagode nos anos 90, e Mulher Melancia e Mulher Melão nos anos 2000?
A diferença é que elas, com exceção de Gretchen, não se posicionavam politicamente. Elas não faziam ideia da arma que elas tinham nas mãos e na revolução que estavam fazendo nos ambitos sócio, cultural e economico.
Mas Anitta é a mais bela de todas essas musas e artistas, e também a mais engajada.
Recentemente, a cantora foi criticada por pedir a Lula que, se caso fosse eleito presidente, liberasse a venda e consumo de maconha. Mais uma vez as ideias reacionárias tomando conta do povo. Eu concordo plenamente que TODAS as drogas devem ser legalizadas. Primeiro, porque o Estado não deve se intrometer na vida de ninguém. E segundo porque como a própria cantora afirmou, isso é uma questão de segurança, assim como o aborto é uma questão de saúde pública.
Anitta está trazendo de volta a leveza da música brasileira de 1958, 1959, quando a Bossa Nova tirou das paradas o romantismo cafona e datado do samba-canção. Assim como hoje, ninguém aguenta mais essa dor de cotovelo que o sertanejo fez reinar no Brasil e que, após a febre do início dos anos 90, foi substituído por músicas legais como Daniela Mercury, É O Tchan e Mamonas Assassinas.
Espero profundamente que Lula seja eleito presidente do Brasil. O bolsonarismo já causou muitos estragos, inclusive com seus "artistas" apoiadores, que ferem nossos ouvidos por não contarem com uma voz doce e suave como a da gatíssima intérprete de Vai, Malandra.
terça-feira, 5 de julho de 2022
As melhores novelas da história da televisão brasileira
Resolvi deixar registrado aqui, aquelas novelas que, na minha opinião, foram as melhores já exibidas no Brasil. Tentei ser imparcial na escolha dos títulos, embora, logicamente, meu gosto pessoal também influiu um pouco. Mas levei em conta a qualidade das obras e o impacto causado por elas na sociedade. E é óbvio que muita coisa, MUITA coisa mesmo, ficou de fora. Talvez eu faça uma segunda, terceira e até quarta parte com as que ficaram faltando.
A novela mais importante de todos os tempos é Tieta, de 1989, do autor Aguinaldo Silva. Embora ela tenha perdido um pouco de credibilidade por conta dos jovens, que preferiam Top Model, ela foi muito mais marcante com uma história adaptada do escritor Jorge Amado. Grandes atores mostravam seu brilho, sobretudo Reginaldo Faria e Joanna Fomm, esta última como a grande vilã Perpétua. Que pode até não ter sido a maior vilã de todos os tempos - posto que fica com Odete Roittman, de Vale Tudo - mas foi a melhor atuação da história da tv brasileira.
Também sou apaixonado por novelas de temática rural. Seja as sertanejas de Benedito Ruy Barbosa, como Pantanal, Renascer e O Rei do Gado, seja as nordestinas de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, como Pedra Sobre Pedra, com atuação brilhante de Fábio Júnior como Jorge Tadeu, seja Fera Ferida e principalmente A Indomada, novela que marcou minha infancia e foi o maior sucesso televisivo de 1997, um ano difícil para a teledramaturgia, que perdia tanto em audiencia como em qualidade. Mas as peripécias de Maria Altiva, vivida pela maravilhosa Eva Wilma, traziam frescor e alívio para os ávidos por boas histórias. Como não lembrar de Emanoel, vivido por Selton Mello, criando asas e voando pelos céus de Greenville?
A melhor novela das sete que eu já vi foi A Viagem, de 1994. Ela veio depois de alguns fracassos, e para mim foi uma das poucas boas tramas no horário. Justamente por ter uma pegada mais séria, não era uma comédia pastelão sem graça como a maioria das novelas das sete. E para mim, também, foi a única boa da década de 90.
O horário das seis, por outro lado, é meu favorito. Seja com as comédias de Walcyr Carrasco como O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta (não esquecendo da séria Alma Gemea, de temática espírita), seja com Benedito novamente trazendo um poquinho do interior para nossos lares. Amo demais Cabocla, que foi a estreia de Vanessa Giácomo na tv e eu já me apaixonei por ela logo de cara, Sinhá Moça e Paraíso, está última em sua segunda versão, de 2009, onde o cantor Daniel se mostrou um grande ator.
Glória Perez, Silvio de Abreu e Gilberto Braga não poderiam ficar de fora. Dela, eu amo O Clone, Caminho das Índias e A Força do Querer, com suas culturas exóticas e exuberantes. Dosdois últimos, amo as tramas policiais, como A Próxima Vítima e Paraíso Tropical.
Estas são algumas tramas que considero as melhores já exibidas em nosso país. E isso é apenas um resumo bem detalhado. Muitas outras ainda não foram citadas, e em breve, eu postarei novos textos falando delas.
Espero que tenham gostado.
A novela mais importante de todos os tempos é Tieta, de 1989, do autor Aguinaldo Silva. Embora ela tenha perdido um pouco de credibilidade por conta dos jovens, que preferiam Top Model, ela foi muito mais marcante com uma história adaptada do escritor Jorge Amado. Grandes atores mostravam seu brilho, sobretudo Reginaldo Faria e Joanna Fomm, esta última como a grande vilã Perpétua. Que pode até não ter sido a maior vilã de todos os tempos - posto que fica com Odete Roittman, de Vale Tudo - mas foi a melhor atuação da história da tv brasileira.
Também sou apaixonado por novelas de temática rural. Seja as sertanejas de Benedito Ruy Barbosa, como Pantanal, Renascer e O Rei do Gado, seja as nordestinas de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, como Pedra Sobre Pedra, com atuação brilhante de Fábio Júnior como Jorge Tadeu, seja Fera Ferida e principalmente A Indomada, novela que marcou minha infancia e foi o maior sucesso televisivo de 1997, um ano difícil para a teledramaturgia, que perdia tanto em audiencia como em qualidade. Mas as peripécias de Maria Altiva, vivida pela maravilhosa Eva Wilma, traziam frescor e alívio para os ávidos por boas histórias. Como não lembrar de Emanoel, vivido por Selton Mello, criando asas e voando pelos céus de Greenville?
A melhor novela das sete que eu já vi foi A Viagem, de 1994. Ela veio depois de alguns fracassos, e para mim foi uma das poucas boas tramas no horário. Justamente por ter uma pegada mais séria, não era uma comédia pastelão sem graça como a maioria das novelas das sete. E para mim, também, foi a única boa da década de 90.
O horário das seis, por outro lado, é meu favorito. Seja com as comédias de Walcyr Carrasco como O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta (não esquecendo da séria Alma Gemea, de temática espírita), seja com Benedito novamente trazendo um poquinho do interior para nossos lares. Amo demais Cabocla, que foi a estreia de Vanessa Giácomo na tv e eu já me apaixonei por ela logo de cara, Sinhá Moça e Paraíso, está última em sua segunda versão, de 2009, onde o cantor Daniel se mostrou um grande ator.
Glória Perez, Silvio de Abreu e Gilberto Braga não poderiam ficar de fora. Dela, eu amo O Clone, Caminho das Índias e A Força do Querer, com suas culturas exóticas e exuberantes. Dosdois últimos, amo as tramas policiais, como A Próxima Vítima e Paraíso Tropical.
Estas são algumas tramas que considero as melhores já exibidas em nosso país. E isso é apenas um resumo bem detalhado. Muitas outras ainda não foram citadas, e em breve, eu postarei novos textos falando delas.
Espero que tenham gostado.
sábado, 18 de junho de 2022
A verdade sobre Collor que todos tentam esconder
Já começo este texto com a frase que é minha intenção de permeá-lo por inteiro: Fernando Collor de Mello foi o melhor presidente da História do Brasil. E aqui, irei provar isto por a mais b.
Este carioca radicado em Alagoas acabou com uma inflação galopante que assolava o Brasil desde o medíocre governo de Juscelino Kubitscheck. Aliás, se este canalha jogou muito dinheiro fora em obras faraonicas, Collor fez o oposto: reduziu gastos do governo com coisas inúteis.
Além disso, ele acabou com a mamata de funcionários públicos vagabundos que dependiam do Estado e não faziam nada pela Nação. Verdadeiros sangue-sugas que hoje lamentam nas redes sociais que seus parentes se mataram.
Se a inflação em janiro de 1990 chegava a 80% ao mes, em maio do mesmo ano, já com Collor na presidencia, ela já havia chegado a 10% ao mes.
E ainda os professores e livros de história tentam nos enganar, dizendo que foi FHC o responsável por tal proeza. Sendo que este mentecapto nem gostar de pobre gosta.
Tentam argumentar que o Plano Collor surtiu efeito apenas temporariamente, e que após algum tempo a taxa inflacionária voltaria a subir. Ora, mas com FHC, ela caiu para 1% e subiu para 12% ao final de seu mandato. Com Lula, que aliás foi melhor que FH, ela baixou para 5% e ao final do mandato subiu para 10%.
Collor ainda iniciou a abertura de mercado, permitindo que o Brasil importasse produtos estrangeiros da melhor qualidade. Antes dele, os automóveis pareciam de papelão, e assim que ele entrou, todos passaram a consumir carros de marca, geladeiras, tv a cabo e outras mordomias.
"Ah, Bruno, como voce gosta do Collor e fala mal do Ronald Reagan?". Convenhamos que eles eram muito diferentes. Reagan taxou impostos sobre grandes fortunas, ao passo que Collor fez o caminho inverso. Todos sabem que Collor mexeu com os poderosos, aumentando impostos para ricos.
Talvez seja por essas brilhantes medidas que as elites se voltaram contra o presidente, inclusive a corrupta e tendenciosa revista Veja passou a investigar o escandalo PC Farias, que foi denunciado por Pedro Collor, irmão do mandatário.
Collor também inciou o processo de privatização de setores ineficientes da economia, permitindo que hoje, por exemplo, eu esteja escrevendo este texto no conforto da minha casa, no meu computador.
Além de ser um presidente liberal, onde o Estado não se intrometia na vida privada de cada cidadão.
Collor ficou inelegível por oito anos, de 1992 a 2000, após sofrer impeachment. Hoje, é senador por Alagoas, fazendo mais pelo Brasil inteiro do que todos os senadores juntos.
Embora Collor tivesse um discurso religioso, a diferença entre ele e Bolsonaro é simples de ponderar: ele não fazia com que todos compartilhassem de sua fé. Diferente do atual governante, que tenta eliminar direitos constitucionais para quem não acredita em Deus.
O Governo Collor foi, em parte, muito parecido com os de Lula, Dilma e Temer. Um governo progressista, onde havia modernização economica e liberdade de expressão para todos. E muito superior aos de FHC e Bolsonaro, aquele elitista, este retrógrado.
Se Collor fosse candidato, eu votaria nele sem o menor medo de errar. O cara é um herói. UM HERÓI.
