terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Amor de Mãe: finalmente uma boa novela no horário das nove, inclusive para apagar a vergonha que foi A Dona do Pedaço
Desde o primeiro capítulo de Amor de Mãe, eu estou apaixonado pela trama de
Manuela Dias.
Considero-a a melhor novelista do país nos dias atuais, lembrando
que ela tem no currículo obras-primas como Justiça e Ligações Perigosas.
Levando em conta que Éramos Seis está encerrada e sua substituta ainda não estreou, e
que as novelas apenas deram uma pausa, pode-se afirmar com toda certeza que Amor
de Mãe é a melhor novela em exibição. Sim, ou voces tem a coragem de dizer que a
horrenda Salve-se Quem Puder, a pior novela de Daniel Ortiz e talvez até mesmo a
pior do horário das sete, é melhor que Amor de Mãe?
Sem contar a MEDONHA trama de Walcyr Carrasco, A Dona do Pedaço, pejorativamente denominada de A Bomba do Pedaço. Olha, tá pra nascer uma novela mais horrorosa do que essa. Pra mim, foi a pior de todos os tempos.
Nunca achei Walcyr grande escritor, e nessa ele se superou na ruindade. Texto bem povão, tortadas, elenco irregular e mal-escalado... enfim, pavorosa.
Tenho que aceitar a audiencia, mas a qualidade jamais.
Amor de Mãe, ao contrário, tem gente muito mais talentosa do que a piada do Walcyr. Adriana Esteves, Regina Cazé, Chay Suede, o maravilhoso Irhandir Santos, Taís Araújo, Letícia Lima, Vladimir Brichta entre outros.
Admitam, fãzocas do Walcyr: Amor de Mãe humilha a A Dona do Pedaço.
Sem contar que é a melhor novela das nove da década de 2010, lembrando que ela começou em 2019.
Mais um mérito da novela, já que nós, o público, estávamos carentes de boas novelas nesse horário há muito tempo.
Fica aqui minha admiração À Manuela Dias, por ela nos dar esse gostinho de TV sofisticada, como a Globo sabia fazer muito bem nos anos 70 e 80.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Gretchen: a rainha da música brasileira e a influenciadora de várias gerações de mulheres
Há muito tempo estou querendo fazer esse texto.
Gretchen dispensa apresentações. Todo mundo sabe que é a maior vendedora de discos do país, lançada no final dos anos 70 pelo DJ Mister Sam, que depois lançaria Lady Lu e outras mulheres tão sensuais quanto a pernambucana, cujo nome verdadeiro é Maria Odete Miranda.
Na minha opinião pessoal e na da maioria dos homens do Brasil, Gretchen é um baita mulherão. Ainda que hoje em dia ela não seja tão bonita de rosto como antes, ainda mantém o corpo e sua simpatia conquista a todos.
Mas ela também influenciou a MPB e a personalidade feminina nas décadas seguintes.
Se nos anos 80 tivemos chacretes cantando, como Rita Cadillac e Fernanda Terremoto, nos anos 90 as dançarinas do Tchan e hoje temos as mulheres-frutas e as panicats, tudo isso se deveu À essa querida cantora. Todas elas se inspiraram em Gretchen. Inclusive Valesca Popozuda é uma herdeira direta.
E a influencia na música? Bom, além das cantoras citadas, Gretchen influenciou na lírica sensual, no rebolado e até no jeito de cantar. Pra mim, até Mariah Carey deve ter ouvido a cantora, pois ela vive alternando gritinhos e gemidos com sussurros e melismas. Tenho certeza absoluta que Gretchen é conhecida lá fora.
Brincadeiras À parte, Gretchen hoje em dia tem um público LGBT muito forte, e eu aumentei minha admiração por ela quando ela demonstrou apoiar Lula e o PT. Nem faria senido ela ser bolsominion depois de tão revolucionária que ela foi, não é mesmo?
Hoje em dia nós temos cantoras sensuais, como Anitta, Ludmilla e Lexa, que são fãs da Gretchen e não deixam morrer seu legado.
As mulheres nunca gostaram dela, como também não gostam das cantoras de hoje. O que, pra mim, é inveja. Custa admitir quando outra mulher é linda, gostosa e sensual?
Fica aqui minha eterna admiração a essa mulher guerreira, que ainda por cima tem um filho que se elegeu vereador, Thammy Miranda.
E encerro este texto com uma frase do grande cantor Agnaldo Timóteo, no programa Superpop: Gretchen canta infinitas vezes melhor que João Gilberto. Isso impressionou até a própria cantora, mas é a PURA verdade.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
As melhores novelas da década passada
Bom, sou do grupo dos que creem que a década começa em 2020, e não em 2021.
Porque a partir do momento em que dizemos dois mil e VINTE, já é a década de
vinte, não é mesmo? A década pra mim começa quando começa uma nova casa
numérica.
Dito isso, resolvi fazer uma lista das melhores telenovelas
brasileiras da década. Os critérios adotados foram o texto, a produção, a
direção, a fotografia e as atuações. A ordem é qualquer uma que voces desejarem,
não sendo enumeradas da melhor para a pior. Conforme fui lembrando, fui
comentando sobre cada uma.
