A novela Verão 90 é excelente. Ponto. Eu estou gostando dela desde o início, e tem tudo para ficar melhor.
Mas até agora, eu tenho notado um detalhe: a novela não mencionou, em nenhum momento, o sucesso da Música Sertaneja.
Tudo bem que ela se inicia nos anos 80, quando o pop bacana de Michael Sullivan e Paulo Massadas e o Rock Brasileiro estavam em alta. O grupo A Patotinha Mágica, que protagoniza a novela, é uma referência ao Balão Mágico e ao Trem da Alegria, mostrando um período em que a música infantil também era forte - e de muito boa qualidade.
Mas a segunda fase da novela, que já começou, se passa no verão de 1990.
E o que estava no auge nesse ano? Sim, meus caros. O Sertanejo, que na época era representado digníssimamente por duplas como Chitãozinho e Xororó e Leandro e Leonardo.
Haviam muitas outras duplas, algumas se lançando na época, como Maurício e Mauri, outras que já vinham de tempos remotos, mas se atualizaram para o estilo romântico, como João Mineiro e Marciano.
Haviam também cantores mais pop, como Conrado, Maurício Mattar, Marcelo Augusto e Fábio Jr., que entraram de corpo e alma na onda sertaneja. Vejam músicas como Rio e Canoa, do Fábio, ou Deus te Proteja de Mim, do Wando, e me digam se não tem um quê de Brasil rural que estava se ascendendo.
Havia também a Lambada, ritmo que já teve seus momentos no final dos anos 80, mas no começo de 90 ainda tinha espaço junto com o axé. Ainda bem que Verão 90 tem lambada na trilha sonora, hits de Beto Barbosa e Kaoma.
É verdade que a Rede Globo foi a última a aderir ao movimento (sim, movimento; o tempo provaria que era mais do que um modismo). A MTV não aderiu. E na novela há uma tal de Pop TV, que é uma homenagem à extinta emissora paulista. Talvez seja por isso.
Mas a Globo deu ao sertanejo um verniz de sofisticado. Colocou Chrystian e Ralf e outros para cantar no Especial do Rei Roberto Carlos. Aliás, de lá pra cá, o que seria o repertório de Roberto se não canções sertanejas? No seu LP de 1991, ele aparece com um chapéu de cowboy, e ainda aponta para o chapéu, para deixar claro que ele era fã declarado do gênero.
E praticamente todas as novelas do período 1990-1992 tem uma ou mais músicas sertanejas em suas trilhas sonoras. Exemplos? Deus nos Acuda, Perigosas Peruas, Pedra Sobre Pedra. Esta última, trazia cantores de MPB cantando sertanejo, como Fafá de Belém e Sá e Guarabyra. Além da musa Roberta Miranda, em dueto com Fagner, mostrando que nesse tempo o sertanejo feminino já tinha seu espaço mais que conquistado.
O sucesso foi tanto que o SBT criou o programa Sabadão Sertanejo, em 91, apresentado por Gugu Liberato. A Promoart, empresa de Gugu, até lançou uma dupla sertaneja, os meninos Jean e Marcos, que chegaram a emplacar algumas músicas.
Os críticos musicais lamentavam a explosão do sertanejo, tanto que haviam matérias em jornais e revistas dizendo que o Brasil vivia o pior momento da sua história política e cultural. Mas eu discordo disso.
A música sertaneja estava vindo para ficar, tanto que ela está aí até hoje e virou até universitária.
Vamos ver se Verão 90 irá falar do sertanejo antes de seu término. Caso contrário, ela irá terminar e o sertanejo irá continuar na boca do povo.
quarta-feira, 13 de março de 2019
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
A importância de haver uma tv pública e o golpismo dos que querem extingui-la
O atual governo ameaçou acabar com a TV Brasil, emissora de caráter educativo criada pelo ex-presidente Lula em 2007.
Felizmente, isso não aconteceu. Ao menos, por enquanto.
Mas sua equipe já mandou anunciar que a emissora terá uma programação diferente, voltada "para o povo brasileiro". Em que mudanças isso implica, eu não sei, já que uma tv controlada pelo Governo Federal tem o dever de ser voltada para o povo brasileiro.
A TV Brasil é uma tv pública de grande qualidade. Conta com uma ótima programação infantil, a maioria dos desenhos são nacionais e feitos com verbas públicas. O que, ao contrário do que muita gente pensa, não é nada fácil.
A programação adulta é maravilhosa. Filmes brasileiros, documentários sobre História, noticiários que informam de fato e não são golpistas como os programas jornalísticos das grandes emissoras privadas, que além de não terem compromisso com cultura e educação, também não têm com a verdade.
Há o ótimo programa Sem Censura, um programa de entrevistas que sempre recebe convidados que têm algo a dizer.