Este carioca radicado em Alagoas acabou com uma inflação galopante que assolava o Brasil desde o medíocre governo de Juscelino Kubitscheck. Aliás, se este canalha jogou muito dinheiro fora em obras faraonicas, Collor fez o oposto: reduziu gastos do governo com coisas inúteis.
Além disso, ele acabou com a mamata de funcionários públicos vagabundos que dependiam do Estado e não faziam nada pela Nação. Verdadeiros sangue-sugas que hoje lamentam nas redes sociais que seus parentes se mataram.
Se a inflação em janiro de 1990 chegava a 80% ao mes, em maio do mesmo ano, já com Collor na presidencia, ela já havia chegado a 10% ao mes.
E ainda os professores e livros de história tentam nos enganar, dizendo que foi FHC o responsável por tal proeza. Sendo que este mentecapto nem gostar de pobre gosta.
Tentam argumentar que o Plano Collor surtiu efeito apenas temporariamente, e que após algum tempo a taxa inflacionária voltaria a subir. Ora, mas com FHC, ela caiu para 1% e subiu para 12% ao final de seu mandato. Com Lula, que aliás foi melhor que FH, ela baixou para 5% e ao final do mandato subiu para 10%.
Collor ainda iniciou a abertura de mercado, permitindo que o Brasil importasse produtos estrangeiros da melhor qualidade. Antes dele, os automóveis pareciam de papelão, e assim que ele entrou, todos passaram a consumir carros de marca, geladeiras, tv a cabo e outras mordomias.
"Ah, Bruno, como voce gosta do Collor e fala mal do Ronald Reagan?". Convenhamos que eles eram muito diferentes. Reagan taxou impostos sobre grandes fortunas, ao passo que Collor fez o caminho inverso. Todos sabem que Collor mexeu com os poderosos, aumentando impostos para ricos.
Talvez seja por essas brilhantes medidas que as elites se voltaram contra o presidente, inclusive a corrupta e tendenciosa revista Veja passou a investigar o escandalo PC Farias, que foi denunciado por Pedro Collor, irmão do mandatário.
Collor também inciou o processo de privatização de setores ineficientes da economia, permitindo que hoje, por exemplo, eu esteja escrevendo este texto no conforto da minha casa, no meu computador.
Além de ser um presidente liberal, onde o Estado não se intrometia na vida privada de cada cidadão.
Collor ficou inelegível por oito anos, de 1992 a 2000, após sofrer impeachment. Hoje, é senador por Alagoas, fazendo mais pelo Brasil inteiro do que todos os senadores juntos.
Embora Collor tivesse um discurso religioso, a diferença entre ele e Bolsonaro é simples de ponderar: ele não fazia com que todos compartilhassem de sua fé. Diferente do atual governante, que tenta eliminar direitos constitucionais para quem não acredita em Deus.
O Governo Collor foi, em parte, muito parecido com os de Lula, Dilma e Temer. Um governo progressista, onde havia modernização economica e liberdade de expressão para todos. E muito superior aos de FHC e Bolsonaro, aquele elitista, este retrógrado.
Se Collor fosse candidato, eu votaria nele sem o menor medo de errar. O cara é um herói. UM HERÓI.
sábado, 11 de junho de 2022
O preconceito sofrido pelo genero telenovela
Na boa, sempre gostei de novelas, desde criança. E vejo que há um enorme preconceito que marginaliza e ridiculariza quem gosta deste genero televisivo.
Tentam argumentar que novelas são alienantes. Ora, mas o futebol também o é, e não vejo ninguém falar mal de futebol. Aliás, muito pelo contrário. Quem NÃO gosta de futebol é que é taxado como alienado.
Através das novelas, podemos aprender muita coisa, até mesmo História do Brasil. Enquanto existem livros que são muito mal-escritos.
Novela mexicana também é uma delícia de acompanhar na tv.
Entretanto, como bom nacionalista, não troco minhas novelas brasileiras por nada neste mundo.
Sem contar que todo homem ama ver novelas para ver mulheres lindas e sensuais.
O fato é que novela é cultura de alto nível, é exuberante, é o Brasil na sua melhor forma.
Amo ver o Rio de Janeiro sob a ótica de Glória Perez e seus subúrbios, ou as elites decadentes de Gilberto Braga, ou a São Paulo quatrocentona e cheia de mistérios de Silvio de Abreu.
Confesso não ser muito chegado nas pseudo-gracinhas de Walcyr Carrasco, embora ame quando ele mostra seriedade no horário nobre.
Estou amando Pão Pão Beijo Beijo. Uma novela bem antiga, de 1983. Com a maravilhosa Elizabeth Savalla exalando charme, beleza e elegancia. Além da trilha sonora e dos cenários bem nostálgicos, ainda tem uma história fantástica, embora simples. Afinal, era uma trama das seis.
E diga-se de passagem, as novelas das seis são as melhores que existem. Amo Além da Ilusão com todas as minhas forças.
As das onze, carregadas de erotismo, e as das oito, com seus dramas da vida real, me fascinam.
Assim como algumas das sete, com seu humor característico das pornochanchadas cariocas da década de 70.
Deixem de serem preconceituosos e vão assistir uma boa novela. Em todos os generos televisivos existe coisa boa. E novela é o que há de melhor na televisão brasileira.
Tentam argumentar que novelas são alienantes. Ora, mas o futebol também o é, e não vejo ninguém falar mal de futebol. Aliás, muito pelo contrário. Quem NÃO gosta de futebol é que é taxado como alienado.
Através das novelas, podemos aprender muita coisa, até mesmo História do Brasil. Enquanto existem livros que são muito mal-escritos.
Novela mexicana também é uma delícia de acompanhar na tv.
Entretanto, como bom nacionalista, não troco minhas novelas brasileiras por nada neste mundo.
Sem contar que todo homem ama ver novelas para ver mulheres lindas e sensuais.
O fato é que novela é cultura de alto nível, é exuberante, é o Brasil na sua melhor forma.
Amo ver o Rio de Janeiro sob a ótica de Glória Perez e seus subúrbios, ou as elites decadentes de Gilberto Braga, ou a São Paulo quatrocentona e cheia de mistérios de Silvio de Abreu.
Confesso não ser muito chegado nas pseudo-gracinhas de Walcyr Carrasco, embora ame quando ele mostra seriedade no horário nobre.
Estou amando Pão Pão Beijo Beijo. Uma novela bem antiga, de 1983. Com a maravilhosa Elizabeth Savalla exalando charme, beleza e elegancia. Além da trilha sonora e dos cenários bem nostálgicos, ainda tem uma história fantástica, embora simples. Afinal, era uma trama das seis.
E diga-se de passagem, as novelas das seis são as melhores que existem. Amo Além da Ilusão com todas as minhas forças.
As das onze, carregadas de erotismo, e as das oito, com seus dramas da vida real, me fascinam.
Assim como algumas das sete, com seu humor característico das pornochanchadas cariocas da década de 70.
Deixem de serem preconceituosos e vão assistir uma boa novela. Em todos os generos televisivos existe coisa boa. E novela é o que há de melhor na televisão brasileira.
sábado, 16 de abril de 2022
A música sertaneja é de uma mediocridade galopante e faz jus a burrice de seu público
Sinceramente, eu até já gostei de música sertaneja um dia. Foi apenas na infancia, quando as informações eram escassas e eu não tinha conhecimento do que era bom.
Mas logo que passei a ouvir emissoras de rádio e tv dedicadas a cultura alternativa, e tive acesso a Internet, que eu me libertei dessa mazela.
Os cantores sertanejos, se é que podemos denominá-los assim, parecem estar sendo empalados e com uma tremenda prisão de ventre ao mesmo tempo.
As letras, então, não tem conteúdo nenhum. É só traição, bebedeira e sexo explícito. E ainda se dizem católicos fervorosos e conservadores. Querem criticar o funk carioca, que pelo menos tem a saudável malícia urbana e carioca, mas não tem moral para isso.
Podem reparar que todo evento que tem político de direita, esses idiotas estão envolvidos. Apoiaram a ditadura, apoiaram Collor, apoiaram Aécio, Temer e agora estão abraçados a Bolsonaro. O nível intelectual dos artistas e do público tem que estar associado ao conservadorismo.
Voces podem ver que minhas músicas, como compositor, a maioria são sertanejas. Esta é a maior decepção da minha vida. Detesto isso, mas é meu ganha-pão. Em outras palavras: eu sou o traficante, não o viciado.
Mas se o povo gosta, temos que dar milho aos pombos.
Todos os outros generos musicais (exceto o gospel, tão lixo quanto) são progressistas e modernos. O pop, o rock, o axé, o samba, o rap, a música eletronica. Menos o sertanejo. E isso já nos foi alertado por Lulu Santos, no Domingão do Faustão, em 1992.
É uma pena que o povo brasileiro goste tanto desse lixo musical.
Deixa eu ficar com minhas músicas de qualidade enquanto o país se afoga na areia movediça.
Um outro detalhe que eu gostaria de ressaltar também é que, por mais que eu seja apaixonado por teledramaturgia, abomino novelas rurais. Benedito Ruy Barbosa é especialista nessas tranqueiras, como Pantanal, Renascer e O Rei do Gado.
Eu é que não troco o Leblon romantizado de Maneco, as culturas exóticas de Glorinha e os suspenses psicológicos de Giba e Silvio de Abreu por essas novelecas de capiau.
E uma outra coisa que me dá nos nervos é que tem gente que diz odiar sertanejo, mas faz questão de frisar que respeita o sertanejo raiz. Ora, que diferença faz? É tudo a mesma porcaria.
Entre Guns N Roses, É O Tchan, Gaiola das Popozudas e Tonico e Tinoco, fico com os tres primeiros.
Viva a boa música, independente do genero. Desde que não seja sertanejo.
Mas logo que passei a ouvir emissoras de rádio e tv dedicadas a cultura alternativa, e tive acesso a Internet, que eu me libertei dessa mazela.
Os cantores sertanejos, se é que podemos denominá-los assim, parecem estar sendo empalados e com uma tremenda prisão de ventre ao mesmo tempo.
As letras, então, não tem conteúdo nenhum. É só traição, bebedeira e sexo explícito. E ainda se dizem católicos fervorosos e conservadores. Querem criticar o funk carioca, que pelo menos tem a saudável malícia urbana e carioca, mas não tem moral para isso.
Podem reparar que todo evento que tem político de direita, esses idiotas estão envolvidos. Apoiaram a ditadura, apoiaram Collor, apoiaram Aécio, Temer e agora estão abraçados a Bolsonaro. O nível intelectual dos artistas e do público tem que estar associado ao conservadorismo.
Voces podem ver que minhas músicas, como compositor, a maioria são sertanejas. Esta é a maior decepção da minha vida. Detesto isso, mas é meu ganha-pão. Em outras palavras: eu sou o traficante, não o viciado.
Mas se o povo gosta, temos que dar milho aos pombos.