Primeiro irei falar de novelas das sete. A melhor da
década, para mim, foi Bom Sucesso, a última que passou no horário. Perfeita do
início ao fim, foi uma forma de Antonio Fagundes e Grazi Massafera se redimirem
do fiasco que foi Tempos Modernos, lá no início da década. A novela fazia
apologia À leitura de livros, inclusive fazendo citações de obras clássicas, e
trouxe ótimas atuações de todo o elenco.
Outra novela igualmente PERFEITA foi
Cheias de Charme, de 2012. Uma novela que contou com a MARAVILHOSA atuação de
Cláudia Abreu, com a impagável Chayenne. As músicas da novela, cantadas pelos
próprios personagens, chegaram a tocar nas rádios de verdade, principalmente o
sucesso Vida de Empreguete, cantada por Cida, Rosário e Penha. Fez tanto sucesso
que elas até cantaram no especial do Rei, no final do ano, quando a novela já
tinha até terminado.
Outras duas novelas ótimas foram a também musical Rock
Story, e a juvenil Sangue Bom. A primeira, trazia a boy band 4.4, a segunda,
tinha mulheres lindíssimas como Fernanda Vasconcellos e Isabelle Drummond. O
enredo de a,bas foi muitíssimo bem construído, e a segunda ainda tinha uma
personagem que fazia sátira as mulheres-frutas, a Mulher Mangaba, pseudonimo de
Brunetty, vivida pela bela Ellen Roche.
As melhores das seis foram: Cordel
Encantado e sua saga nordestina, A Vida da Gente com uma história de superação,
a emocionante Sete Vidas, a épica Meu Pedacinho de Chão, a histórica e
injustiçada Lado a Lado, que pelo menos venceu o Emmy Internacional, e a
espírita Espelho da Vida.
Ah, já ia me esquecendo de Órfãos da Terra. Essa
novela foi ótima do início ao fim. E poucos se deram conta, mas ela nos deu a
chance de ver, atuando juntas, as duas melhores atrizes da nova geração: Alice
Wegmann e Júlia Dalavia, a primeira com sua beleza estoenteante, estilo
mulherão, e a segunda com uma beleza mais delicada e sua voz de menina.
Já o horário das nove viveu momentos péssimos na última década. Tirando Avenida Brasil e A Lei do Amor, eu detestei absolutamente todas. Achei A Regra do Jogo e Segundo Sol apenas medianas.
O horário das onze nos deu duas pérolas: Verdades Secretas e Liberdade Liberdade. Eu adorei as duas, e amaria uma reprise para elas. Principalmente a segunda, que conta a história da Princesa Joaquina e sua estadia no Brasil, além de sua luta contra a Coroa Portuguesa. Sem contar o tanto de mulher bonita que tinha nela.
Para mim, estas foram as melhores novelas do período. Gostaria de ler comentários. Acha que alguma novela ficou faltando? Opinem!
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Eu ODEIO carnaval, samba e pagode
Sim, é isso mesmo que vocês leram.
Detesto esse lixo de festa que nem brasileira é. Caso vocês não saibam, o carnaval nasceu em Veneza. Mas o carnaval do Brasil é UM ZILHÃO DE VEZES pior, e vou dizer o que acho dessa aberração porque decidi desabafar.
Não tenho nada contra festas, celebrações. Tanto que sou apaixonado por raves, baladas, e shows de rock com muita vibração e energia. Tudo isso é festa, ora. Então porque o ódio ao carnaval?
É simples. Além das "músicas" tocadas serem um lixo, o carnaval é bancado com dinheiro público. Isso significa que quem não gosta dessa desgraça é obrigado a financiá-la mesmo assim, como eu.
Eu gosto de Rock e Eletrônica. Mas eu seria contra eventos do tipo com dinheiro de impostos, primeiro porque nem todo mundo a obrigado a gostar desses estilos, e segundo porque impostos tem que ser investidos na saúde, na educação, na segurança.
Nem reclamo tanto do carnaval baiano, embora eu não seja um grande fã também. Mas até ele é resultado da alienação que vivem os soteropolitanos.
Mas o LIXO mesmo, a IMUNDÍCIE, está no carnaval carioca, onde é executado o pior estilo musical já inventado pelo ser humano: o samba-enredo.
Na verdade, eu odeio QUALQUER tipo de samba: o pagode mela-cueca, cortesia de nós paulistas para o resto do país, o pagode baiano, o samba de raíz.
Música de comunistas safados, e de gente vagabunda que só sabe viver no boteco bebendo e berrando por um time de futebol.
Eu amo futebol, mas sem fanatismo. Meu time perdeu? Paciencia, na próxima faz melhor.
Outra coisa que me irrita é que no carnaval as pessoas perdem a sanidade. Elas ficam alucinadas, querendo fumar, beber, transar sem camisinha. E se alguém acha isso ruim, é porque é um chato moralista que não sabe curtir a vida.