E há programas musicais, aos montes. Samba na Gamboa, com Diogo Nogueira, Brasil Caipira, que só abre espaço para a verdadeira música caipira, ou sertaneja, como queiram. Se bem que música sertaneja, na verdade, é a música do Nordeste. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Zé Ramalho. Mas não importa. Tanto a caipira quanto a sertaneja têm vez na TV Brasil.
Há também programas de esporte, sobretudo futebol, mas ele é tratado apenas como um mero esporte e não como a salvação do país. Esportes violentos, como o MMA, estão banidos, porque além de não serem artísticos, ainda são degradantes.
Mas estou fazendo este texto para condenar pessoas como Daniel Fraga e Kim Kataguiri, defensores de uma ideologia ultra-liberal onde o Estado deve ser o mínimo possível. O ideal, para eles, é que nem houvesse Estado.
Fraga, que embora tenha opiniões inteligentes contra religião (ele é ateu como eu), é um verdadeiro imbecil quando o assunto é política, economia, sociedade e cultura.
Há um video em seu canal, de alguns anos atrás, onde ele prega o fim da TV Cultura de São Paulo e da TV Brasil, duas emissoras que pertencem ao povo brasileiro.
Confundindo público com estatal, coisa que ele também deve ser contra, ele chama a programação dessas emissoras de "lixo" e de "muito ruim".
Como ele pode chamar de ruim programas como Vila Sésamo, feito inclusive em parceria com a TV Globo, ou Castelo Rá-Tim-Bum e Mundo da Lua?
Esse cara é um idiota.
Deve ser porque numa tv pública, é proibido emitir qualquer juízo de valor ou defender opiniões elitistas. É isso que esses caras abominam.
Eu só espero que o atual governo não acabe com o caráter educacional da TV Brasil, como o governo paulista tem feito com a Cultura desde a tenebrosa gestão de João Sayad.
A direita não é muita chegada em um povo culto. Por isso, talvez, eles até a privatizem, para que se torne apenas mais um canal interessado na audiência e no lucro.
Cabe a nós, povo brasileiro, lutarmos contra isso.
Felizmente, isso não aconteceu. Ao menos, por enquanto.
Mas sua equipe já mandou anunciar que a emissora terá uma programação diferente, voltada "para o povo brasileiro". Em que mudanças isso implica, eu não sei, já que uma tv controlada pelo Governo Federal tem o dever de ser voltada para o povo brasileiro.
A TV Brasil é uma tv pública de grande qualidade. Conta com uma ótima programação infantil, a maioria dos desenhos são nacionais e feitos com verbas públicas. O que, ao contrário do que muita gente pensa, não é nada fácil.
A programação adulta é maravilhosa. Filmes brasileiros, documentários sobre História, noticiários que informam de fato e não são golpistas como os programas jornalísticos das grandes emissoras privadas, que além de não terem compromisso com cultura e educação, também não têm com a verdade.
Há o ótimo programa Sem Censura, um programa de entrevistas que sempre recebe convidados que têm algo a dizer.
E há programas musicais, aos montes. Samba na Gamboa, com Diogo Nogueira, Brasil Caipira, que só abre espaço para a verdadeira música caipira, ou sertaneja, como queiram. Se bem que música sertaneja, na verdade, é a música do Nordeste. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Zé Ramalho. Mas não importa. Tanto a caipira quanto a sertaneja têm vez na TV Brasil.
Há também programas de esporte, sobretudo futebol, mas ele é tratado apenas como um mero esporte e não como a salvação do país. Esportes violentos, como o MMA, estão banidos, porque além de não serem artísticos, ainda são degradantes.
Mas estou fazendo este texto para condenar pessoas como Daniel Fraga e Kim Kataguiri, defensores de uma ideologia ultra-liberal onde o Estado deve ser o mínimo possível. O ideal, para eles, é que nem houvesse Estado.
Fraga, que embora tenha opiniões inteligentes contra religião (ele é ateu como eu), é um verdadeiro imbecil quando o assunto é política, economia, sociedade e cultura.
Há um video em seu canal, de alguns anos atrás, onde ele prega o fim da TV Cultura de São Paulo e da TV Brasil, duas emissoras que pertencem ao povo brasileiro.
Confundindo público com estatal, coisa que ele também deve ser contra, ele chama a programação dessas emissoras de "lixo" e de "muito ruim".
Como ele pode chamar de ruim programas como Vila Sésamo, feito inclusive em parceria com a TV Globo, ou Castelo Rá-Tim-Bum e Mundo da Lua?
Esse cara é um idiota.
Deve ser porque numa tv pública, é proibido emitir qualquer juízo de valor ou defender opiniões elitistas. É isso que esses caras abominam.