Todos os outros generos musicais (exceto o gospel, tão lixo quanto) são progressistas e modernos. O pop, o rock, o axé, o samba, o rap, a música eletronica. Menos o sertanejo. E isso já nos foi alertado por Lulu Santos, no Domingão do Faustão, em 1992.
É uma pena que o povo brasileiro goste tanto desse lixo musical.
Deixa eu ficar com minhas músicas de qualidade enquanto o país se afoga na areia movediça.
Um outro detalhe que eu gostaria de ressaltar também é que, por mais que eu seja apaixonado por teledramaturgia, abomino novelas rurais. Benedito Ruy Barbosa é especialista nessas tranqueiras, como Pantanal, Renascer e O Rei do Gado.
Eu é que não troco o Leblon romantizado de Maneco, as culturas exóticas de Glorinha e os suspenses psicológicos de Giba e Silvio de Abreu por essas novelecas de capiau.
E uma outra coisa que me dá nos nervos é que tem gente que diz odiar sertanejo, mas faz questão de frisar que respeita o sertanejo raiz. Ora, que diferença faz? É tudo a mesma porcaria.
Entre Guns N Roses, É O Tchan, Gaiola das Popozudas e Tonico e Tinoco, fico com os tres primeiros.
Viva a boa música, independente do genero. Desde que não seja sertanejo.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
Por que todo roqueiro se acha superior mesmo ouvindo o lixo que ouvem?
É impressionante. Todo roqueiro que eu conheço gosta de bater no peito com orgulho o quanto são inteligentes e superiores a quem gosta de QUALQUER outro estilo.
Desde quando ouvir um barulho de tres acordes pode ser chamado de inteligencia?
Em primeiro lugar, música não define sabedoria. Eu escuto Beethoven e nem por isso me acho inteligente.
Além do mais, é bem mais provável alguém que gosta de Beethoven ser mais inteligente do que quem gosta de Bon Jovi ou Axl Rose, que parecem porcos grunhindo e sendo levados ao abatedouro.
Se voce quer dar uma de intelectual, é bem melhor voce dizer que gosta de música erudita, ópera, jazz, bossa nova, mpb ou soul music.
E outra: música não é cultura, é entretenimento. Cultura voce aprende com leitura de bons livros, assistindo programas educativos no Discovery Channel ou debatendo com pessoas mais velhas.
Aliás, roqueiro DETESTA conversar com gente velha. Esses babacas acham que o mundo pertence aos jovens.
Pouca coisa no rock me agrada. Menos de um por cento. Quase toda a produção roqueira se baseia em duas coisas: barulho e grunhidos.
E se voce for num show de rock, voce não acha UMA mulher. Aliás, tem mulher que canta rock? Só a gostosa da Pitty. O resto são um bando de machos peludos defecando pela boca.
Gostar de rock é um passo primordial para se tornar bicha.
E essa inflencia negativa está tomando conta até da música sertaneja, que eu amava. Podem ver o nivel de lixosidade de Luan Santana e Henrique e Juliano? Então, eles estão muito mais para Beatles do que para Miguel Aceves Mejia, como voce via nos BONS artistas sertanejos.
Morram roqueiros malditos! E levem essa desgraça junto com voces para o quinto dos infernos!
Desde quando ouvir um barulho de tres acordes pode ser chamado de inteligencia?
Em primeiro lugar, música não define sabedoria. Eu escuto Beethoven e nem por isso me acho inteligente.
Além do mais, é bem mais provável alguém que gosta de Beethoven ser mais inteligente do que quem gosta de Bon Jovi ou Axl Rose, que parecem porcos grunhindo e sendo levados ao abatedouro.
Se voce quer dar uma de intelectual, é bem melhor voce dizer que gosta de música erudita, ópera, jazz, bossa nova, mpb ou soul music.
E outra: música não é cultura, é entretenimento. Cultura voce aprende com leitura de bons livros, assistindo programas educativos no Discovery Channel ou debatendo com pessoas mais velhas.
Aliás, roqueiro DETESTA conversar com gente velha. Esses babacas acham que o mundo pertence aos jovens.
Pouca coisa no rock me agrada. Menos de um por cento. Quase toda a produção roqueira se baseia em duas coisas: barulho e grunhidos.
E se voce for num show de rock, voce não acha UMA mulher. Aliás, tem mulher que canta rock? Só a gostosa da Pitty. O resto são um bando de machos peludos defecando pela boca.
Gostar de rock é um passo primordial para se tornar bicha.
E essa inflencia negativa está tomando conta até da música sertaneja, que eu amava. Podem ver o nivel de lixosidade de Luan Santana e Henrique e Juliano? Então, eles estão muito mais para Beatles do que para Miguel Aceves Mejia, como voce via nos BONS artistas sertanejos.
Morram roqueiros malditos! E levem essa desgraça junto com voces para o quinto dos infernos!
domingo, 23 de janeiro de 2022
Deus Salve o Rei: a melhor novela das sete da década passada
2018 foi uma safra excelente de novelas. Sobretudo as globais, é óbvio, que sempre são as melhores. Hoje, quero falar sobre, na minha opinião, a melhor novela feita naquele ano.
Deus Salve o Rei, estreia de Daniel Adjafre na teledramaturgia, foi extremamente marcante para a minha geração e até para as mais novas, e provavelmente será lembrada daqui há trinta anos.
Lógico, além do fato de ser uma comédia pastelão como muitas no horário das 19 horas, ela também era uma trama medieval que lembrava Game of Thrones.
Talvez por isso, ela tenha feito tanto sucesso com o público jovem, que prefere séries do que novelas. Mas já deixo claro que esse não é o meu caso, pois detesto séries e amo novelas.
A não ser, é claro, as meninas. Pois quem gostava dessa novela eram nós, os HOMENS, que amamos ver gatas maravilhosas na tv. O sexo feminino rejeitou Deus Salve o Rei, claramente por ter inveja de deusas como Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa, Marina Moschen e Mel Maia.
A história era simples, e irei apenas resumi-la. Voces podem encontrá-la detalhada na Internet.
Tratam-se de dois reinos fictícios, Montemor e Artena. Os dois reinos selam um acordo, pois em Montemor o minério é abundante, porém a água é escassa. Já Artena vive o caso oposto. Portanto, ambos os reinos oferecem um pouco do que tem de melhor ao outro.
A Rainha Crisélia, de Montemor, está a beira a morte e vive o dilema de eleger um de seus filhos como sucessor do trono. Afonso é o preferido, por ser centrado. Já Rodolfo, sempre vive as turras, aprontando confusão. No entanto, Afonso abdica do trono por se apaixonar por Amália, uma plebeia do reino de Artena.
Já em Artena, o Rei Augusto planeja casar a princesa Catarina com o Marques de Cordona, mas ela muda seus planos ao conhecer e se apaixonar pelo recém-chegado Duque de Vicenza.
O alívio comico fica por conta de Lucrécia, vivida or Tatá Werneck, que me fazia rir em praticamente todos os capítulos.
A trilha sonora, o filtro e a fotografia me deixavam extasiado ao me remeterem imediatamente para a Idade Média.
A trilha sonora também era fantástica e repleta de cantos gregorianos.
Enfim, é uma pena uma novela tão magistral não ser reprisada, por conta de uma audiencia mediana. Afinal, já haviam as redes sociais, que desviam a atenção do público para futilidades.
Ao menos, ela pode ser vista no GloboPlay, para alegria dos saudosistas.
Além do mais, era interessante uma novela das sete não focar demais no humor, por mais que ele estivesse presente. Mas o genero capa e espada se fazia bem mais presente do que o pastelão desnecessário.
No futuro, irei mostrar essa obra-prima para meus filhos e netos. Quem sabe, até lá, as novelas não sejam tão incríveis como eram.
Deus Salve o Rei, estreia de Daniel Adjafre na teledramaturgia, foi extremamente marcante para a minha geração e até para as mais novas, e provavelmente será lembrada daqui há trinta anos.
Lógico, além do fato de ser uma comédia pastelão como muitas no horário das 19 horas, ela também era uma trama medieval que lembrava Game of Thrones.
Talvez por isso, ela tenha feito tanto sucesso com o público jovem, que prefere séries do que novelas. Mas já deixo claro que esse não é o meu caso, pois detesto séries e amo novelas.
A não ser, é claro, as meninas. Pois quem gostava dessa novela eram nós, os HOMENS, que amamos ver gatas maravilhosas na tv. O sexo feminino rejeitou Deus Salve o Rei, claramente por ter inveja de deusas como Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa, Marina Moschen e Mel Maia.
A história era simples, e irei apenas resumi-la. Voces podem encontrá-la detalhada na Internet.
Tratam-se de dois reinos fictícios, Montemor e Artena. Os dois reinos selam um acordo, pois em Montemor o minério é abundante, porém a água é escassa. Já Artena vive o caso oposto. Portanto, ambos os reinos oferecem um pouco do que tem de melhor ao outro.
A Rainha Crisélia, de Montemor, está a beira a morte e vive o dilema de eleger um de seus filhos como sucessor do trono. Afonso é o preferido, por ser centrado. Já Rodolfo, sempre vive as turras, aprontando confusão. No entanto, Afonso abdica do trono por se apaixonar por Amália, uma plebeia do reino de Artena.
Já em Artena, o Rei Augusto planeja casar a princesa Catarina com o Marques de Cordona, mas ela muda seus planos ao conhecer e se apaixonar pelo recém-chegado Duque de Vicenza.
O alívio comico fica por conta de Lucrécia, vivida or Tatá Werneck, que me fazia rir em praticamente todos os capítulos.
A trilha sonora, o filtro e a fotografia me deixavam extasiado ao me remeterem imediatamente para a Idade Média.
A trilha sonora também era fantástica e repleta de cantos gregorianos.
Enfim, é uma pena uma novela tão magistral não ser reprisada, por conta de uma audiencia mediana. Afinal, já haviam as redes sociais, que desviam a atenção do público para futilidades.
Ao menos, ela pode ser vista no GloboPlay, para alegria dos saudosistas.
Além do mais, era interessante uma novela das sete não focar demais no humor, por mais que ele estivesse presente. Mas o genero capa e espada se fazia bem mais presente do que o pastelão desnecessário.
No futuro, irei mostrar essa obra-prima para meus filhos e netos. Quem sabe, até lá, as novelas não sejam tão incríveis como eram.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
O batidão sertanejo foi a melhor vertente já criada no genero e influenciou muita coisa que veio depois
Para quem não sabe, a música sertaneja vive de fases. Mais que qualquer outro estilo, o sertanejo é o que mais sofre mudanças ao longo do tempo, e é por isso mesmo que o genero nunca saiu de moda.
O sertanejo, no final dos anos 80 e início dos anos 90, vivia a fase do breganejo. Já comentei sobre isso aqui no blog. As músicas eram mais melosas, e isso durou até 1995 mais ou menos.