Carnaval pra mim consegue ser pior que os malditos realities shows. Nunca imaginei que eu fosse achar algo pior que o BBB. Mas carnaval consegue.
Mas, fora o carnaval, eu também odeio pagode. O pior é que isso toca o ano inteiro. E quem gosta desse excremento faz questão de ouvir no último volume.
Adoram dizer que DJ não é músico. Se forem os DJs de funk carioca, eu concordo. Qualquer imbecil programa uma batida de funk, eu mesmo faço uma batida dessas no vaso sanitário. Mas na Eletronica, tem que ser muito talento para criar músicas. Vale lembrar que no Hip Hop e em algumas vertentes do rock, como no Metal Industrial, também tem ótimos DJs.
E o lixo do samba? Mesmo sendo tocado com instrumentos de verdade, qualquer um faz isso. Pandeiro é o instrumento mais fácil do mundo de ser tocado, não precisa de técnica nenhuma. E o cavaquinho foi feito na medida para ser tocado por presidiários, com as mãos algemadas.
Mais chato que desfile de escola de samba, é a apuração. PQP, que inferno! Quem é o débil mental que vai querer perder tempo com isso. Somente os bicheiros que faturam dinheiro com essas escolas, porque para os demais, não tem a menor serventia.
É por essas e outras que detesto essas porcarias.
Peço desculpas por esse texto ser muito grosseiro, é que é impossível não ficar nervoso falando de carnalixo, sambalixo e pagolixo.
Se um dia fizerem o carnaval com um show do Marilyn Manson, podem me chamar. Desde que não custe nada aos cofres públicos.
Detesto esse lixo de festa que nem brasileira é. Caso vocês não saibam, o carnaval nasceu em Veneza. Mas o carnaval do Brasil é UM ZILHÃO DE VEZES pior, e vou dizer o que acho dessa aberração porque decidi desabafar.
Não tenho nada contra festas, celebrações. Tanto que sou apaixonado por raves, baladas, e shows de rock com muita vibração e energia. Tudo isso é festa, ora. Então porque o ódio ao carnaval?
É simples. Além das "músicas" tocadas serem um lixo, o carnaval é bancado com dinheiro público. Isso significa que quem não gosta dessa desgraça é obrigado a financiá-la mesmo assim, como eu.
Eu gosto de Rock e Eletrônica. Mas eu seria contra eventos do tipo com dinheiro de impostos, primeiro porque nem todo mundo a obrigado a gostar desses estilos, e segundo porque impostos tem que ser investidos na saúde, na educação, na segurança.
Nem reclamo tanto do carnaval baiano, embora eu não seja um grande fã também. Mas até ele é resultado da alienação que vivem os soteropolitanos.
Mas o LIXO mesmo, a IMUNDÍCIE, está no carnaval carioca, onde é executado o pior estilo musical já inventado pelo ser humano: o samba-enredo.
Na verdade, eu odeio QUALQUER tipo de samba: o pagode mela-cueca, cortesia de nós paulistas para o resto do país, o pagode baiano, o samba de raíz.
Música de comunistas safados, e de gente vagabunda que só sabe viver no boteco bebendo e berrando por um time de futebol.
Eu amo futebol, mas sem fanatismo. Meu time perdeu? Paciencia, na próxima faz melhor.
Outra coisa que me irrita é que no carnaval as pessoas perdem a sanidade. Elas ficam alucinadas, querendo fumar, beber, transar sem camisinha. E se alguém acha isso ruim, é porque é um chato moralista que não sabe curtir a vida.
Carnaval pra mim consegue ser pior que os malditos realities shows. Nunca imaginei que eu fosse achar algo pior que o BBB. Mas carnaval consegue.
Mas, fora o carnaval, eu também odeio pagode. O pior é que isso toca o ano inteiro. E quem gosta desse excremento faz questão de ouvir no último volume.
Adoram dizer que DJ não é músico. Se forem os DJs de funk carioca, eu concordo. Qualquer imbecil programa uma batida de funk, eu mesmo faço uma batida dessas no vaso sanitário. Mas na Eletronica, tem que ser muito talento para criar músicas. Vale lembrar que no Hip Hop e em algumas vertentes do rock, como no Metal Industrial, também tem ótimos DJs.
E o lixo do samba? Mesmo sendo tocado com instrumentos de verdade, qualquer um faz isso. Pandeiro é o instrumento mais fácil do mundo de ser tocado, não precisa de técnica nenhuma. E o cavaquinho foi feito na medida para ser tocado por presidiários, com as mãos algemadas.
Mais chato que desfile de escola de samba, é a apuração. PQP, que inferno! Quem é o débil mental que vai querer perder tempo com isso. Somente os bicheiros que faturam dinheiro com essas escolas, porque para os demais, não tem a menor serventia.
É por essas e outras que detesto essas porcarias.
Peço desculpas por esse texto ser muito grosseiro, é que é impossível não ficar nervoso falando de carnalixo, sambalixo e pagolixo.