Eu só espero que o atual governo não acabe com o caráter educacional da TV Brasil, como o governo paulista tem feito com a Cultura desde a tenebrosa gestão de João Sayad.
A direita não é muita chegada em um povo culto. Por isso, talvez, eles até a privatizem, para que se torne apenas mais um canal interessado na audiência e no lucro.
Cabe a nós, povo brasileiro, lutarmos contra isso.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
O pesadelo do governo Bolsonaro
Estamos vivendo uma época terrível da vida brasileira.
O pesadelo que nós já imaginávamos desde 2011, quando ele começou a ganhar apoio nas redes sociais, se concretizou no último mês de outubro.
Acho que já sabem a que me refiro: Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, e assumiu no dia primeiro de janeiro deste ano.
Um homem que se orgulha de odiar pobre, negro, trabalhador, mulher e principalmente homossexual, irá cumprir mandato pelos próximos quatro anos, a menos que alguém faça alguma coisa.
Eu posso deitar na cama nesse período e dormir, se não feliz, ao menos tranquilo de não ter votado nele.
Votei em Alckmin no primeiro turno e em Haddad no segundo. Mas até mesmo Cabo Daciolo representaria menos perigo à democracia do que o "general", como é conhecido pelos simpatizantes. Aliás, ele tem simpatizantes? Para mim, são apenas fanáticos que aplaudem qualquer atitude que ele tomar.
Reparem numa coisa: por mais que se decepcionem com um governo, as elites só vão Às ruas pedir seu impedimento caso ele seja progressista.
Foi assim na Era Vargas. Quantas vezes não o chamaram de demagogo e populista, por ele ter criado férias, décimo-terceiro, salário-mínimo, aposentadoria etc. Foi assim na Era JK, quando o chamaram de populista por criar nova capital, e construir estradas. Foi assim com Jango, por ele ter prometido uma ampla reforma agrária no país. Foi assim com FHC, por ter criado um plano econômico que nos salvou de uma inflação histórica. E foi assim com Lula e Dilma, que entre outras coisas, enfrentaram crises mundiais de modo que o Brasil passasse praticamente ileso, mantiveram uma inflação controlada e, sem o menor medo de errar, foram os MAIORES criadores de emprego e renda que o Brasil já teve.
Agora, vejam os governos reacionários, que sempre votam contra o povo. Quem protesta contra eles é sempre uma elite intelectual, e jamais uma elite financeira. Vocês já viram algum empresário em alguma passeata contra a ditadura militar, sobretudo no seu período mais negro, que foi a Era Médici? Algum burguês foi a favor da deposição do Collor, em 92? Ou algum político de direita mesmo, dar um pio sobre as corrupções do Temer, em todo seu tempo de governo?
As eleições de 2018 entrarão para a história como a mais direitista desde 1989. Nas eleições de 94, 98 e principalmente 2002, havia um predomínio dos candidatos de esquerda.
Eu apoiei Fernando Haddad por ele ser um cara culto, ligado às massas, por dar continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores e o principal: não é preconceituoso. Acredito que isso ajuda na credibilidade, não é mesmo?
Além do mais, a vice dele, Manuela Dávila, é uma mulher lindíssima, defensora dos gays e da liberdade de crença. E ligada a ao PCdoB, um grande partido.
Infelizmente, o país preferiu investir na burrice, no atraso. E hoje, estamos pagando por isso, com um presidente cortando gastos do Estado, extinguindo o Ministério do Trabalho e até liberando o porte de armas para o cidadão comum.
Provavelmente, mesmo assim, seus eleitores dificilmente darão o braço a torcer e admitirão que votaram errado. SE alguém for às ruas protetar, serão os estudantes, os operários e os camponeses. Os primeiros, pela sua admirável intelectualidade. Os demais, por serem também povo e pela sua inteligência intuitiva.
O pesadelo que nós já imaginávamos desde 2011, quando ele começou a ganhar apoio nas redes sociais, se concretizou no último mês de outubro.
Acho que já sabem a que me refiro: Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, e assumiu no dia primeiro de janeiro deste ano.
Um homem que se orgulha de odiar pobre, negro, trabalhador, mulher e principalmente homossexual, irá cumprir mandato pelos próximos quatro anos, a menos que alguém faça alguma coisa.
Eu posso deitar na cama nesse período e dormir, se não feliz, ao menos tranquilo de não ter votado nele.
Votei em Alckmin no primeiro turno e em Haddad no segundo. Mas até mesmo Cabo Daciolo representaria menos perigo à democracia do que o "general", como é conhecido pelos simpatizantes. Aliás, ele tem simpatizantes? Para mim, são apenas fanáticos que aplaudem qualquer atitude que ele tomar.