A partir de então, o estilo predominante passou a ser o batidão. Até as duplas mais antigas passaram a cantar esse estilo mais animado.
Acredito que tenha sido por influencia do pagode baiano e do axé, que tomaram conta do país nessa época.
Podem reparar que muitas canções sertanejas desse período tinham influencia do pagode, como Convite de Casamento, Pra te Ver Rebolar, Mexe que é Bom, Da Boca pra Fora, Cumade e Cumade, Ela é Demais, Cara de Pau entre outras.
Aliás, minha intenção nesse texto é falar sobre a dupla que mais gosto em toda a históra do sertanejo, e que influencia meu trabalho totalmente: Rick e Renner.
Com canções irreverentes e recheadas de malícia, eles foram páreo duro para o Tchan, a Gang do Samba entre outros grupos do estilo. Aliás, quem não lembra do verso "Depois do mxe mexe rala o tchan e rala a tcheca?"
Enfim, eles foram os precursores do sertanejo universitário de Munhoz e Mariano, e do arrocha de Zé Ricardo e Thiago, entre outros.
Assim como eles, havia Teodoro e Sampaio e Gino e Geno, esses últimos inclusive empresariados pelo Rick.
Até Bruno e Marrone e Gian e Giovani entraram na onda do batidão, impulsionados pelo mega-sucesso da novela América, de Glória Perez, em 2005. E nem Cleiton e Camargo ficaram de fora!
Infelizmente, o batidão é considerado um genero moto no sertanejo. Ninguém mais está gravando, pois a sofrencia dominou a partir de 2015.
Espero que os novos sertanejos se espelhem nesse estilo marcante e divertid, que deixou centenas de hits que todo mundo canta, até nas excursões de onibus.
O sertanejo, no final dos anos 80 e início dos anos 90, vivia a fase do breganejo. Já comentei sobre isso aqui no blog. As músicas eram mais melosas, e isso durou até 1995 mais ou menos.
A partir de então, o estilo predominante passou a ser o batidão. Até as duplas mais antigas passaram a cantar esse estilo mais animado.
Acredito que tenha sido por influencia do pagode baiano e do axé, que tomaram conta do país nessa época.
Podem reparar que muitas canções sertanejas desse período tinham influencia do pagode, como Convite de Casamento, Pra te Ver Rebolar, Mexe que é Bom, Da Boca pra Fora, Cumade e Cumade, Ela é Demais, Cara de Pau entre outras.
Aliás, minha intenção nesse texto é falar sobre a dupla que mais gosto em toda a históra do sertanejo, e que influencia meu trabalho totalmente: Rick e Renner.
Com canções irreverentes e recheadas de malícia, eles foram páreo duro para o Tchan, a Gang do Samba entre outros grupos do estilo. Aliás, quem não lembra do verso "Depois do mxe mexe rala o tchan e rala a tcheca?"
Enfim, eles foram os precursores do sertanejo universitário de Munhoz e Mariano, e do arrocha de Zé Ricardo e Thiago, entre outros.
Assim como eles, havia Teodoro e Sampaio e Gino e Geno, esses últimos inclusive empresariados pelo Rick.
Até Bruno e Marrone e Gian e Giovani entraram na onda do batidão, impulsionados pelo mega-sucesso da novela América, de Glória Perez, em 2005. E nem Cleiton e Camargo ficaram de fora!
Infelizmente, o batidão é considerado um genero moto no sertanejo. Ninguém mais está gravando, pois a sofrencia dominou a partir de 2015.
Espero que os novos sertanejos se espelhem nesse estilo marcante e divertid, que deixou centenas de hits que todo mundo canta, até nas excursões de onibus.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Hebe Camargo, a melhor apresentadora do Brasil e o modelo de televisão que necessitamos
Eu sempre fui um moço velho, como diz a canção de Silvio Cesar magistralmente interpretada por Roberto Carlos. Sou motivo de piada até de parentes mais velhos, que não entendem como gosto de coisas de quando nem eles haviam nascido.
Na minha opinião, Hebe Camargo era a melhor apresentadora do mundo, e fazia jus ao título de Rainha da Televisão Brasileira.
O que achava mais fascinante em seu programa, era o respeito a integridade humana, algo que na sua época já não havia mais.
Basta ver os programas para jovens na década de 90. Lixos como o Programa Livre, de Serginho Groisman, H, de Luciano Huck, ou toda a programação da MTV.
Mesmo programas supostamente para adultos, como o Domingo Legal e o Domingão do Faustão, na época tinham um público mais jovem, e eram apelativos até dizerem chega.
Já programas como os de Silvio Santos, Raul Gil e sobretudo Hebe, agradavam ao público mais idoso e comportado.
As atrações costumavam ser excelentes. Destaque para o especial com Pelé, em 1989, que recebeu artistas do quilate de Wando, Jair Rodrigues, Wilson Simonal e Tonico e Tinoco.
Mas o dia que mais gostei, e que também pode ser conferido no Youtube, foi o primeiro programa de 1996, onde Hebe recebeu astros e estrelas da Jovem Guarda, como Ronnie Von, Os Vips, Jerry Adriani e Sylvinha Araújo.
Claro que, de vez em quando, Hebe tinha que ceder espaço ao que os adolescentes gostavam. Porcarias como Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, pagodes e axés. Querendo ou não, era uma forma de atrair públicos diferenciados, ainda que fosse para pior.
Seu programa não tinha baixarias como videocassetadas ou gente se esfregando numa banheira a pretexto de mostrar o corpo.
Hebe respeitava seu público, que queria fugir da libertinagem imunda dos anos 90, onde não havia classificação indicativa e os canais abusavam da paciencia do telespectador.
Que ela esteja descansando em paz, onde quer que esteja. Por que, infelizmente, pude constatar que jamais teremos uma substituta a sua altura.
Na minha opinião, Hebe Camargo era a melhor apresentadora do mundo, e fazia jus ao título de Rainha da Televisão Brasileira.
O que achava mais fascinante em seu programa, era o respeito a integridade humana, algo que na sua época já não havia mais.
Basta ver os programas para jovens na década de 90. Lixos como o Programa Livre, de Serginho Groisman, H, de Luciano Huck, ou toda a programação da MTV.
Mesmo programas supostamente para adultos, como o Domingo Legal e o Domingão do Faustão, na época tinham um público mais jovem, e eram apelativos até dizerem chega.
Já programas como os de Silvio Santos, Raul Gil e sobretudo Hebe, agradavam ao público mais idoso e comportado.
As atrações costumavam ser excelentes. Destaque para o especial com Pelé, em 1989, que recebeu artistas do quilate de Wando, Jair Rodrigues, Wilson Simonal e Tonico e Tinoco.
Mas o dia que mais gostei, e que também pode ser conferido no Youtube, foi o primeiro programa de 1996, onde Hebe recebeu astros e estrelas da Jovem Guarda, como Ronnie Von, Os Vips, Jerry Adriani e Sylvinha Araújo.
Claro que, de vez em quando, Hebe tinha que ceder espaço ao que os adolescentes gostavam. Porcarias como Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, pagodes e axés. Querendo ou não, era uma forma de atrair públicos diferenciados, ainda que fosse para pior.
Seu programa não tinha baixarias como videocassetadas ou gente se esfregando numa banheira a pretexto de mostrar o corpo.
Hebe respeitava seu público, que queria fugir da libertinagem imunda dos anos 90, onde não havia classificação indicativa e os canais abusavam da paciencia do telespectador.
Que ela esteja descansando em paz, onde quer que esteja. Por que, infelizmente, pude constatar que jamais teremos uma substituta a sua altura.
domingo, 28 de novembro de 2021
Quanto Mais Vida Melhor é uma deliciosa novela e tudo que o brasileiro estava precisando
Finalmente, estamos vendo novas novelas em exibição na tv aberta. Além de Nos Tempos do Imperador, novela que considero a melhor da história, estrearam mais duas inéditas: Um Lugar ao Sol, as nove da noite, que ganhará um post aqui no blog muito em breve, e Quanto Mais Vida Melhor, a trama das sete.
A novelinha é simplesmente uma delícia de se acompanhar. E olha que só faz uma semana de sua estreia.
A história é sobre quatro pessoas totalmente diferentes, que nunca se viram na vida e decolam no mesmo avião. Entretanto, o avião cai, todos morrem e são "resgatados" pela Morte, que lhes dá apenas mais um ano de vida, para que eles possam consertar os erros do passado. No final, apenas UM deles irá morrer definitivamente, e os outros voltarão para suas rotinas.
É uma trama bem simples, recheada de outras tramas paralelas que, somadas aos ganchos no final de cada capítulo, tornam a novela divertidíssima de acompanhar.
Além de ser uma chance de ver beldades como Giovanna Antonelli, com sua espevitada Paula, de longe a mais engraçada e carismática da novela. E a gatíssima Valentina Herszage, como a sensual Flávia, que no capítulo de ontem chegou a beijar na boca (!) o personagem de Mateus Solano. Poxa, além dele ser bem mais velho, esqueceram que em Pega Pega eles eram pai e filha? (risos)
Brincadeiras a parte, o elenco está ótimo. Inclusive o próprio Solano, que acho o maior ator de sua geração. Todo personagem que faz, ele se entrega de corpo e alma, é incrível.
Vladimir Brichta também está muito bem como um jogador de futebol. Será que a intenção de quem escreveu a novela é homenagear Mário Gomes, que vivia um jogador em Vereda Tropical? Assim como ele, o personagem da atual trama das sete também vivia um triangulo amoroso com a atual e a ex-esposa.
Enfim, não há muito o que falar ainda. Muitas emoções ainda estão por vir.
Se a primeira semana já foi eletrizante, imaginem quanta água vai rolar até o final.
Sem contar o mistério de descobrir quem será "finalizado" e irá morrer.
Adoro novelas com mistérios, pois elas nunca ficam enjoativas, a gente sempre quer saber o que vai acontecer.
Fiquem com as emoções dos próximos capítulos.
A novelinha é simplesmente uma delícia de se acompanhar. E olha que só faz uma semana de sua estreia.
A história é sobre quatro pessoas totalmente diferentes, que nunca se viram na vida e decolam no mesmo avião. Entretanto, o avião cai, todos morrem e são "resgatados" pela Morte, que lhes dá apenas mais um ano de vida, para que eles possam consertar os erros do passado. No final, apenas UM deles irá morrer definitivamente, e os outros voltarão para suas rotinas.
É uma trama bem simples, recheada de outras tramas paralelas que, somadas aos ganchos no final de cada capítulo, tornam a novela divertidíssima de acompanhar.
Além de ser uma chance de ver beldades como Giovanna Antonelli, com sua espevitada Paula, de longe a mais engraçada e carismática da novela. E a gatíssima Valentina Herszage, como a sensual Flávia, que no capítulo de ontem chegou a beijar na boca (!) o personagem de Mateus Solano. Poxa, além dele ser bem mais velho, esqueceram que em Pega Pega eles eram pai e filha? (risos)
Brincadeiras a parte, o elenco está ótimo. Inclusive o próprio Solano, que acho o maior ator de sua geração. Todo personagem que faz, ele se entrega de corpo e alma, é incrível.