Se um dia fizerem o carnaval com um show do Marilyn Manson, podem me chamar. Desde que não custe nada aos cofres públicos.
terça-feira, 7 de julho de 2020
CNT já foi a melhor emissora do Brasil
Fundada pelo político José Carlos Martinez como Tv Tropical em 1979, mas passando a funcionar como Central Nacional de Televisão a partir de 1993, a CNT, sigla pela qual é mais conhecida, já teve a melhor programação da televisão brasileira.
Acha que estou brincando? Não mesmo. Para os mais novinhos, a CNT é esse canal que só retransmite 22 horas diárias da Igreja Universal, mas para quem teve sua infancia nos anos 90 e 2000, ela era uma das melhores opções na telinha.
É bom deixar claro que a CNT sempre teve muitos de seus horários alugados. Mas nem sempre eles foram a maior parte da grade do canal.
Mesmo entre os programas que compravam seu espaço, havia coisas interessantes. Um programa oficial da Furacão 2000, apresentado pela lindíssima Veronica Costa, a mãe loira do funk, que era o único reduto dos funkeiros na época, muito antes de Regina Casé e seu Esquenta.
Havia infomerciais, e também um programa chamado 1001 Noites, que existe até hoje mas em outras emissoras. Esse programa nada mais era do que um leilão de jóias, feito por uma empresa concorrente do Medalhão Persa (também existente até hoje) que na época alugava horário no Canal Rural.
Havia o 190 Urgente, um dos muitos "herdeiros" do policialesco Aqui Agora do SBT, alguns anos antes. Um tipo de jornalismo brucutu, mas que dava informações que o telespectador precisava ouvir, e por mais que houvesse nervosismo da parte do apresentador, o mesmo também brincava bastante. Aliás, hoje ele está na emissora de Silvio Santos com um programa totalmente de brincadeiras. Sacaram quem é? Ele mesmo, o grande Carlos Massa, o Ratinho.
No final dos anos 90, a CNT criou programas de atrações musicais, como Festa do Mallandro (que mais tarde focaria mais em pegadinhas), Família Sertaneja com Marcelo Costa e Ligação com Guto Morenno.
Haviam programas de entrevistas: um programa exibido nas madrugadas de segunda a sexta-feira, apresentado por João Kléber, com a intenção corajosa de competir com o JÔ Soares Onze e Meia, na época líder absoluto no ibope. E também um programa apresentado pela Marília Gabriela. Bons tempos em que os entrevistadores tinham respeito pelo público, não eram como Danilo Gentilli, que só sabe ofender as pessoas.
Haviam muitos programas de conteúdo erótico. O mais famoso era o Puro Extase, apresentado pela deliciosa Regininha Poltergeist, de curta duração. Sem contar filmes eróticos softcore, que tinham intenção de competir com o Cine Prive da Bandeirantes, mas não passavam exclusivamente aos sábados.
O que havia de mais legal na CNT era a programação estrangeira: desenhos animados antigos, filmes clássicos de Hollywood e novelas mexicanas ou venezuelanas que não foram compradas pelo SBT.
Ou seja: desenhos que mais tarde, só passariam no Boomerang, que agora nem passa só desenhos antigos, e filmes que só passariam no TCM, que ampliou seu leque de programação e não exibe mais coisas tão antigas assim, chegando a incluir filmes de terror (!) e séries dos anos 2000.
Já as novelas tinham o mérito de ter uma dublagem mais sofisticada do que as do SBT, além de terem uma ótima dicção que permitia compreender melhor cada fala. É certo que haviam crises de pagamento, o que fez com que a excelente Canavial de Paixões começasse dublada e terminasse legendada.
Além dos divertidos seriados Chaves e Chapolin, a CNT também passou a exibir episódios do Chespirito gravados na década de 90, sob o nome de Clube do Chaves. Foi a terceira dublagem do seriado no Brasil, que mais tarde teve uma quarta dublagem, exibida pelo SBT.
Enfim, é uma pena que uma emissora tão qualificada, embora nunca tenha sido um sucesso, tenha decaído tanto ultimamente.
As últimas coisas bacanas que ela exibe hoje são o ótimo CNT Jornal e o CNT Esporte. Nem a grande jornalista Márcia Peltier está mais no qudro de apresentadores.
Com apenas duas horas de programação própria, hoje a CNT é mais uma que vive das glórias do passado.
Acha que estou brincando? Não mesmo. Para os mais novinhos, a CNT é esse canal que só retransmite 22 horas diárias da Igreja Universal, mas para quem teve sua infancia nos anos 90 e 2000, ela era uma das melhores opções na telinha.
É bom deixar claro que a CNT sempre teve muitos de seus horários alugados. Mas nem sempre eles foram a maior parte da grade do canal.
Mesmo entre os programas que compravam seu espaço, havia coisas interessantes. Um programa oficial da Furacão 2000, apresentado pela lindíssima Veronica Costa, a mãe loira do funk, que era o único reduto dos funkeiros na época, muito antes de Regina Casé e seu Esquenta.