Reparem numa coisa: por mais que se decepcionem com um governo, as elites só vão Às ruas pedir seu impedimento caso ele seja progressista.
Foi assim na Era Vargas. Quantas vezes não o chamaram de demagogo e populista, por ele ter criado férias, décimo-terceiro, salário-mínimo, aposentadoria etc. Foi assim na Era JK, quando o chamaram de populista por criar nova capital, e construir estradas. Foi assim com Jango, por ele ter prometido uma ampla reforma agrária no país. Foi assim com FHC, por ter criado um plano econômico que nos salvou de uma inflação histórica. E foi assim com Lula e Dilma, que entre outras coisas, enfrentaram crises mundiais de modo que o Brasil passasse praticamente ileso, mantiveram uma inflação controlada e, sem o menor medo de errar, foram os MAIORES criadores de emprego e renda que o Brasil já teve.
Agora, vejam os governos reacionários, que sempre votam contra o povo. Quem protesta contra eles é sempre uma elite intelectual, e jamais uma elite financeira. Vocês já viram algum empresário em alguma passeata contra a ditadura militar, sobretudo no seu período mais negro, que foi a Era Médici? Algum burguês foi a favor da deposição do Collor, em 92? Ou algum político de direita mesmo, dar um pio sobre as corrupções do Temer, em todo seu tempo de governo?
As eleições de 2018 entrarão para a história como a mais direitista desde 1989. Nas eleições de 94, 98 e principalmente 2002, havia um predomínio dos candidatos de esquerda.
Eu apoiei Fernando Haddad por ele ser um cara culto, ligado às massas, por dar continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores e o principal: não é preconceituoso. Acredito que isso ajuda na credibilidade, não é mesmo?
Além do mais, a vice dele, Manuela Dávila, é uma mulher lindíssima, defensora dos gays e da liberdade de crença. E ligada a ao PCdoB, um grande partido.
Infelizmente, o país preferiu investir na burrice, no atraso. E hoje, estamos pagando por isso, com um presidente cortando gastos do Estado, extinguindo o Ministério do Trabalho e até liberando o porte de armas para o cidadão comum.
Provavelmente, mesmo assim, seus eleitores dificilmente darão o braço a torcer e admitirão que votaram errado. SE alguém for às ruas protetar, serão os estudantes, os operários e os camponeses. Os primeiros, pela sua admirável intelectualidade. Os demais, por serem também povo e pela sua inteligência intuitiva.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Canal Viva acerta com suas novas atrações
Fiquei maravilhado ao saber que o Canal Viva iria reprisar o Domingão do Faustão de uma época em que eu nem era nascido, para poder avaliar os primeiros anos do meu programa favorito da Rede Globo. No caso, o ano da estréia, 1989.
Também gostei da troca das edições atuais do Caldeirão do Huck pelas edições do primeiro ano, lá em 2000.
No caso do Faustão, nessa época dava pra ver a nítida semelhança com o antigo Perdidos na Noite. Haviam grandes convidados musicais, assim como hoje. Uma verdadeira festa da democracia cultural brasileira. Fora as divertidas gincanas, como o Jogo da Velha e o Mano a Mano, que eu não conhecia e estou vendo pela primeira vez.
Tomara que o Viva reprise todos os anos dos dois programas. Eu pretendo acompanhar, com toda certeza. É uma forma de ver a evolução do nosso país, aos poucos. Novos ritmos, artistas e pensamentos ao longo do tempo.
Outro grande acerto foi a reprise da novela Baila Comigo, do mestre Manoel Carlos. Outra que nunca vi, mas estou adorando. Tem uma trilha sonora magnífica, ótimo elenco e enredo. O mesmo perfil de suas novelas mais recentes, as quais eu vi todas e não teve nenhuma que não gostei.
Mas minha maior alegria, que foi o que me motivou a escrever esse texto, é a reprise de Malhação 2006. E mais do que isso, a inclusão de um novo horário alternativo na grade, ás 16:15. Finalmente estou podendo matar as saudades dessa galera maravilhosa, principalmente a lindíssima Joana Balaguer, a Jaque, que assim como muitos, também foi uma das minhas primeiras paixões platônicas.
Pena que a temporada está acabando, mas tudo bem, porque eu também adorei Malhação 2007, que revelou a gatíssima Fiorella Matheis.
Agora, a temporada 2008 foi simplesmente a MELHOR de todas. Além de ter várias atrizes lindas (Nathália Dill, Sophie Charlotte e principalmente Mariana Rios), ainda teve a personagem mais engraçada da história de Malhação, Yasmin, vivida por essa última.
E uma trilha sonora incrível pra quem gosta de emocore, como eu.
Eu espero profundamente que o Viva não tire esse horário alternativo antes de reprisar essas duas temporadas.