Vladimir Brichta também está muito bem como um jogador de futebol. Será que a intenção de quem escreveu a novela é homenagear Mário Gomes, que vivia um jogador em Vereda Tropical? Assim como ele, o personagem da atual trama das sete também vivia um triangulo amoroso com a atual e a ex-esposa.
Enfim, não há muito o que falar ainda. Muitas emoções ainda estão por vir.
Se a primeira semana já foi eletrizante, imaginem quanta água vai rolar até o final.
Sem contar o mistério de descobrir quem será "finalizado" e irá morrer.
Adoro novelas com mistérios, pois elas nunca ficam enjoativas, a gente sempre quer saber o que vai acontecer.
Fiquem com as emoções dos próximos capítulos.
domingo, 14 de novembro de 2021
O jornalismo policial é injustamente criticado, mas é superior ao jornalismo manipulativo da Rede Globo
Olha, desde a minha infancia, lá nos anos 90, o jornalismo de cunho policialesco sempre sofreu críticas.
Pejorativamente chamado de sensacionalista ou de noticiário mundo cão, o fato é que esse tipo de atração é muito mais informativa e comprometida com as classes populares do que o jornalismo golpista da Rede Globo de Televisão.
Além da irreverencia de seus apresentadores, ao contrário do insuportável William Bonner que tem uma sisudez irritante, esses jornalísticos nos mantém informados daquilo que realmente interessa ao povo, a classe C.
O formato foi lançado em 1991, com o extnto Aqui Agora, no SBT, emissora que não sou muito chegado pelo seu reacionarismo.
Mas logo após, a partir de 1995, vieram apresentadores e programas ainda mais broncos, o que a meu ver é uma qualidade.
Ratinho, lançado pela CNT, ainda teve bons momentos em seu Ratinho Livre, na Record, e nos primeiros anos do Programa do Ratinho, no SBT. Quem não lembra dele, visivelmente irritado, xingando Deus e o mundo de tudo quanto era nome, além de suas bizarrices que incomodavam os poderosos?
Mas nada se compara aos atuais Cidade Alerta e Brasil Urgente, respectivamente comandados por Marcelo Rezende e José Luiz Datena.
Esses programas são exibidos até hoje, nos finais de tarde e início das noites, na Record e na Band.
Os políticos, inclusive alguns de esquerda, tentam a todo custo tirar esses programas do ar, supostamente por eles simbolizarem um "desrespeito aos direitos humanos".
Eles não veem que é justamente o contrário?
Ora, ninguém quer passar a mão na cabeça de bandido! Principalmente NÓS, os pobres. Falo isso pois pertenço a essa classe. Eu mesmo já fui assaltado, e penso que bandido bom é bandido morto.
Além do mais, a Globo e o próprio SBT exibiam filmes inadequados em pleno horário vespertino.
Isso não é muito mais nocivo a uma criança do que ver a REALIDADE NUA E CRUA?
As pessoas não gostam de ver a vida como ela é.
E o jornalismo MEDÍOCRE da Globo está sendo passado para trás, há muito tempo. Ninguém mais quer ser manipulado.
Isso também vale para as revistas eletronicas. Agora mesmo estou assistindo ao Domingo Espetacular, e comparando com a mediocridade que o Fantástico sempre foi.
Fujam do jornalixo globalizante. Existe vida lá fora
Pejorativamente chamado de sensacionalista ou de noticiário mundo cão, o fato é que esse tipo de atração é muito mais informativa e comprometida com as classes populares do que o jornalismo golpista da Rede Globo de Televisão.
Além da irreverencia de seus apresentadores, ao contrário do insuportável William Bonner que tem uma sisudez irritante, esses jornalísticos nos mantém informados daquilo que realmente interessa ao povo, a classe C.
O formato foi lançado em 1991, com o extnto Aqui Agora, no SBT, emissora que não sou muito chegado pelo seu reacionarismo.
Mas logo após, a partir de 1995, vieram apresentadores e programas ainda mais broncos, o que a meu ver é uma qualidade.
Ratinho, lançado pela CNT, ainda teve bons momentos em seu Ratinho Livre, na Record, e nos primeiros anos do Programa do Ratinho, no SBT. Quem não lembra dele, visivelmente irritado, xingando Deus e o mundo de tudo quanto era nome, além de suas bizarrices que incomodavam os poderosos?
Mas nada se compara aos atuais Cidade Alerta e Brasil Urgente, respectivamente comandados por Marcelo Rezende e José Luiz Datena.
Esses programas são exibidos até hoje, nos finais de tarde e início das noites, na Record e na Band.
Os políticos, inclusive alguns de esquerda, tentam a todo custo tirar esses programas do ar, supostamente por eles simbolizarem um "desrespeito aos direitos humanos".
Eles não veem que é justamente o contrário?
Ora, ninguém quer passar a mão na cabeça de bandido! Principalmente NÓS, os pobres. Falo isso pois pertenço a essa classe. Eu mesmo já fui assaltado, e penso que bandido bom é bandido morto.
Além do mais, a Globo e o próprio SBT exibiam filmes inadequados em pleno horário vespertino.
Isso não é muito mais nocivo a uma criança do que ver a REALIDADE NUA E CRUA?
As pessoas não gostam de ver a vida como ela é.
E o jornalismo MEDÍOCRE da Globo está sendo passado para trás, há muito tempo. Ninguém mais quer ser manipulado.
Isso também vale para as revistas eletronicas. Agora mesmo estou assistindo ao Domingo Espetacular, e comparando com a mediocridade que o Fantástico sempre foi.
Fujam do jornalixo globalizante. Existe vida lá fora
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Legalmente Loira: o enorme impacto causado pelo melhor filme da história
Postei esses dias, aqui no blog, uma crítica ao cinema estadunidense, que investe mais em comédia do que em drama.
Entretanto, meu filme favorito de todos os existentes é justamente uma comédia daquelas bem pastelonas: o clássico Legalmente Loira, de 2001.
Na verdade, o filme vai muito além disso. É um filme feminista, libertário e conscientizador.
Além de mostrar diversas mulheres lindas e sensuais, sobretudo a protagonista Elle Wood, vivida pela maravilhosa Reese Whiterspoon, o filme ensina que para uma mulher ser linda, loira e rica, não é preciso ser burra ou ingenua.
É a história de uma garota rejeitada pelo namorado por levar uma vida fútil, mas que, para voltar seu antigo relacionamento, se dispõe a cursar Direito e se tornar advogada, para provar que possui inteligencia suficiente e que não precisa depender de homem nenhum.
Suas amigas, sobretudo Paulette, interpretada pela mesma estonteante atriz que faz a mãe do Steve tifler em American Pie, sempre contam com a ajuda de Woods para deixarem fluir suas emoções e sentirem-se poderosas e independentes.
Todos dizem que filmes do tipo agradam apenas ao público feminino ou gay. Mas se ver um bando de gatas em um filme só, ainda mais na cena em que Woods aparece de biquini numa piscina ou fantasiada de coelhinha numa festa, é ser gay, podem me chamar assim. Nem crio confusão, não (risos)
Legalmente Loira gerou duas continuações: Legalmente Loira 2, em 2003, e o spin-off Legalmente Loiras, em 2009. Este último, não tão criativo quanto os primeiros, por não contar com o elenco original de beldades que fazia todo homem suspirar.
Não lembro de ter visto nenhum dos filmes na Rede Globo. Mas o SBT exibia, tanto o primeiro como o segundo, frequentemente no extinto Cinema em Casa.
Vale a pena rever sempre que puder.
Ao mesmo tempo em que o filme nos põe saudosos de uma época em que bons filmes eram feitos, e os jovens se divertiam a vontade, também é espantoso como o filme é moderno e a frente do seu tempo, por ser um filme com bastante empoderamento e representatividade.
Assistam esse filme e suas sequencias. Mas principalmente o original. E depois me digam se não é o melhor filme já feito.
Entretanto, meu filme favorito de todos os existentes é justamente uma comédia daquelas bem pastelonas: o clássico Legalmente Loira, de 2001.
Na verdade, o filme vai muito além disso. É um filme feminista, libertário e conscientizador.
Além de mostrar diversas mulheres lindas e sensuais, sobretudo a protagonista Elle Wood, vivida pela maravilhosa Reese Whiterspoon, o filme ensina que para uma mulher ser linda, loira e rica, não é preciso ser burra ou ingenua.
É a história de uma garota rejeitada pelo namorado por levar uma vida fútil, mas que, para voltar seu antigo relacionamento, se dispõe a cursar Direito e se tornar advogada, para provar que possui inteligencia suficiente e que não precisa depender de homem nenhum.
Suas amigas, sobretudo Paulette, interpretada pela mesma estonteante atriz que faz a mãe do Steve tifler em American Pie, sempre contam com a ajuda de Woods para deixarem fluir suas emoções e sentirem-se poderosas e independentes.
Todos dizem que filmes do tipo agradam apenas ao público feminino ou gay. Mas se ver um bando de gatas em um filme só, ainda mais na cena em que Woods aparece de biquini numa piscina ou fantasiada de coelhinha numa festa, é ser gay, podem me chamar assim. Nem crio confusão, não (risos)
Legalmente Loira gerou duas continuações: Legalmente Loira 2, em 2003, e o spin-off Legalmente Loiras, em 2009. Este último, não tão criativo quanto os primeiros, por não contar com o elenco original de beldades que fazia todo homem suspirar.
Não lembro de ter visto nenhum dos filmes na Rede Globo. Mas o SBT exibia, tanto o primeiro como o segundo, frequentemente no extinto Cinema em Casa.
Vale a pena rever sempre que puder.
Ao mesmo tempo em que o filme nos põe saudosos de uma época em que bons filmes eram feitos, e os jovens se divertiam a vontade, também é espantoso como o filme é moderno e a frente do seu tempo, por ser um filme com bastante empoderamento e representatividade.
Assistam esse filme e suas sequencias. Mas principalmente o original. E depois me digam se não é o melhor filme já feito.
domingo, 7 de novembro de 2021
Believe, de Cher (1998) mudou todos os conceitos da música pop
A minha teoria é que gosto pessoal não define sexualidade. Sempre briguei e continuarei brigando por isso. Explico: por eu ter um jeito mais tímido, e gostar de coisas tradicionalmente ligadas ao universo feminino, todos me classificam como homossexual. Pois eu jamais trocaria uma novela na tv por uma partida de futebol. Nem um filme romantico por um de ação.
Onde quero chegar? Nesse texto, o assunto é o meu fascínio pela cantora Cher. Só que falarei de um disco específico, o maior marco em sua carreira: Believe, de 1998.
