sábado, 2 de outubro de 2021

Nos Tempos do Imperador é a melhor novela de todos os tempos e nos faz sentir nostalgia de uma época não vivida

Desde a estréia de Nos Tempos do Imperador, a atual trama do horário das seis, eu não perdi um único capítulo sequer da mesma. Gostaria de explicar, neste texto, as razões que me fazem amar tanto a novela.

Em minha modesta opinião, Nos Tempos do Imperador é simplesmente a melhor novela já exibida na história da televisão brasileira. Digo isso sem o menor medo de errar. E acredito que, por eu ter assistido a quase todas já exibidas, até as que não são de minha época, tenho embasamento para afirmar e manter essa opinião.

A novela é simplesmente deliciosa. Com destaque especial aos figurinos maravilhosos, sobretudo os da Imperatriz Teresa Cristina, de longe a mais bela da novela. Letícia Sabatella já é um luxo como atriz e uma elegancia de mulher, e vivendo a nossa Imperatriz ela tem se mostrado uma das mulheres mais elegantes e classudas do mundo.

O que mais acho fascinante na história é o resgate do Brasil Império. E aí entra minha opinião pessoal aqui, mas que pelo que vejo é a mesma de muitos brasileiros: o Império foi a melhor fase de nossa história.

Com a colaboração da Igreja Católica, o Brasil teve vasto investimento em Arquitetura, Artes Cenicas e Música.

Aliás, o gosto por árias operísticas e música erudita nos mostra que o brasileiro já teve, sim, bom gosto. Em uma cena, na primeira fase, as princesas Leopoldina e Isabel cantam, com a mãe acompanhando ao piano, Santa Lucia, uma das mais belas árias já compostas, anos depois registrada em disco por Caruso e, ainda mais tarde, por outras vozes.

Aliás, naquele tempo não havia ainda vitrola e sequer o gramofone. Apenas a nobreza podia se dar ao luxo de ouvir música, tendo que contratar uma orquestra para tocar exclusivamente para eles. A plebe, como assim era chamada, só ouvia música em ocasiões especiais.

Na segunda fase, iniciada há algumas semanas, tem-se falado bastante da Guerra da Secessão, ocorrida nos Estados Unidos entre 1861 e 1865. Mais uma aula de História. Se bem que, em muitos faroestes das décadas de 30, 40 e 50, os filmes contavam o que acorria nessa época. Aliás, é outra razão por que eu amo cinema western. Por contar a história americana do século 19.

Aqui no Brasil, o cenário era outro. Mas não menos mágico. A novela vive mostrando cabarés, cassinos e tabernas, que eram nossos equivalentes aos saloons estadunidenses.

Aliás, por falar nisso, quero destacar os personagens Germana e Licurgo, a parte mais engraçada da novela inteira. Como eu ria com esses dois! Ria, no pretérito, pois um acidente tirou a vida de ambos ainda na primeira fase, durante uma fuga após um roubo de joias.

Se alguém disser que a novela ficou menos divertida, serei obrigado a concordar. Mas continua excelente.

Não vejo ninguém arrumar uma crítica construtiva para Nos Tempos do Imperador. Por isso esbravejam, tentando nos convencer que a novela é ruim, mas não tem um argumento sequer.

A única crítica que fazem, e acho-a absurda, é acusarem a novela de racista por causa da abordagem da escravidão. Mas acho que essa abordagem é um fator que pesa mais a favor da novela que outra. Explico: novela é um retrato da realidade. E, um aspecto negativo da época, era justamente a maneira como os negros eram tratados. Como a novela é de época, creio que ela cumpre o papel de informar como era a sociedade da época. Vejo isso muito mais como uma crítica social do que como apologia.

Mas, de fato, o meu sonho era ter vivido no século 19. A melhor fase da história mundial. Eu trocaria toda a tecnologia de hoje para vivenciar algo tão encantador.

Sempre disse aqui no blog que o horário das seis é o melhor e meu favorito. Sobretudo quando apresenta tramas de época.