Minha única reclamação é que o infantil Aventuras do Didi saiu do ar. Eu ria demais com esse programa.
Mas é isso aí galera, vamos curtir a nova programação do Viva, que está demais.
Também gostei da troca das edições atuais do Caldeirão do Huck pelas edições do primeiro ano, lá em 2000.
No caso do Faustão, nessa época dava pra ver a nítida semelhança com o antigo Perdidos na Noite. Haviam grandes convidados musicais, assim como hoje. Uma verdadeira festa da democracia cultural brasileira. Fora as divertidas gincanas, como o Jogo da Velha e o Mano a Mano, que eu não conhecia e estou vendo pela primeira vez.
Tomara que o Viva reprise todos os anos dos dois programas. Eu pretendo acompanhar, com toda certeza. É uma forma de ver a evolução do nosso país, aos poucos. Novos ritmos, artistas e pensamentos ao longo do tempo.
Outro grande acerto foi a reprise da novela Baila Comigo, do mestre Manoel Carlos. Outra que nunca vi, mas estou adorando. Tem uma trilha sonora magnífica, ótimo elenco e enredo. O mesmo perfil de suas novelas mais recentes, as quais eu vi todas e não teve nenhuma que não gostei.
Mas minha maior alegria, que foi o que me motivou a escrever esse texto, é a reprise de Malhação 2006. E mais do que isso, a inclusão de um novo horário alternativo na grade, ás 16:15. Finalmente estou podendo matar as saudades dessa galera maravilhosa, principalmente a lindíssima Joana Balaguer, a Jaque, que assim como muitos, também foi uma das minhas primeiras paixões platônicas.
Pena que a temporada está acabando, mas tudo bem, porque eu também adorei Malhação 2007, que revelou a gatíssima Fiorella Matheis.
Agora, a temporada 2008 foi simplesmente a MELHOR de todas. Além de ter várias atrizes lindas (Nathália Dill, Sophie Charlotte e principalmente Mariana Rios), ainda teve a personagem mais engraçada da história de Malhação, Yasmin, vivida por essa última.
E uma trilha sonora incrível pra quem gosta de emocore, como eu.
Eu espero profundamente que o Viva não tire esse horário alternativo antes de reprisar essas duas temporadas.
Minha única reclamação é que o infantil Aventuras do Didi saiu do ar. Eu ria demais com esse programa.
Mas é isso aí galera, vamos curtir a nova programação do Viva, que está demais.
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
O medo e a culpa que temos ao nos declararmos ateus
Na boa, já estou sentindo um sentimento de culpa enquanto digito esse texto. E fico vermelho só de imaginar que alguém irá ler.
É assim que nós ateus vivemos, tanto no Brasil como no exterior.
Minha própria família sempre virou a cara para mim quando eu me declarava ateu. Assim como quando eu me declarava bissexual.
Mas parece que ser ateu, é ainda mais grave do que gostar de alguém do mesmo sexo.
Vejam o caso do futebol, por exemplo.
Todo mundo aceita que voce torça para um time diferente, ninguém cria caso e no final todos caem na gargalhada. Mas experimente dizer que odeia futebol. Certamente, irão te excluir da rodinha.
Com religião é a mesma coisa. Todos aceitam uma religião diferente - exceto os evangélicos, que são intolerantes por natureza - mas ninguém pode optar por não seguir NENHUMA religião.
Aliás, isso é até mais grave que não gostar de futebol.
O mundo não está preparado para o diferente, fato.
Sempre quando há correntes de oração, sou obrigado a participar para não arrumar confusão. Mesmo me sentindo um idiota falando sozinho.
Assim como gays, lésbicas, negros, idosos, travestis são amedrontados ao sairem na rua, o mesmo acontece conosco. Com a diferença que nossa opção religiosa não está evidente para os outros, a menos que nos questionem sobre ela. E obviamente, temos que mentir, ou no mínimo, esconder nossas opiniões.
Tudo que os religiosos dizem pode ser contestado através da Matemática, da Física e da Química. Se as pessoas estudassem mais essas tres matérias, ninguém acreditaria em falácias como a Bíblia.
Sempre gostei de Exatas. E elas provam que o Universo pode, sim, ter sido concebido sem a MENOR necessidade de um ser superior.
Afinal, como pode haver algo "onipresente", só para citar uma das tres características desse ser, quando não havia coisa alguma? Como Deus poderia estar em todo lugar, se não havia lugar nenhum?
Claro que o Big Bang pode não ter sido real. É meio duvidoso que tudo que está ao nosso redor ficasse guardado em um ovo cósmico. Lógico que, é contraditório que algo tão imenso ficasse suprimido dentro de algo menor.
Mas não há outras teorias? Nunca ouviram falar na Teoria das Cordas?