Vale lembrar que a dance music já estava consolidada no mundo desde a virada dos anos 80 para os 90. Acontece que a imensa maioria dos artistas do genero vinham da Europa, sendo conhecidos apenas no continente europeu, na América Latina e em regiões da Ásia.
Cher foi a primeira cantora norte-americana a investir em dance. Claro que já havia música dançante, principalmente feita por negros e latinos nos EUA. Desde os anos 70.
Portanto, nada de atribuir esse mérito a Lady Gaga, por mais maravilhosa que ela seja. E ainda irei falar mais de Gaga aqui no blog.
Mas o que causou a maior revolução no pop estadunidense, foi este album de Cher.
Não preciso falar a história dessa mulher, que considero uma das coroas mais gatas do mundo. Não é necessário mencionar seu ativismo em prol de causas feministas e LGBT, a dupla Sonny e Cher que ela formava com o marido e gravou uma das baladas mais emblemáticas dos anos 60 que foi I Got You Babe, e nem o mais que perfeito disco Dancing Queen, onde ela entoa clássicos do grupo sueco ABBA.
O que quero comentar aqui, é o disco Believe. Sobretudo a faixa-título. Pode parecer apenas mais uma babinha dançante dos anos 90, como muitas outras. E isso não é demérito algum. Músicas como Barbie Girl, por exemplo, eram frequentes nas paraadas européias na época.
Mas nos EUA, isso foi impactante. Pois o mercado de lá era dominado pelo nu metal, pela black music e pelas boy bands. Gosto de tudo isso, sempre falei desses estilos aqui no blog e continuarei falando.
Depois desse disco, os americanos passaram a gostar de coisas como Fatboy Slim, Chemical Brothers, Moby, ATB, Benny Benassi entre outros.
Mas outras faixas eram bem legais. Strong Enough tinha a mesma pegada de Believe, um dance-pop delicioso, com a voz forte de Cher e letra otimista.
Love is in the Air, cover de John Paul Young, foi incluída numa demo lançada posteriormente.
Takin Back My Heart me faz querer dançar até cair, de preferencia em um dia chuvoso, no meio da rua, com todos me olhando. Eu teria coragem de chamar uma menina pra dançar comigo essa música, tamanho o extase que ela causa.
Mas o clipe de Believe, aliado ao falsete que a cantora faz no clímax da canção, logo após a repetição do refrão pela primeira vez, além dos efeitos de Vocoder utilizados na gravação, mostram o quanto isso foi importante. Aliás, foi a primeira canção gravada no MUNDO com esse recurso.
Ouçam Believe. Não só a música, mas todo o disco. Aliás, ouçam Cher. Pelo bem da humanidade. E não precisam me agradecer depois.
Onde quero chegar? Nesse texto, o assunto é o meu fascínio pela cantora Cher. Só que falarei de um disco específico, o maior marco em sua carreira: Believe, de 1998.
Vale lembrar que a dance music já estava consolidada no mundo desde a virada dos anos 80 para os 90. Acontece que a imensa maioria dos artistas do genero vinham da Europa, sendo conhecidos apenas no continente europeu, na América Latina e em regiões da Ásia.
Cher foi a primeira cantora norte-americana a investir em dance. Claro que já havia música dançante, principalmente feita por negros e latinos nos EUA. Desde os anos 70.
Portanto, nada de atribuir esse mérito a Lady Gaga, por mais maravilhosa que ela seja. E ainda irei falar mais de Gaga aqui no blog.
Mas o que causou a maior revolução no pop estadunidense, foi este album de Cher.
Não preciso falar a história dessa mulher, que considero uma das coroas mais gatas do mundo. Não é necessário mencionar seu ativismo em prol de causas feministas e LGBT, a dupla Sonny e Cher que ela formava com o marido e gravou uma das baladas mais emblemáticas dos anos 60 que foi I Got You Babe, e nem o mais que perfeito disco Dancing Queen, onde ela entoa clássicos do grupo sueco ABBA.
O que quero comentar aqui, é o disco Believe. Sobretudo a faixa-título. Pode parecer apenas mais uma babinha dançante dos anos 90, como muitas outras. E isso não é demérito algum. Músicas como Barbie Girl, por exemplo, eram frequentes nas paraadas européias na época.
Mas nos EUA, isso foi impactante. Pois o mercado de lá era dominado pelo nu metal, pela black music e pelas boy bands. Gosto de tudo isso, sempre falei desses estilos aqui no blog e continuarei falando.
Depois desse disco, os americanos passaram a gostar de coisas como Fatboy Slim, Chemical Brothers, Moby, ATB, Benny Benassi entre outros.
Mas outras faixas eram bem legais. Strong Enough tinha a mesma pegada de Believe, um dance-pop delicioso, com a voz forte de Cher e letra otimista.
Love is in the Air, cover de John Paul Young, foi incluída numa demo lançada posteriormente.
Takin Back My Heart me faz querer dançar até cair, de preferencia em um dia chuvoso, no meio da rua, com todos me olhando. Eu teria coragem de chamar uma menina pra dançar comigo essa música, tamanho o extase que ela causa.
Mas o clipe de Believe, aliado ao falsete que a cantora faz no clímax da canção, logo após a repetição do refrão pela primeira vez, além dos efeitos de Vocoder utilizados na gravação, mostram o quanto isso foi importante. Aliás, foi a primeira canção gravada no MUNDO com esse recurso.
Ouçam Believe. Não só a música, mas todo o disco. Aliás, ouçam Cher. Pelo bem da humanidade. E não precisam me agradecer depois.
O prazer proporcionado ao ouvir Maria Gadú
Há uma postagem minha, aqui no blog, dizendo que a MPB dos anos 90 foi uma reação à cafonice de sertanejos, pagodeiros e axezeiros, ou seja, toda essa letargia cultural que emergiu no início daquela década e que ainda resiste, gerando até novos artistas, cada vez piores. E eu disse, na mesma postagem, que a MPB da época poderia muito bem servir como contraponto a essa música de qualidade duvidosa. Até mesmo gente pouco conhecida, como Pedro Luís e a Parede, que não citei no texto.
Mas hoje, gostaria de mostrar meu apreço pela nova geração da MPB, aquela que veio dos anos 2000 para cá. E já há uma nova, surgida após 2017 até. Entre eles, Seu Jorge, Cordel do Fogo Encantado, Maria Rita, Vanessa da Matta, Diogo Nogueira, e mais para cá, Tiago Iorc, Vitor Kley, Ana Vitória e a Banda Melim. Todos, sem dúvida nenhuma, talentosíssimos. Mas, a meu ver, o maior nome da música brasileira hoje é uma cantora surgida há algum tempo: Maria Gadú.
Essa paulistana de 34 anos, dona de uma voz deliciosamente sexy e autora, ela mesma, de letras por vezes críticas, por outras irreverentes, é simplesmente o futuro da música.
Quando seu primeiro album foi lançado, em 2009, eu já achava isso. Já via a revolução cantada em verso e sonoridade.
Sussurrando em faixas admiráveis como Shimbalaiê, composição que todos na época acharam estranha mas já revelava sua genialidade, ou mesmo numa versão inusitada de Baba, o maior hit de Kelly Key, ela já mostrava a que veio.
Admiradora da boa música independente do segmento, ela nunca se envergonhou em se declarar fã de Sandy e Junior, e isso a meu ver é algo muito positivo. Primeiro, por eu ser também um grande fã da dupla. Segundo, por mostrar receptividade a artistas mais populares, e não apenas ao que a elite esperava que Gadú fosse gostar.
Seu projeto e turnê com Caetao Veloso mostrou que ela era respeitada pelos mestres e calou a boca de críticos inexperientes, que tachavam sua música como "MPB de elevador". Algo que Maria Rita e Jorge Vercillo já eram acusados antes dela, além de Ana Carolina.
Aliás, se Ana é declaradamente lésbica, Gadú se define como bisexual. Mas em entrevistas ela já disse gostar de pessoas. Nada mais sucinto e esclarecedor. E as pessoas tem que avaliar seu talento, seu caráter e sua beleza facial e física.
Sim, eu acho mesmo Gadú uma mulher sensual ao extremo.
Minha canção favorita, em sua bela e doce voz, é Tudo Diferente. E ouvi-la tocando violão, em todas as músicas, mas nessa especificamente, é um prazer que transcende a arte e a própria vida.
Enfim, Maria Gadú é o futuro. E, em breve, quando eu começar a publicar resenhas de discos aqui no blog, é bem provável que o primeiro a ser comentado será um disco dessa deusa. Ainda que palavras sejam pouco para traduzir tamanho gozo.
Mas hoje, gostaria de mostrar meu apreço pela nova geração da MPB, aquela que veio dos anos 2000 para cá. E já há uma nova, surgida após 2017 até. Entre eles, Seu Jorge, Cordel do Fogo Encantado, Maria Rita, Vanessa da Matta, Diogo Nogueira, e mais para cá, Tiago Iorc, Vitor Kley, Ana Vitória e a Banda Melim. Todos, sem dúvida nenhuma, talentosíssimos. Mas, a meu ver, o maior nome da música brasileira hoje é uma cantora surgida há algum tempo: Maria Gadú.
Essa paulistana de 34 anos, dona de uma voz deliciosamente sexy e autora, ela mesma, de letras por vezes críticas, por outras irreverentes, é simplesmente o futuro da música.
Quando seu primeiro album foi lançado, em 2009, eu já achava isso. Já via a revolução cantada em verso e sonoridade.
Sussurrando em faixas admiráveis como Shimbalaiê, composição que todos na época acharam estranha mas já revelava sua genialidade, ou mesmo numa versão inusitada de Baba, o maior hit de Kelly Key, ela já mostrava a que veio.
Admiradora da boa música independente do segmento, ela nunca se envergonhou em se declarar fã de Sandy e Junior, e isso a meu ver é algo muito positivo. Primeiro, por eu ser também um grande fã da dupla. Segundo, por mostrar receptividade a artistas mais populares, e não apenas ao que a elite esperava que Gadú fosse gostar.
Seu projeto e turnê com Caetao Veloso mostrou que ela era respeitada pelos mestres e calou a boca de críticos inexperientes, que tachavam sua música como "MPB de elevador". Algo que Maria Rita e Jorge Vercillo já eram acusados antes dela, além de Ana Carolina.
Aliás, se Ana é declaradamente lésbica, Gadú se define como bisexual. Mas em entrevistas ela já disse gostar de pessoas. Nada mais sucinto e esclarecedor. E as pessoas tem que avaliar seu talento, seu caráter e sua beleza facial e física.
Sim, eu acho mesmo Gadú uma mulher sensual ao extremo.
Minha canção favorita, em sua bela e doce voz, é Tudo Diferente. E ouvi-la tocando violão, em todas as músicas, mas nessa especificamente, é um prazer que transcende a arte e a própria vida.