Havia infomerciais, e também um programa chamado 1001 Noites, que existe até hoje mas em outras emissoras. Esse programa nada mais era do que um leilão de jóias, feito por uma empresa concorrente do Medalhão Persa (também existente até hoje) que na época alugava horário no Canal Rural.
Havia o 190 Urgente, um dos muitos "herdeiros" do policialesco Aqui Agora do SBT, alguns anos antes. Um tipo de jornalismo brucutu, mas que dava informações que o telespectador precisava ouvir, e por mais que houvesse nervosismo da parte do apresentador, o mesmo também brincava bastante. Aliás, hoje ele está na emissora de Silvio Santos com um programa totalmente de brincadeiras. Sacaram quem é? Ele mesmo, o grande Carlos Massa, o Ratinho.
No final dos anos 90, a CNT criou programas de atrações musicais, como Festa do Mallandro (que mais tarde focaria mais em pegadinhas), Família Sertaneja com Marcelo Costa e Ligação com Guto Morenno.
Haviam programas de entrevistas: um programa exibido nas madrugadas de segunda a sexta-feira, apresentado por João Kléber, com a intenção corajosa de competir com o JÔ Soares Onze e Meia, na época líder absoluto no ibope. E também um programa apresentado pela Marília Gabriela. Bons tempos em que os entrevistadores tinham respeito pelo público, não eram como Danilo Gentilli, que só sabe ofender as pessoas.
Haviam muitos programas de conteúdo erótico. O mais famoso era o Puro Extase, apresentado pela deliciosa Regininha Poltergeist, de curta duração. Sem contar filmes eróticos softcore, que tinham intenção de competir com o Cine Prive da Bandeirantes, mas não passavam exclusivamente aos sábados.
O que havia de mais legal na CNT era a programação estrangeira: desenhos animados antigos, filmes clássicos de Hollywood e novelas mexicanas ou venezuelanas que não foram compradas pelo SBT.
Ou seja: desenhos que mais tarde, só passariam no Boomerang, que agora nem passa só desenhos antigos, e filmes que só passariam no TCM, que ampliou seu leque de programação e não exibe mais coisas tão antigas assim, chegando a incluir filmes de terror (!) e séries dos anos 2000.
Já as novelas tinham o mérito de ter uma dublagem mais sofisticada do que as do SBT, além de terem uma ótima dicção que permitia compreender melhor cada fala. É certo que haviam crises de pagamento, o que fez com que a excelente Canavial de Paixões começasse dublada e terminasse legendada.
Além dos divertidos seriados Chaves e Chapolin, a CNT também passou a exibir episódios do Chespirito gravados na década de 90, sob o nome de Clube do Chaves. Foi a terceira dublagem do seriado no Brasil, que mais tarde teve uma quarta dublagem, exibida pelo SBT.
Enfim, é uma pena que uma emissora tão qualificada, embora nunca tenha sido um sucesso, tenha decaído tanto ultimamente.
As últimas coisas bacanas que ela exibe hoje são o ótimo CNT Jornal e o CNT Esporte. Nem a grande jornalista Márcia Peltier está mais no qudro de apresentadores.
Com apenas duas horas de programação própria, hoje a CNT é mais uma que vive das glórias do passado.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Antônio Calmon: meu novelista preferido do horário das sete
Eu sinto saudade do tempo em que o horário das sete era monopolizado por dois excelentes autores: Carlos Lombardi e Antônio Calmon. Ambos estão entre meus novelistas preferidos.
Hoje, vou falar sobre o Calmon, que é meu preferido de todos.
Ele estreou em 1989, dividindo parceria com Walther Negrão (que, por sua vez, é um dos meus autores preferidos do horário das seis). Era a novela Top Model, espécie de Malhação dos anos 80, pois metade da história era calcada no público adolescente.
Como eu não era nascido na época, passei anos e anos da minha vida desconhecendo esse verdadeiro novelão. A descoberta veio numa madrugada de 2012, com meus 17 anos, quando zapeando os canais, coloquei no Viva. E aí foi paixão à primeira vista: me senti um jovem da época. Comecei a imitar as gírias e o modo de gesticular dos personagens, sobretudo o de Gaspar e Saldanha, os adultos entrosados com a galerinha mais nova.
Não vou comentar sobre as novelas da década de 90, pois eu era apenas um bebezinho.
A primeira novela do Calmon que eu me lembro, foi também uma das primeiras que assisti na vida. E é a minha novela favorita de todas que existem no mundo: a ultra-maravilhosa e perfeita Um Anjo Caiu do Céu.
Tudo nessa novela me fascinava: a boa escalação do elenco, a trilha sonora, o texto, a sinopse, os ganchos, absolutamente tudo.
Depois teve O Beijo do Vampiro, que marcou DEMAIS a minha infancia. Apesar da audiencia super baixa, todo mundo comentava na escola o capítulo do dia anterior. E domingo ficávamos tristes porque não tinha a novela. A criançada adorava, o que as vezes me deixa em dúvida se ela realmente foi um fracasso.
Mais tarde, no Viva, eu vi Vamp, que era bem legal também.