Como dizia o saudoso Antonio Abujamra, ateu convicto: idolatrem a dúvida.
Quanto mais as pessoas querem parecer inteligentes, mais elas se tornam banais e rotineiras. É muito fácil dizer que, como não sabemos a origem de tudo, foi Deus que fez e pronto.
Eu já prefiro a sabedoria confundida com ignorancia, ao simplesmente dizer: não sei a resposta.
Pelo menos eu estou aberto a novas visões de mundo, e não fico restrito a um livro idiota escrito há dois mil anos, que aliás, já foi COMPROVADO que o mundo existe há muito mais tempo que isso.
Enfim, estou escrevendo esse texto para desabafar.
A ínternet foi o único lugar que encontrei para isso, pois em casa eu sou tratado como um alienígena. Aliás, é engraçado: quando alguém fala que extraterrestres não existem, ninguém questiona. Já Deus...
É para refletir.
É assim que nós ateus vivemos, tanto no Brasil como no exterior.
Minha própria família sempre virou a cara para mim quando eu me declarava ateu. Assim como quando eu me declarava bissexual.
Mas parece que ser ateu, é ainda mais grave do que gostar de alguém do mesmo sexo.
Vejam o caso do futebol, por exemplo.
Todo mundo aceita que voce torça para um time diferente, ninguém cria caso e no final todos caem na gargalhada. Mas experimente dizer que odeia futebol. Certamente, irão te excluir da rodinha.
Com religião é a mesma coisa. Todos aceitam uma religião diferente - exceto os evangélicos, que são intolerantes por natureza - mas ninguém pode optar por não seguir NENHUMA religião.
Aliás, isso é até mais grave que não gostar de futebol.
O mundo não está preparado para o diferente, fato.
Sempre quando há correntes de oração, sou obrigado a participar para não arrumar confusão. Mesmo me sentindo um idiota falando sozinho.
Assim como gays, lésbicas, negros, idosos, travestis são amedrontados ao sairem na rua, o mesmo acontece conosco. Com a diferença que nossa opção religiosa não está evidente para os outros, a menos que nos questionem sobre ela. E obviamente, temos que mentir, ou no mínimo, esconder nossas opiniões.
Tudo que os religiosos dizem pode ser contestado através da Matemática, da Física e da Química. Se as pessoas estudassem mais essas tres matérias, ninguém acreditaria em falácias como a Bíblia.
Sempre gostei de Exatas. E elas provam que o Universo pode, sim, ter sido concebido sem a MENOR necessidade de um ser superior.
Afinal, como pode haver algo "onipresente", só para citar uma das tres características desse ser, quando não havia coisa alguma? Como Deus poderia estar em todo lugar, se não havia lugar nenhum?
Claro que o Big Bang pode não ter sido real. É meio duvidoso que tudo que está ao nosso redor ficasse guardado em um ovo cósmico. Lógico que, é contraditório que algo tão imenso ficasse suprimido dentro de algo menor.
Mas não há outras teorias? Nunca ouviram falar na Teoria das Cordas?
Como dizia o saudoso Antonio Abujamra, ateu convicto: idolatrem a dúvida.
Quanto mais as pessoas querem parecer inteligentes, mais elas se tornam banais e rotineiras. É muito fácil dizer que, como não sabemos a origem de tudo, foi Deus que fez e pronto.
Eu já prefiro a sabedoria confundida com ignorancia, ao simplesmente dizer: não sei a resposta.
Pelo menos eu estou aberto a novas visões de mundo, e não fico restrito a um livro idiota escrito há dois mil anos, que aliás, já foi COMPROVADO que o mundo existe há muito mais tempo que isso.
Enfim, estou escrevendo esse texto para desabafar.
A ínternet foi o único lugar que encontrei para isso, pois em casa eu sou tratado como um alienígena. Aliás, é engraçado: quando alguém fala que extraterrestres não existem, ninguém questiona. Já Deus...
É para refletir.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Rio de Janeiro é o maior centro cultural do Brasil
É impressionante a baixa qualidade dos sucessos musicais de hoje, a maioria sertanejos.
Aliás, parece que o Brasil virou um imenso rodeio ou uma grande vaquejada, pois quando não é sertanejo que está tocando nas ruas, são os forrós horrorosos do pseudo-cantor Wesley Safadão, que assim como Lucas Lucco, Henrique e Juliano e outras aberrações, faz sucesso pela "beleza" que dizem que ele tem.
Não quero ser preconceituoso, mas pra mim, pouca coisa feita fora do Rio de Janeiro tem valor. E isso nem é puxar a brasa para a minha sardinha, pois não sou carioca e nunca estive no Rio.
Mas eu sou simplesmente apaixonado por aquela cidade e por aquele estado. Tudo que vem de lá me fascina.