Enfim, Maria Gadú é o futuro. E, em breve, quando eu começar a publicar resenhas de discos aqui no blog, é bem provável que o primeiro a ser comentado será um disco dessa deusa. Ainda que palavras sejam pouco para traduzir tamanho gozo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
O verdadeiro sentido do cinema é emocionar e não divertir
Na minha opinião, o melhor genero cinematográfico é o drama, seguido do romance. E quase todos os filmes que se enquadram em um genero também cabem dentro do outro.
Aqui, irei listar os melhores que já assisti.
Um muito bom é Taxi Driver, de 1976, estrelado pelo melhor ator de todos os tempos, Robert de Niro.
Mas o genero drama viveu bons momentos nos anos 80, 90 e 2000.
Em 1985, foi feito Amadeus, uma cinebiografia do célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
Em 1992, com o grande Al Pacino, é lançado Perfume de Mulher, um clássico que contém na trilha sonora o melhor tango já composto, Por una Cabeza, em versão instrumental.
Em 1995, o MELHOR drama já feito na história do cinema: com Brad Pitt e Julia Ormond, Lendas da Paixão.
Em 1998, Shakespeare Apaixonado, com Leonardo di Caprio e a deusa Gwyneth Paltrow. Nunca me convenceu esse papo de ela não ter merecido vencer o Óscar de Melhor Atriz e que o premio deveria ser entregue à Fernanda Montenegro. Já disse aqui no blog que admiro Fernanda, mas filme nacional é fraco mesmo. Prefiro seu trabalho em novelas.
Em 2000, Erin Brocovich - Uma Mulher de Talento, com a belíssima Julia Roberts.
Em 2002, outra obra-prima: O Conde de Monte Cristo, remake de outros filmes já lançados anteriormente. Mas esta foi a melhor versão, e faturou vários Oscars no ano seguinte.
Aliás, todo filme dramático sempre ganha o Óscar.
Enquanto essas comédias imbecis e esses filmecos de super-heróis da Marvel só lotam bilheterias, mas não vencem premio algum.
Por que, se dependesse do público, até Velozes e Furiosos levaria estatuetas.
Mas nós sabemos que quem entende de arte é a crítica, não o público.
Em 2005, um filme brasileiro, aliás o ÚNICO dessa lista, pois para mim cinema nacional é uma grande porcaria e só investe em comédia, não em drama. O longa Dois Filhos de Francisco, com Angelo Antonio e a linda Dira Paes, entre outros atores. Mas a emoção que esse filme me passa é gigantesca, e eu choro de soluçar em várias cenas.
Em 2006, dois filmes me chamaram atenção: Pequena Miss Sunshine e A Procura da Felicidade. Choro como uma criança recém-nascida toda vez que vejo ambos.
Em 2008, o filme mais triste de todos os tempos, empatado com A Vida é Bela de 1997: O Menino do Pijama Listrado. Lindo, tocante e inspirador.
Um filme cristão que me fez cair em prantos, e que, adaptado ao Covid, é a história da minha vida, foi Superação - Milagres da Fé de 2015.
Mas a razão desse texto é perguntar: por que os cineastas só fazem filmes para rir, e que não tem graça nenhuma?
Será que as pessoas esquecem o sentido da vida, e acham que tudo é uma grande piada?
Que sejam feitos mais filmes tristes e emocionantes.
Pois quem não se emociona nessa vida não tem amor. E quem não tem amor não tem limite.
Vamos todos pegar os lencinhos e cair no choro.
Aqui, irei listar os melhores que já assisti.
Um muito bom é Taxi Driver, de 1976, estrelado pelo melhor ator de todos os tempos, Robert de Niro.
Mas o genero drama viveu bons momentos nos anos 80, 90 e 2000.
Em 1985, foi feito Amadeus, uma cinebiografia do célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
Em 1992, com o grande Al Pacino, é lançado Perfume de Mulher, um clássico que contém na trilha sonora o melhor tango já composto, Por una Cabeza, em versão instrumental.
Em 1995, o MELHOR drama já feito na história do cinema: com Brad Pitt e Julia Ormond, Lendas da Paixão.
Em 1998, Shakespeare Apaixonado, com Leonardo di Caprio e a deusa Gwyneth Paltrow. Nunca me convenceu esse papo de ela não ter merecido vencer o Óscar de Melhor Atriz e que o premio deveria ser entregue à Fernanda Montenegro. Já disse aqui no blog que admiro Fernanda, mas filme nacional é fraco mesmo. Prefiro seu trabalho em novelas.
Em 2000, Erin Brocovich - Uma Mulher de Talento, com a belíssima Julia Roberts.
Em 2002, outra obra-prima: O Conde de Monte Cristo, remake de outros filmes já lançados anteriormente. Mas esta foi a melhor versão, e faturou vários Oscars no ano seguinte.
Aliás, todo filme dramático sempre ganha o Óscar.
Enquanto essas comédias imbecis e esses filmecos de super-heróis da Marvel só lotam bilheterias, mas não vencem premio algum.
Por que, se dependesse do público, até Velozes e Furiosos levaria estatuetas.
Mas nós sabemos que quem entende de arte é a crítica, não o público.
Em 2005, um filme brasileiro, aliás o ÚNICO dessa lista, pois para mim cinema nacional é uma grande porcaria e só investe em comédia, não em drama. O longa Dois Filhos de Francisco, com Angelo Antonio e a linda Dira Paes, entre outros atores. Mas a emoção que esse filme me passa é gigantesca, e eu choro de soluçar em várias cenas.
Em 2006, dois filmes me chamaram atenção: Pequena Miss Sunshine e A Procura da Felicidade. Choro como uma criança recém-nascida toda vez que vejo ambos.
Em 2008, o filme mais triste de todos os tempos, empatado com A Vida é Bela de 1997: O Menino do Pijama Listrado. Lindo, tocante e inspirador.
Um filme cristão que me fez cair em prantos, e que, adaptado ao Covid, é a história da minha vida, foi Superação - Milagres da Fé de 2015.
Mas a razão desse texto é perguntar: por que os cineastas só fazem filmes para rir, e que não tem graça nenhuma?
Será que as pessoas esquecem o sentido da vida, e acham que tudo é uma grande piada?
Que sejam feitos mais filmes tristes e emocionantes.
Pois quem não se emociona nessa vida não tem amor. E quem não tem amor não tem limite.
Vamos todos pegar os lencinhos e cair no choro.
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
O legado da Era Bush é ainda mais triste que o de Reagan
Eu estava pensando aqui e tentando analisar o porque de a sociedade ocidental estar tão medíocre nos últimos vinte anos. Cheguei a várias conclusões, e acredito que a pior delas foi a presidencia de George W. Bush nos Estados Unidos da América, entre 2001 e 2009.
Infelizmente, eu vivi para ver isso tudo. E vou explicar nesse texto, creio que não sem faltar com alguns detalhes, todo o mal causado a humanidade por esse homem.
Não comentarei sobre o que Bush fez na política interna. Todos sabem do aumento da inflação, provocada pelo corte de impostos para os mais ricos e no exugamento dos gastos do Estado em áreas essenciais, como a Saúde e Educação. Isso tudo eclodiu na crise mundial de 2008, e graças ao Governo Brasileiro na época ter investido em crédito bancário para os mais pobres, o nosso país foi um dos ÚNICOS do mundo a não sofrer abalos. Muito pelo contrário, enquanto o mundo inteiro sofria, o Brasil prosperava.
Mas quero falar do fracasso maior: a política externa do republicano.
Não darei detalhes sobre como foram a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque. Os jornais na época martelavam o assunto todo santo dia. Aliás, com uma bela dose manipulativa, sobretudo o Jornal Nacional.
Nunca esquecerei do dia 11 de setembro de 2001. A Sessão da Tarde passava o filme Mudança de Hábito 2, quando o Plantão anunciava o atentado contra o World Trade Center.
Na minha modesta opinião pessoal, isso foi uma ARMAÇÃO do próprio governo americano. Ninguém tira da minha cabeça que foi o próprio presidente quem ordenou o ataque, para justificar algo que ele sempre quis fazer, e que denominou como Guerra ao Terror.
Em 2003, o pretexto utilizado foi o petróleo iraquiano. Mas podem ver que o nome Guerra ao Terror continuava, sinalizando que Bush já pretendia invadir outros países.
Por pouco, o Paquistão também não foi invadido pelas tropas norte-americanas. Apenas por uma suposta "diplomacia" do governo paquistanes, que disse respeitar a soberania do Ocidente.
Isso mostra o quanto os EUA são invasivos e ditatoriais contra quem pensa diferente.
E nos remete a outro governo desastroso, do canastrão Ronald Reagan, entre 1981 e 1989.
Reagan havia sido o pior presidente da história americana. Até a chegada de Bush.
Ele havia declarado guerra a países comunistas ou muçulmanos, tendo sido responsável pela morte de milhões de inocentes em Cuba, no Irã e na Nicarágua, por exemplo.
Isso mostra uma terrível intolerancia religiosa.
E essa influencia ultra-conservadora gerou reflexos sobretudo na arte, na cultura.
Podem reparar que, tanto nos governos de Reagan como nos de Bush, houve uma predominacia de filmes comerciais e violentos de ação, comédias besteirol e filmes de terror sangrento.
Não havia controle nos cinemas, e muitas crianças e adolescentes assistiam, sem acompanhamento dos pais, a esses filmes terríveis.
Sem contar a televisão americana, que passava um amontoado de lixo comercial.
Aqui no Brasil, isso foi visto sobretudo na década de 90, nos governos de Collor e FHC. Com a ressalva de que eles não eram assassinos. Entretanto, tinham a mesma mentalidade ultra-liberal e repugnante.
Sem contar a música americana, que dominou o mundo nessas épocas. Não foi a toa que Britney Spears, 50 Cent e Marilyn Manson, fizeram tanto sucesso na Era Bush. Eles apoiavam o presidente golpista e fizeram parte de um projeto de dominação americana no mundo.
Enquanto isso, o divertido Eurodance, que fazia sucesso nos anos 90 incentivado por governos social-democratas na Europa e até nos EUA, com Bill Clinon, o melhor presidente da história daquele país, foi jogado para escanteio.
E as manifestações culturais árabes, como a maravilhosa música afegã, eram proibidas de serem veiculadas.
É por essas e outras que tenho ÓDIO PROFUNDO ao Partido Republicano e sua política de destruir toda a arte diferente da que eles defendem.
Só que Bush, a coisa foi ainda pior.
Felizmente, o grande Barack Obama acabou com a Guerra do Iraque em 2011. E, melhor ainda, o Taliban tomou conta do Afeganistão, em agosto de 2021.
Tempos progressistas virão? É esperar para ver.
Infelizmente, eu vivi para ver isso tudo. E vou explicar nesse texto, creio que não sem faltar com alguns detalhes, todo o mal causado a humanidade por esse homem.