Antigamente, e eu peguei essa fase, o horário era visto como "menor" pela cúpula da Globo. Menor até mesmo que as tramas tolas das sete, que nem sempre são boas. Já as das seis, eu digo que absolutamente TODAS são boas. Não conheço uma única novela desse horário que não tenha sido.

Ainda bem que, aos poucos, essa visão está mudando. A emissora, assim como os anunciantes, estão vendo que o público ama novelas das seis. Elas nos fazem sonhar com uma época que sequer vivemos.

E até mesmo em outras emissoras, os maiores clássicos, as maiores lembranças do público, sempre são as novelas de época. Basta ver Xica da Silva, a MELHOR novela de toda a história da Rede Manchete, que se passava no Brasil Colonal, outro período glorioso.

Nos Tempos do Imperador é a melhor novela que o Brasil já viu. Quicá, o mundo. E eu não vejo a hora dela ser exportada para todos os países. Ela me orgulha de ser brasileiro, ainda que hoje, o Brasil não seja mais o mesmo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Zazá: uma das novelas mais divertidas do horário das sete

Zazá foi uma das primeiras novelas que vi na vida. E eu queria falar um pouco sobre ela, de como era o Brasil e o mundo na época, e tentar entender o porquê de não ter atingido o sucesso esperado.

Escrita por Lauro César Muniz e exibida em 1997, quando eu tinha apenas dois anos de idade, a trama estrelada por Fernanda Montenegro no papel de uma milionária excêntrica, como todas as sinopses a definem, foi uma das mais criativas do horário.

Eu sou um grande fã de Fernanda Montenegro. Se ela é a maior atriz brasileira, eu, como leigo em atuação, prefiro não opinar. Mas no panteão das maiores, com certeza ela sempre estará.

Não costumo gostar de cinema nacional muito violento, entretanto sou um grande entusiasta das comédias nacionais da Globo Filmes, tipo Minha Mãe é uma Peça, Vai que Cola - O Filme, Os Parças etc. Não sei se Fernanda estrelou algum filme do tipo.

Mas é justamente por eu gostar desse tipo de filme que amei Zazá. E olha que a novela não se limitava a um humor debochado. Aliás, era o que menos havia.

Claro que tinha muita coisa engraçada, como a própria Zazá, seus sete filhos, entre eles a cozinheira Renata, vivida pela divertidíssima Fafy Siqueira, o preguiçoso Solano interpretado pelo grande Alexandre Borges, o atrapalhado Doc do saudoso Cecil Thiré e a mais engraçada da novela inteira, a fogosa Mercedes de Louise Cardoso.

A trama era simples: Zazá Dumont se dizia descendente de Santos Dumont e desejava criar um projeto: um avião atÔmico que fosse ainda mais revolucionário que o de seu antepassado. Havia ainda as tramas paralelas dos filhos de Zazá, todos sem um rumo na vida. Para isso, ela arruma sete pessoas em quem confia, a quem dá o nome de "anjos da guarda", cada uma para cuidar de um de seus filhos. Entretanto, cada um desses anjos da guarda esconde um segredo em seu passado.

Acontece que o plano de Zazá ela montou com a ajuda do inescrupuloso Silas (o magistral Ney Latorraca), e ele era o único que sabia dos segredos de cada um, passando a manipular cada um dos anjos da guarda em troca de não denunciar o esquema nem suas sujeiras. Zazá só fica sabendo da armação de Silas no passar da história, acredito que após um quarto da novela ter sido exibida, se não me falha a memória.

Enfim, Zazá era divertidíssima. Não pegou o público jovem, que nunca foi muito interessado em novelas. Mas era o xodózinho de muitas crianças, como eu, e idosos.

Na época o Brasil colhia os louros do Plano Real, então muita gente saía de casa ás sete da noite, não se interessando muito por novelas desse horário. Está certo que nem toda novela das sete é boa, mas essa foi bastante. Ainda mais comparada as fraquíssimas novelas atuais.

Lamentavelmente, Zazá foi a menor audiencia do horário na década de 90. Sua média foi de apenas 37 pontos. Mas ela foi infinitamente superior a O Tempo Não Para, só para citar um exemplo. Ou mesmo Vira Lata, exibida pouco antes, o que prova que na época já havia novelas ruins.