As mulheres mais lindas e sensuais do mundo são as cariocas (as baianas também são, mas as cariocas vencem). Os melhores filmes e peças teatrais idem. Aliás, os grandes atores e atrizes do nosso país, a grande parte vem da Cidade Maravilhosa.
Agora, quanto o assunto é música, aí é um espetáculo. O Rio nos brindou com o samba, de Noel Rosa, Cartola, João Nogueira, Beth Carvalho, a maranhense naturalizada Alcione etc. Nos anos 80, gerou o pagode do Cacique de Ramos, dos maravilhosos Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Leci Brandão, Arlindinho Cruz, Fundo de Quintal e que nos anos 90, serviu de base para um novo pagode, feito em São Paulo.
O funk carioca é uma delícia de ouvir, em todas as suas vertentes, inclusive o polêmico proibidão. Mas confesso que prefiro o funk melody, que é super romântico, mas não deixa de ter uma batida envolvente e que convida a dançar. Anitta é simplesmente perfeita, e vai além das fronteiras do funk, sendo nosso maior ícone pop hoje em dia. Descobri no rádio outro dia um cantor chamado MC Thales, que tem uma bela voz. E me divirto demais com o Nego do Borel.
Agora, a criação mais divina, mais explêndida do povo carioca foi a Bossa Nova. Já comentei de relance aqui sobre esse movimento, no texto sobre Manoel Carlos, mas não me aprofundei.
A Bossa Nova é a mistura de dois ritmos maravilhosos: o carioquíssimo samba e o jazz, a perfeição musical inventada pela negritude americana no finalzinho do século 19 e início do século 20.
Mas eu tenho preconceito com sertanejo e forró? De jeito nenhum, desde que seja o sertanejo de Tonico e Tinoco, Liu e Léu, Rolando Boldrin, Inezita Barroso. Eu particularmente não curto esse tipo de som, acho muito chato, mas tenho o dever de respeitar pois é a cultura do homem do campo.
Agora, não me peçam para trocar um disco de Tom Jobim por qualquer um desses, pois não é a minha praia. E eu mereço respeito por não gostar.
Aliás, parece que o Brasil virou um imenso rodeio ou uma grande vaquejada, pois quando não é sertanejo que está tocando nas ruas, são os forrós horrorosos do pseudo-cantor Wesley Safadão, que assim como Lucas Lucco, Henrique e Juliano e outras aberrações, faz sucesso pela "beleza" que dizem que ele tem.
Não quero ser preconceituoso, mas pra mim, pouca coisa feita fora do Rio de Janeiro tem valor. E isso nem é puxar a brasa para a minha sardinha, pois não sou carioca e nunca estive no Rio.
Mas eu sou simplesmente apaixonado por aquela cidade e por aquele estado. Tudo que vem de lá me fascina.
As mulheres mais lindas e sensuais do mundo são as cariocas (as baianas também são, mas as cariocas vencem). Os melhores filmes e peças teatrais idem. Aliás, os grandes atores e atrizes do nosso país, a grande parte vem da Cidade Maravilhosa.
Agora, quanto o assunto é música, aí é um espetáculo. O Rio nos brindou com o samba, de Noel Rosa, Cartola, João Nogueira, Beth Carvalho, a maranhense naturalizada Alcione etc. Nos anos 80, gerou o pagode do Cacique de Ramos, dos maravilhosos Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Leci Brandão, Arlindinho Cruz, Fundo de Quintal e que nos anos 90, serviu de base para um novo pagode, feito em São Paulo.
O funk carioca é uma delícia de ouvir, em todas as suas vertentes, inclusive o polêmico proibidão. Mas confesso que prefiro o funk melody, que é super romântico, mas não deixa de ter uma batida envolvente e que convida a dançar. Anitta é simplesmente perfeita, e vai além das fronteiras do funk, sendo nosso maior ícone pop hoje em dia. Descobri no rádio outro dia um cantor chamado MC Thales, que tem uma bela voz. E me divirto demais com o Nego do Borel.
Agora, a criação mais divina, mais explêndida do povo carioca foi a Bossa Nova. Já comentei de relance aqui sobre esse movimento, no texto sobre Manoel Carlos, mas não me aprofundei.
A Bossa Nova é a mistura de dois ritmos maravilhosos: o carioquíssimo samba e o jazz, a perfeição musical inventada pela negritude americana no finalzinho do século 19 e início do século 20.
Mas eu tenho preconceito com sertanejo e forró? De jeito nenhum, desde que seja o sertanejo de Tonico e Tinoco, Liu e Léu, Rolando Boldrin, Inezita Barroso. Eu particularmente não curto esse tipo de som, acho muito chato, mas tenho o dever de respeitar pois é a cultura do homem do campo.