Em 2004, com meus nove anos, Calmon escreveu junto com Elizabeth Jhin a excelente Começar de Novo. Esta era mais focada no público adulto, com uma história de amor, intrigas e vingança. O casal central era vivido pelo saudoso Marcos Paulo e por Natália do Valle. Um dos casais mais lindos da teledramaturgia. Mas não deixava de ter um apelo jovem, com os personagens Vô Doidão e Vó Doidona, que eram muito carismáticos. Respectivamente, Luiz Gustavo e a saudosa Marília Pêra.
Em 2008, foi a vez de Calmon se despedir das novelas, com Três Irmãs, espécie de "revival" de Top Model, pois tinha núcleos jovens, praia e surf.
Como a novela foi um fiasco, Calmon perdeu espaço na programação da plim-plim. Infelizmente.
Calmon também revelou para o Brasil o casal de irmãos Stephany e Kayky Brito.
Ele ainda viria a escrever o seriado Na Forma da Lei, seu último trabalho na tv, e chegou a apresentar sinopses desde então, mas nada foi aprovado.
É lamentável que um autor desse gabarito seja tão desprezado.
Fica aqui minha torcida pela sua volta, grande Calmon, e continuarei revendo todas as suas obras antigas.
Obrigado por falar a linguagem do jovem brasileiro, sem tratá-lo como um alienado.
Grande abraço!
Hoje, vou falar sobre o Calmon, que é meu preferido de todos.
Ele estreou em 1989, dividindo parceria com Walther Negrão (que, por sua vez, é um dos meus autores preferidos do horário das seis). Era a novela Top Model, espécie de Malhação dos anos 80, pois metade da história era calcada no público adolescente.
Como eu não era nascido na época, passei anos e anos da minha vida desconhecendo esse verdadeiro novelão. A descoberta veio numa madrugada de 2012, com meus 17 anos, quando zapeando os canais, coloquei no Viva. E aí foi paixão à primeira vista: me senti um jovem da época. Comecei a imitar as gírias e o modo de gesticular dos personagens, sobretudo o de Gaspar e Saldanha, os adultos entrosados com a galerinha mais nova.
Não vou comentar sobre as novelas da década de 90, pois eu era apenas um bebezinho.
A primeira novela do Calmon que eu me lembro, foi também uma das primeiras que assisti na vida. E é a minha novela favorita de todas que existem no mundo: a ultra-maravilhosa e perfeita Um Anjo Caiu do Céu.
Tudo nessa novela me fascinava: a boa escalação do elenco, a trilha sonora, o texto, a sinopse, os ganchos, absolutamente tudo.
Depois teve O Beijo do Vampiro, que marcou DEMAIS a minha infancia. Apesar da audiencia super baixa, todo mundo comentava na escola o capítulo do dia anterior. E domingo ficávamos tristes porque não tinha a novela. A criançada adorava, o que as vezes me deixa em dúvida se ela realmente foi um fracasso.
Mais tarde, no Viva, eu vi Vamp, que era bem legal também.
Em 2004, com meus nove anos, Calmon escreveu junto com Elizabeth Jhin a excelente Começar de Novo. Esta era mais focada no público adulto, com uma história de amor, intrigas e vingança. O casal central era vivido pelo saudoso Marcos Paulo e por Natália do Valle. Um dos casais mais lindos da teledramaturgia. Mas não deixava de ter um apelo jovem, com os personagens Vô Doidão e Vó Doidona, que eram muito carismáticos. Respectivamente, Luiz Gustavo e a saudosa Marília Pêra.
Em 2008, foi a vez de Calmon se despedir das novelas, com Três Irmãs, espécie de "revival" de Top Model, pois tinha núcleos jovens, praia e surf.
Como a novela foi um fiasco, Calmon perdeu espaço na programação da plim-plim. Infelizmente.
Calmon também revelou para o Brasil o casal de irmãos Stephany e Kayky Brito.
Ele ainda viria a escrever o seriado Na Forma da Lei, seu último trabalho na tv, e chegou a apresentar sinopses desde então, mas nada foi aprovado.
É lamentável que um autor desse gabarito seja tão desprezado.
Fica aqui minha torcida pela sua volta, grande Calmon, e continuarei revendo todas as suas obras antigas.
Obrigado por falar a linguagem do jovem brasileiro, sem tratá-lo como um alienado.
Grande abraço!
terça-feira, 16 de junho de 2020
Argumentos em favor da "Aemização das FMs"
Há tempos estou querendo comentar sobre o fenÔmeno que alguns críticos e jornalistas denominam "Aemização do FM". Primeiro, vamos explicar o que é isso, e depois irei argumentar em sua defesa.
Aemização é como alguns "jornalistas", na verdade, blogueiros independentes mas que são loucos para colocar na mente dos outros que suas opinião são as corretas, definem emissoras de rádio FM que emulam, parcial ou totalmente, o estilo de transmissão do rádio AM. Vale também quando há uma dupla transmissão "AM-FM".