Também era uma forma de ver beldades como Letícia Spiller, Júlia Lemmertz, Déborah Secco e Fernanda Rodrigues novinhas, Vanessa Lóes, Cláudia Ohana e Rachel Ripani. Nunca "dei bola para futebol", mas por essa gata eu até que me arriscaria a ver uma partida (risos). Caso não tenham entendido, ela interpretava Sissy, a filha mais nova de Zazá, que sonhava em se tornar jogadora e futebolm, e como era sexy usando a camisa da Seleção Brasileira

Zazá era uma novela gostosa de acompanhar, sem vulgaridade, e se havia traição, ela era tratada como algo errado pelos roteiristas. Não ficavam glamourizando comportamentos equivocados.

Acredito que jamais será reprisada pelo fracasso que foi.

Felizmente, Lauro César escreveria, anos mais tarde, mais precisamente em 2009, a igualmente ótima Poder Paralelo, na Rede Record.

Aliás, Poder Paralelo não foi também um grande sucesso. No entanto, a Record está sempre cogitando reprisá-la.

E até mesmo a HORRENDA Os Mutantes - Caminhos do Coração, já foi reprisada.

Isso mostra para a Rede Globo que ela tem que reprisar o que o público pede, independente do que o Ibope diz.

Se bem que a Globo não se importa muito com qualidade, já que lixos como Fina Estampa e Império já foram e ainda são exibidos no canal.

Globo, tome vergonha na cara e reprise Zazá.

Assim como tem algumas bombas antigas que a geração atual não tem necessidade nenhuma de conhecer, também tem que mostrar o outro lado e apresentar aos novos públicos as coisas boas do passado.

Zazá é o passado, o presente e o futuro. O passado glorioso de um povo educado e respeitador, algo que já era passado em 1997. O presente de estar inovando a teledramaturgia. E o futuro do sonho, da utopia. De querer um Brasil e um mundo melhor através do divertimento saudável e despretensioso.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A superioridade da Ópera como música e arte e a mediocridade que assola o Brasil

Na boa, estou aqui escutando minhas árias prediletas na voz do MAIOR cantor que a humanidade já conheceu: o tenor italiano Enrico Caruso. É impressionante como tão adorável voz possa ser relegada ao esquecimento diante de atrocidades musicais como o "sertanejo" e o "pagode". Assim mesmo, entre aspas, poia a verdadeira música caipira e o verdadeiro samba merecem respeito, ainda que eu não goste.

A Bossa Nova foi como uma praga na música popular. Porque depois dela, surgiram cantores com fiapinhos de voz, sussurrando e dizendo que cantam.

Nem venham dizer que isso é influencia da música americana, pois a Bossa Nova veio do jazz, e nem todos os cantores de jazz cantam sussurrando.

Mas o fato é que depois da bossa, vieram pseudo-cantores como Leonardo, Belo, Thiaguinho, Alexandre Pires, Luan Santana e outras aberrações que não merecem o título de cantores nem aqui nem na China.

Já antes dela, tínhamos verdadeiras potencias musicais, como Vicente Celestino, e a cantora Bidu Sayão. Voces vão me xingar por isso, mas Bidu Sayão cantava melhor que Sandy, Ivete Sangalo e outras do naipe.

Gostaria de aprender a falar alemão, para poder cantarolar as árias de A Flauta Mágica, a melhor ópera que já ouvi.

Também amo Rigoletto, Aída, Carmen e muitas outras.

Uma coisa que admiro na Ópera é o respeito á ética e a dignidade humana.

Os artistas não se ridicularizam, como essas duplas sertanejas fazendo apologia a bebedeira e a traição.

Eles até falavam desses temas, mas sem vulgaridade nas letras e sem esbarrar uma única nota na interpretação.

As cantoras do genero cantam com a voz, e não ficam rebolando a bunda como as funkeiras.