Agora, não me peçam para trocar um disco de Tom Jobim por qualquer um desses, pois não é a minha praia. E eu mereço respeito por não gostar.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Cinema brasileiro está no caminho certo para se tornar uma indústria
Eu vi um vídeo no canal do Refúgio Cult, no Youtube, onde ele dá sua opinião de porque os brasileiros odeiam o cinema nacional. Até aí, ótimo. O problema é que ele usa justificativas das quais eu discordo totalmente.
Segundo ele, nosso cinema é mau visto por causa de duas fases distintas: as pornochanchadas e as comédias atuais da Globo Filmes. E ele cita como exemplos de bom cinema filmes que mostram miséria e violência.
Eu já penso ao contrário: detesto filmes ambientados em favelas ou no Nordeste. Podem me chamar de preconceituoso, mas pra mim isso só exporta o nosso lado ruim. Não me importa se os estrangeiros cultuam esses filmes. Eu acho uma grande porcaria.
A pornochanchada das décadas de 70 e 80, chegava perto de ser uma indústria. O problema é que esses filmes exploravam demais o sexo e tinham muitas piadas chulas. Não era o tipo de filme pra se ver com a família.
Já as comédias da Globo, eu acredito que são o que há de melhor e está fazendo nosso cinema se tornar uma indústria e competir com os filmes estrangeiros.
Recentemente eu assisti Os Farofeiros. Esse filme me faz lembrar os melhores momentos do Adam Sandler. Eu sei que muita gente também não curte, mas eu acho um barato.
Outros filmes brasileiros recentes que eu vi e valeram muito a pena, foram Copa de Elite, Um Suburbano Sortudo e Até que a Sorte nos Separe 3 - A Falência Final.
Eu gosto desse lance de filmes ambientados na Zona Sul carioca, servem para mostrar que o Brasil também tem um lado bonito. Fora a criatividade inerente a esses filmes. É um humor muito bacana, inteligente e sagaz.
Essa fórmula nem é tão recente. Nos anos 90, tivemos Pequeno Dicionário Amoroso, filme que eu AMO de paixão. Em 2001, teve Amores Possíveis.
Isso mostra que não sabemos fazer só comédia, mas também não precisa mostrar maldade
Eu acredito que o mais próximo de Hollywood que o Brasil já fez são os dois Se Eu Fosse Você. Lembra várias comédias românticas de qualidade. E tem uma produção excelente.
Fica aqui minha opinião registrada. Respeito a opinião de todos, inclusive do Refúgio Cult, mas pra mim o cinema nacional está no caminho certo. Estamos melhorando muito.
Segundo ele, nosso cinema é mau visto por causa de duas fases distintas: as pornochanchadas e as comédias atuais da Globo Filmes. E ele cita como exemplos de bom cinema filmes que mostram miséria e violência.
Eu já penso ao contrário: detesto filmes ambientados em favelas ou no Nordeste. Podem me chamar de preconceituoso, mas pra mim isso só exporta o nosso lado ruim. Não me importa se os estrangeiros cultuam esses filmes. Eu acho uma grande porcaria.
A pornochanchada das décadas de 70 e 80, chegava perto de ser uma indústria. O problema é que esses filmes exploravam demais o sexo e tinham muitas piadas chulas. Não era o tipo de filme pra se ver com a família.
Já as comédias da Globo, eu acredito que são o que há de melhor e está fazendo nosso cinema se tornar uma indústria e competir com os filmes estrangeiros.
Recentemente eu assisti Os Farofeiros. Esse filme me faz lembrar os melhores momentos do Adam Sandler. Eu sei que muita gente também não curte, mas eu acho um barato.
Outros filmes brasileiros recentes que eu vi e valeram muito a pena, foram Copa de Elite, Um Suburbano Sortudo e Até que a Sorte nos Separe 3 - A Falência Final.
Eu gosto desse lance de filmes ambientados na Zona Sul carioca, servem para mostrar que o Brasil também tem um lado bonito. Fora a criatividade inerente a esses filmes. É um humor muito bacana, inteligente e sagaz.
Essa fórmula nem é tão recente. Nos anos 90, tivemos Pequeno Dicionário Amoroso, filme que eu AMO de paixão. Em 2001, teve Amores Possíveis.
Isso mostra que não sabemos fazer só comédia, mas também não precisa mostrar maldade
Eu acredito que o mais próximo de Hollywood que o Brasil já fez são os dois Se Eu Fosse Você. Lembra várias comédias românticas de qualidade. E tem uma produção excelente.
Fica aqui minha opinião registrada. Respeito a opinião de todos, inclusive do Refúgio Cult, mas pra mim o cinema nacional está no caminho certo. Estamos melhorando muito.
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