Como parte do primeiro exemplo, posso citar a Metrópole FM, de Salvador, cuja programação é totalmente dedicada ao "Aemão", ou seja, com jornadas esportivas, noticiário e programas de locutor, e a Transamérica, que tem em alguns horários programas do tipo.
Como parte do segundo, pode-se mencionar a dupla transmissão da Globo "AM e FM", bastante criticada.
Mas aqui, vou me desfazer de alguns mitos de que isso é uma coisa negativa.
1) Dizem que os defensores da "Aemização" prometiam expulsar a música ruim do rádio FM, mas que, com ela, isso só aumentou, pois as rádios que deveriam estar tocando música boa passaram a tocar lixo. Isso é verdade, de fato. Mas o número de rádios que tocam lixo diminuiu consideravelmente, em função do Aemão. E quem quer fugir da música ruim, tem as rádios noticiosas como opção. Em outras palavras: e preferível meia-dúzia de rádios tocando música ruim e várias dando notícia, do que umas boas poucas rádios de boa música e muitas outras tocando porcaria, algo que seria inevitável a partir dos anos 90. E podem perceber que de lá pra cá, as rádios de música ruim aumentaram. Mas graças as FMs noticiosas, nem tudo é música ruim no rádio FM.
2) A esquerda radical gosta de argumentar que as FMs "all news" tem uma linha editorial conservadora. Meia-verdade. Embora haja uma mídia de direita do tipo, e ela é bem grande, não chega a ser a maioria. Vale lembrar que a Aemização, embora tenha começado nos anos 70, portanto, na ditadura militar, ela se fortaleceu durante a farra de concessões da dupla José Sarney (que apoiou o PT) e AntÔnio Carlos Magalhães. No governo Collor, várias igrejas evangélicas foram presenteadas com emissoras AM, o que é outra história. Mas o auge da aemização foi no governo FHC, que todos nós sabemos ser um político de esquerda. Tanto que o governo Lula não fez nada para reverter essa situação. Sinal que FHC e Lula são dois grandes líderes, merecem respeito e foram EXPLICITAMENTE apoiados por MUITAS dessas emissoras, inclusive por Mário Kertézs, dono da citada Metrópole FM. Mesmo ele sendo um afilhado político de ACM. E outra: por mais que o falecido político baiano fosse um crítico do PT, seu governo foi tão progressista quanto o de Jacques Wagner, do citado partido. ACM se dizia direitista, mas era um grande progressista.
3) Dizem que debates esportivos, desses que gostam de discutir o sexo da bola, são maçantes. Bom, isso vai do gosto de cada um. Fui pesquisar o perfil de quem disse isso, e são pessoas que detestam futebol. Quem não gosta de ver partidas de futebol, logicamente irá achar mesas redondas ainda mais chatas. Dizem também que o "AM em FM", assim como o AM original, perdem muitos pontos no Ibope para as transmissões esportivas da TV aberta e da TV paga. Ora, mas isso é óbvio! Quem é que, podendo ver um jogo na televisão, vai querer escutar o mesmo jogo no rádio? Eu mesmo prefiro ver na TV. Agora, o debate esportivo no rádio, é muito superior que tv, por dois motivos: primeiro, porque geralmente são os mesmos programas retransmitidos. Segundo, porque é muito mais prático você sintonizar, podendo ouvir no carro, no shopping ou no celular (lemrando que aparelhos de celular transmitem apenas FM).
4) Por fim, uma das coisas mais criticas no Aemão é o estilo de locução. Aí é que a coisa pega. Algumas AM em FM se limitam a serem meras AM na Frequência Modulada. É o caso da Metrópole, que tem uma locução mais "tradicional", digamos assim, e vagarosa, mas com o locutor brincando com os ouvintes que nem os locutores das FMs populares. Já o outro tipo de locução, o mais pragmático e também, o mais criticado, é o que junta a fórmula do AM com a linguagem da mídia jovem,sobretudo MTV, RedeTV! e das próprias rádios de música pop e dance, como a Jovem Pan 2. Vale até uma brincadeira aqui: Alexandre Figueiredo disse que as modernas rádios de rock não passam de uma "Jovem Pan 2 com guitarras". Podemos dizer que essa vertente do Aemão é uma "Jovem Pan 2 com chuteiras". É como se o Rock Gol, aliás um programa divertidíssimo apresentado por Paulo Bonfá e Marco Bianchi, fizesse parte da programação dessas rádios. Aliás, eles próprios fizeram parte de um programa do tipo, Os Sobrinhos do Ataíde (89 FM), só que ao invés de futebol, era um programa humorístico. Eu acho esse tipo de programa extremamente moderno e ágil.
Enfim, esses são apenas ALGUNS argumentos a favor do Aemão. O rádio AM foi muito importante, sim, mas é uma mídia ultrapassada e com muitos chiados. O FM é o futuro. E quero ver alguém provar o contrário.
Aemização é como alguns "jornalistas", na verdade, blogueiros independentes mas que são loucos para colocar na mente dos outros que suas opinião são as corretas, definem emissoras de rádio FM que emulam, parcial ou totalmente, o estilo de transmissão do rádio AM. Vale também quando há uma dupla transmissão "AM-FM".