Não comentarei sobre o que Bush fez na política interna. Todos sabem do aumento da inflação, provocada pelo corte de impostos para os mais ricos e no exugamento dos gastos do Estado em áreas essenciais, como a Saúde e Educação. Isso tudo eclodiu na crise mundial de 2008, e graças ao Governo Brasileiro na época ter investido em crédito bancário para os mais pobres, o nosso país foi um dos ÚNICOS do mundo a não sofrer abalos. Muito pelo contrário, enquanto o mundo inteiro sofria, o Brasil prosperava.
Mas quero falar do fracasso maior: a política externa do republicano.
Não darei detalhes sobre como foram a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque. Os jornais na época martelavam o assunto todo santo dia. Aliás, com uma bela dose manipulativa, sobretudo o Jornal Nacional.
Nunca esquecerei do dia 11 de setembro de 2001. A Sessão da Tarde passava o filme Mudança de Hábito 2, quando o Plantão anunciava o atentado contra o World Trade Center.
Na minha modesta opinião pessoal, isso foi uma ARMAÇÃO do próprio governo americano. Ninguém tira da minha cabeça que foi o próprio presidente quem ordenou o ataque, para justificar algo que ele sempre quis fazer, e que denominou como Guerra ao Terror.
Em 2003, o pretexto utilizado foi o petróleo iraquiano. Mas podem ver que o nome Guerra ao Terror continuava, sinalizando que Bush já pretendia invadir outros países.
Por pouco, o Paquistão também não foi invadido pelas tropas norte-americanas. Apenas por uma suposta "diplomacia" do governo paquistanes, que disse respeitar a soberania do Ocidente.
Isso mostra o quanto os EUA são invasivos e ditatoriais contra quem pensa diferente.
E nos remete a outro governo desastroso, do canastrão Ronald Reagan, entre 1981 e 1989.
Reagan havia sido o pior presidente da história americana. Até a chegada de Bush.
Ele havia declarado guerra a países comunistas ou muçulmanos, tendo sido responsável pela morte de milhões de inocentes em Cuba, no Irã e na Nicarágua, por exemplo.
Isso mostra uma terrível intolerancia religiosa.
E essa influencia ultra-conservadora gerou reflexos sobretudo na arte, na cultura.
Podem reparar que, tanto nos governos de Reagan como nos de Bush, houve uma predominacia de filmes comerciais e violentos de ação, comédias besteirol e filmes de terror sangrento.
Não havia controle nos cinemas, e muitas crianças e adolescentes assistiam, sem acompanhamento dos pais, a esses filmes terríveis.
Sem contar a televisão americana, que passava um amontoado de lixo comercial.
Aqui no Brasil, isso foi visto sobretudo na década de 90, nos governos de Collor e FHC. Com a ressalva de que eles não eram assassinos. Entretanto, tinham a mesma mentalidade ultra-liberal e repugnante.
Sem contar a música americana, que dominou o mundo nessas épocas. Não foi a toa que Britney Spears, 50 Cent e Marilyn Manson, fizeram tanto sucesso na Era Bush. Eles apoiavam o presidente golpista e fizeram parte de um projeto de dominação americana no mundo.
Enquanto isso, o divertido Eurodance, que fazia sucesso nos anos 90 incentivado por governos social-democratas na Europa e até nos EUA, com Bill Clinon, o melhor presidente da história daquele país, foi jogado para escanteio.
E as manifestações culturais árabes, como a maravilhosa música afegã, eram proibidas de serem veiculadas.
É por essas e outras que tenho ÓDIO PROFUNDO ao Partido Republicano e sua política de destruir toda a arte diferente da que eles defendem.
Só que Bush, a coisa foi ainda pior.
Felizmente, o grande Barack Obama acabou com a Guerra do Iraque em 2011. E, melhor ainda, o Taliban tomou conta do Afeganistão, em agosto de 2021.
Tempos progressistas virão? É esperar para ver.
Caldeirão do Huck: o melhor programa da Rede Globo deixará saudade
Todos nós que somos fãs e telespectadores assíduos da Rede Globo de Televisão sabemos que o programa Caldeirão do Huck chegou ao fim, há pouco mais de dois meses.
Infelizmente, as novas atrações não são tão boas quanto as antigas. Bom, o Domingão com Huck é muito melhor que o Faustão, ao menos. Mas o Caldeirão com Mion é uma tremenda porcaria.
Por isso, resolvi escrever um texto lembrando, com saudade, do Caldeirão do Huck, a melhor sacada que a Globo poderia ter em sua programação.
Luciano Huck é um apresentador extremamente carismático. Juntamente com Gugu Liberato, é meu favorito. E ambos tinham bom gosto quando o assunto é política: assim como eu, sempre foram cabos-eleitorais do PSDB. Gugu era amicíssimo de Serra, Alckmin e FHC, e sempre que podia os recebia em seu Domingo Legal, outro programa que foi estragado pelo péssimo Celso Portiolli. Huck é amigo do peito de Aécio Neves e fez campanha para o mesmo em 2014, assim como Gugu para Serra em 2002.
Mas o Caldeirão do Huck estreou em 2000, aliás numa época em que não havia ainda a famigerada classificação indicativa na televisão. Por isso, suas assistentes de palco, conhecidas como Coleguinhas, sempre vestiam trajes sumários e viviam rebolando as músicas do momento. Na época, a bola da vez era o funk, mas o axé ainda tinha bastante força. Sem falar no pop internacional.
Quem não lembra, numa edição de verão em 2001, de Luciano e Angélica, que na época não era sequer sua namorada, fazendo os meninos do N Sync dançarem os hits do momento aqui no Brasil?
Aliás, quem não lembra de quadros marcantes como a Musa do Carnaval, em que passistas maravilhosas viviam semi-nuas e até mesmo COMPLETAMENTE nuas, em plena tarde de sábado?
E as atrações musicais? Bandas de garagem, astros e estrelas pop, e até artistas populares viviam batendo ponto no programa.
A dupla Sandy e Junior era presença constante, e isso foi até o final da dupla, sendo que quando eles retornaram aos palcos, o Caldeirão foi um dos primeiros esapaços abertos para a minha duplinha do coração, sobretudo Sandy, que eu considero a cantora mais linda do planeta.
Como não rir bastante com o Lata Velha, onde anonimos e famosos se difarçavam e tinham que pagar mico cantando para terem seus carros reformados? Sem contar a musica tema do quadro, que eu acredito ser a maior marca do programa até hoje.
O Soletrando também era um quadro de muita utilidade pública. Ensinava Língua Portuguesa para o povo de maneira gratuita.
Outro quadro bem legal, e mais recente, foi o Saltibum, que teve participantes como cantor Mariano, da dupla com Munhoz, o ator Kaiky Brito, entre outros.
Artistas internacionais nunca ficaram de fora, entre eles as deusas Beyoncé e Jennifer Lopez, o lutador Mike Tyson e a revelação teen Shawn Mendez.
O Caldeirão era um programa ótimo. No início, ele ia ao ar após a edição de sábado do Video Show. E até seu final, servia como um aquecimento para as novelas das seis, que eu nem preciso repetir que são as melhores. Imaginem o prazer que era, por exemplo, em 2002, encerrar o Caldeirão e começar Sabor da Paixão, que até pouco tempo eu achava a melhor do horário.
Enfim, é lamentável que Huck tenha deixado os sábados para dar lugar a Marcos Mion. Até os quadros estão repetitivos, não há mais variedade.
Mas, com a baixa audiencia dos dois programas, espera-se um retorno para o mais breve possível, nem que seja no início de 2022.
Infelizmente, as novas atrações não são tão boas quanto as antigas. Bom, o Domingão com Huck é muito melhor que o Faustão, ao menos. Mas o Caldeirão com Mion é uma tremenda porcaria.
Por isso, resolvi escrever um texto lembrando, com saudade, do Caldeirão do Huck, a melhor sacada que a Globo poderia ter em sua programação.
Luciano Huck é um apresentador extremamente carismático. Juntamente com Gugu Liberato, é meu favorito. E ambos tinham bom gosto quando o assunto é política: assim como eu, sempre foram cabos-eleitorais do PSDB. Gugu era amicíssimo de Serra, Alckmin e FHC, e sempre que podia os recebia em seu Domingo Legal, outro programa que foi estragado pelo péssimo Celso Portiolli. Huck é amigo do peito de Aécio Neves e fez campanha para o mesmo em 2014, assim como Gugu para Serra em 2002.
Mas o Caldeirão do Huck estreou em 2000, aliás numa época em que não havia ainda a famigerada classificação indicativa na televisão. Por isso, suas assistentes de palco, conhecidas como Coleguinhas, sempre vestiam trajes sumários e viviam rebolando as músicas do momento. Na época, a bola da vez era o funk, mas o axé ainda tinha bastante força. Sem falar no pop internacional.
Quem não lembra, numa edição de verão em 2001, de Luciano e Angélica, que na época não era sequer sua namorada, fazendo os meninos do N Sync dançarem os hits do momento aqui no Brasil?
Aliás, quem não lembra de quadros marcantes como a Musa do Carnaval, em que passistas maravilhosas viviam semi-nuas e até mesmo COMPLETAMENTE nuas, em plena tarde de sábado?
E as atrações musicais? Bandas de garagem, astros e estrelas pop, e até artistas populares viviam batendo ponto no programa.
A dupla Sandy e Junior era presença constante, e isso foi até o final da dupla, sendo que quando eles retornaram aos palcos, o Caldeirão foi um dos primeiros esapaços abertos para a minha duplinha do coração, sobretudo Sandy, que eu considero a cantora mais linda do planeta.
Como não rir bastante com o Lata Velha, onde anonimos e famosos se difarçavam e tinham que pagar mico cantando para terem seus carros reformados? Sem contar a musica tema do quadro, que eu acredito ser a maior marca do programa até hoje.
O Soletrando também era um quadro de muita utilidade pública. Ensinava Língua Portuguesa para o povo de maneira gratuita.
Outro quadro bem legal, e mais recente, foi o Saltibum, que teve participantes como cantor Mariano, da dupla com Munhoz, o ator Kaiky Brito, entre outros.
Artistas internacionais nunca ficaram de fora, entre eles as deusas Beyoncé e Jennifer Lopez, o lutador Mike Tyson e a revelação teen Shawn Mendez.
O Caldeirão era um programa ótimo. No início, ele ia ao ar após a edição de sábado do Video Show. E até seu final, servia como um aquecimento para as novelas das seis, que eu nem preciso repetir que são as melhores. Imaginem o prazer que era, por exemplo, em 2002, encerrar o Caldeirão e começar Sabor da Paixão, que até pouco tempo eu achava a melhor do horário.
Enfim, é lamentável que Huck tenha deixado os sábados para dar lugar a Marcos Mion. Até os quadros estão repetitivos, não há mais variedade.
Mas, com a baixa audiencia dos dois programas, espera-se um retorno para o mais breve possível, nem que seja no início de 2022.
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