Fica aqui mu repúdio a ignorancia dos jovens, que deveriam apreciar música de verdade, e isso é muito culpa das escolas públicas que ensinam funk mas não ensinam ópera.

Vamos acordar, pessoal!

sábado, 19 de dezembro de 2020

Anos 70: uma década perfeita para a música e para a TV

Resolvi escrever esse texto motivado pela alegria de saber que o Viva irá reprisar Locomotivas (1977), uma das melhores novelas das 19 horas já feitas e uma das melhores da década.

Reparem bem no título do texto. Eu quis dizer que apesar dos anos 70 terem sido péssimos politicamente falando, pois havia ditadura no Brasil, no Chile e em outros países, além da Guerra do Vietnã, foi uma década sensacional quando o assunto é música e televisão.

Havia uma diversidade muito grande de estilos: o samba de Clara Nunes e de Benito di Paula, a MPB de Ivan Lins e Djavan, o brega de Amado Batista, a música discotéque de Bee Gees, ABBA, Donna Summer, o sertanejo de Milionário e José Rico, os brasileiros que gravavam em inglês como Terry Winter e Mark Davis, entre outros.

E as novelas, então, nem se fala. Era uma época em que o povo parava diante da tv para acompanhar as emoções de cada capítulo.

Além da citada Locomotivas, a qual eu não vejo a hora de assistir, também tivemos a clássica Saramandaia (1976). Nem se compara ao péssimo remake que fizeram em 2013, aquilo foi uma tentativa fracassada de reviver os velhos tempos. Saramandaia lançou a moda do realismo mágico, que nos anos 90 seria revivido por Aguinaldo Silva, pupilo maior do seu autor, Dias Gomes, na excelente A Indomada (1997), que marcou minha infancia e eu pude rever no Viva há pouco tempo.

O horário das oito, então, era a finesse da programação global. Se na última década tivemos verdadeiras porcarias no antigo horário das oito, agora das nove, naquela época tivemos obras-primas como Pecado Capital (1975), O Astro (1977), Dancin Days (1978) e Pai Herói (1979), sendo que estas duas últimas foram reprisadas pelo Viva com sucesso. A primeira, o Viva tentou reprisar duas vezes... porém, o horrendo remake de 1998.

Uma delicinha do horário das sete foi Estúpido Cupido (1976), a última novela do horário a ser exibida em preto-e-branco, e ainda assim com alguns capítulos coloridos. Assim como Anjo Mau, exibida no mesmo ano, que ganhou um remake muito bom em 97. E também a majestosa Bravo!, de 1975, novela que caiu no esquecimento mas eu adoraria ver

Outra novela sensacional foi O Rebu (1974), cuja trama se passava em uma única noite. Famosa por inaugurar o suspense na tv brasileira, e que também teve um remake digníssimo em 2014.

Enfim, foi uma década mágica. Eu fico só imaginando como deve ter sido jovem naquele tempo, apesar do regime militar. E que o Viva reprise pelo menos algumas dessas novelas. Sei que muito do acervo da Globo se perdeu em incendios, mas algumas delas ainda estão disponíveis. As novas gerações precisam ver como as novelas antigas eram boas. Quem sabe assim elas mudem a impressão que tem da teledramaturgia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Amor de Mãe: finalmente uma boa novela no horário das nove, inclusive para apagar a vergonha que foi A Dona do Pedaço