Como parte do primeiro exemplo, posso citar a Metrópole FM, de Salvador, cuja programação é totalmente dedicada ao "Aemão", ou seja, com jornadas esportivas, noticiário e programas de locutor, e a Transamérica, que tem em alguns horários programas do tipo.
Como parte do segundo, pode-se mencionar a dupla transmissão da Globo "AM e FM", bastante criticada.
Mas aqui, vou me desfazer de alguns mitos de que isso é uma coisa negativa.
1) Dizem que os defensores da "Aemização" prometiam expulsar a música ruim do rádio FM, mas que, com ela, isso só aumentou, pois as rádios que deveriam estar tocando música boa passaram a tocar lixo. Isso é verdade, de fato. Mas o número de rádios que tocam lixo diminuiu consideravelmente, em função do Aemão. E quem quer fugir da música ruim, tem as rádios noticiosas como opção. Em outras palavras: e preferível meia-dúzia de rádios tocando música ruim e várias dando notícia, do que umas boas poucas rádios de boa música e muitas outras tocando porcaria, algo que seria inevitável a partir dos anos 90. E podem perceber que de lá pra cá, as rádios de música ruim aumentaram. Mas graças as FMs noticiosas, nem tudo é música ruim no rádio FM.
2) A esquerda radical gosta de argumentar que as FMs "all news" tem uma linha editorial conservadora. Meia-verdade. Embora haja uma mídia de direita do tipo, e ela é bem grande, não chega a ser a maioria. Vale lembrar que a Aemização, embora tenha começado nos anos 70, portanto, na ditadura militar, ela se fortaleceu durante a farra de concessões da dupla José Sarney (que apoiou o PT) e AntÔnio Carlos Magalhães. No governo Collor, várias igrejas evangélicas foram presenteadas com emissoras AM, o que é outra história. Mas o auge da aemização foi no governo FHC, que todos nós sabemos ser um político de esquerda. Tanto que o governo Lula não fez nada para reverter essa situação. Sinal que FHC e Lula são dois grandes líderes, merecem respeito e foram EXPLICITAMENTE apoiados por MUITAS dessas emissoras, inclusive por Mário Kertézs, dono da citada Metrópole FM. Mesmo ele sendo um afilhado político de ACM. E outra: por mais que o falecido político baiano fosse um crítico do PT, seu governo foi tão progressista quanto o de Jacques Wagner, do citado partido. ACM se dizia direitista, mas era um grande progressista.
3) Dizem que debates esportivos, desses que gostam de discutir o sexo da bola, são maçantes. Bom, isso vai do gosto de cada um. Fui pesquisar o perfil de quem disse isso, e são pessoas que detestam futebol. Quem não gosta de ver partidas de futebol, logicamente irá achar mesas redondas ainda mais chatas. Dizem também que o "AM em FM", assim como o AM original, perdem muitos pontos no Ibope para as transmissões esportivas da TV aberta e da TV paga. Ora, mas isso é óbvio! Quem é que, podendo ver um jogo na televisão, vai querer escutar o mesmo jogo no rádio? Eu mesmo prefiro ver na TV. Agora, o debate esportivo no rádio, é muito superior que tv, por dois motivos: primeiro, porque geralmente são os mesmos programas retransmitidos. Segundo, porque é muito mais prático você sintonizar, podendo ouvir no carro, no shopping ou no celular (lemrando que aparelhos de celular transmitem apenas FM).
4) Por fim, uma das coisas mais criticas no Aemão é o estilo de locução. Aí é que a coisa pega. Algumas AM em FM se limitam a serem meras AM na Frequência Modulada. É o caso da Metrópole, que tem uma locução mais "tradicional", digamos assim, e vagarosa, mas com o locutor brincando com os ouvintes que nem os locutores das FMs populares. Já o outro tipo de locução, o mais pragmático e também, o mais criticado, é o que junta a fórmula do AM com a linguagem da mídia jovem,sobretudo MTV, RedeTV! e das próprias rádios de música pop e dance, como a Jovem Pan 2. Vale até uma brincadeira aqui: Alexandre Figueiredo disse que as modernas rádios de rock não passam de uma "Jovem Pan 2 com guitarras". Podemos dizer que essa vertente do Aemão é uma "Jovem Pan 2 com chuteiras". É como se o Rock Gol, aliás um programa divertidíssimo apresentado por Paulo Bonfá e Marco Bianchi, fizesse parte da programação dessas rádios. Aliás, eles próprios fizeram parte de um programa do tipo, Os Sobrinhos do Ataíde (89 FM), só que ao invés de futebol, era um programa humorístico. Eu acho esse tipo de programa extremamente moderno e ágil.
Enfim, esses são apenas ALGUNS argumentos a favor do Aemão. O rádio AM foi muito importante, sim, mas é uma mídia ultrapassada e com muitos chiados. O FM é o futuro. E quero ver alguém provar o contrário.
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