Desde o primeiro capítulo de Amor de Mãe, eu estou apaixonado pela trama de Manuela Dias. Considero-a a melhor novelista do país nos dias atuais, lembrando que ela tem no currículo obras-primas como Justiça e Ligações Perigosas. Levando em conta que Éramos Seis está encerrada e sua substituta ainda não estreou, e que as novelas apenas deram uma pausa, pode-se afirmar com toda certeza que Amor de Mãe é a melhor novela em exibição. Sim, ou voces tem a coragem de dizer que a horrenda Salve-se Quem Puder, a pior novela de Daniel Ortiz e talvez até mesmo a pior do horário das sete, é melhor que Amor de Mãe? Sem contar a MEDONHA trama de Walcyr Carrasco, A Dona do Pedaço, pejorativamente denominada de A Bomba do Pedaço. Olha, tá pra nascer uma novela mais horrorosa do que essa. Pra mim, foi a pior de todos os tempos. Nunca achei Walcyr grande escritor, e nessa ele se superou na ruindade. Texto bem povão, tortadas, elenco irregular e mal-escalado... enfim, pavorosa. Tenho que aceitar a audiencia, mas a qualidade jamais. Amor de Mãe, ao contrário, tem gente muito mais talentosa do que a piada do Walcyr. Adriana Esteves, Regina Cazé, Chay Suede, o maravilhoso Irhandir Santos, Taís Araújo, Letícia Lima, Vladimir Brichta entre outros. Admitam, fãzocas do Walcyr: Amor de Mãe humilha a A Dona do Pedaço. Sem contar que é a melhor novela das nove da década de 2010, lembrando que ela começou em 2019. Mais um mérito da novela, já que nós, o público, estávamos carentes de boas novelas nesse horário há muito tempo. Fica aqui minha admiração À Manuela Dias, por ela nos dar esse gostinho de TV sofisticada, como a Globo sabia fazer muito bem nos anos 70 e 80.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Gretchen: a rainha da música brasileira e a influenciadora de várias gerações de mulheres

Há muito tempo estou querendo fazer esse texto. Gretchen dispensa apresentações. Todo mundo sabe que é a maior vendedora de discos do país, lançada no final dos anos 70 pelo DJ Mister Sam, que depois lançaria Lady Lu e outras mulheres tão sensuais quanto a pernambucana, cujo nome verdadeiro é Maria Odete Miranda. Na minha opinião pessoal e na da maioria dos homens do Brasil, Gretchen é um baita mulherão. Ainda que hoje em dia ela não seja tão bonita de rosto como antes, ainda mantém o corpo e sua simpatia conquista a todos. Mas ela também influenciou a MPB e a personalidade feminina nas décadas seguintes. Se nos anos 80 tivemos chacretes cantando, como Rita Cadillac e Fernanda Terremoto, nos anos 90 as dançarinas do Tchan e hoje temos as mulheres-frutas e as panicats, tudo isso se deveu À essa querida cantora. Todas elas se inspiraram em Gretchen. Inclusive Valesca Popozuda é uma herdeira direta. E a influencia na música? Bom, além das cantoras citadas, Gretchen influenciou na lírica sensual, no rebolado e até no jeito de cantar. Pra mim, até Mariah Carey deve ter ouvido a cantora, pois ela vive alternando gritinhos e gemidos com sussurros e melismas. Tenho certeza absoluta que Gretchen é conhecida lá fora. Brincadeiras À parte, Gretchen hoje em dia tem um público LGBT muito forte, e eu aumentei minha admiração por ela quando ela demonstrou apoiar Lula e o PT. Nem faria senido ela ser bolsominion depois de tão revolucionária que ela foi, não é mesmo? Hoje em dia nós temos cantoras sensuais, como Anitta, Ludmilla e Lexa, que são fãs da Gretchen e não deixam morrer seu legado. As mulheres nunca gostaram dela, como também não gostam das cantoras de hoje. O que, pra mim, é inveja. Custa admitir quando outra mulher é linda, gostosa e sensual? Fica aqui minha eterna admiração a essa mulher guerreira, que ainda por cima tem um filho que se elegeu vereador, Thammy Miranda. E encerro este texto com uma frase do grande cantor Agnaldo Timóteo, no programa Superpop: Gretchen canta infinitas vezes melhor que João Gilberto. Isso impressionou até a própria cantora, mas é a PURA verdade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

As melhores novelas da década passada

Bom, sou do grupo dos que creem que a década começa em 2020, e não em 2021. Porque a partir do momento em que dizemos dois mil e VINTE, já é a década de vinte, não é mesmo? A década pra mim começa quando começa uma nova casa numérica. Dito isso, resolvi fazer uma lista das melhores telenovelas brasileiras da década. Os critérios adotados foram o texto, a produção, a direção, a fotografia e as atuações. A ordem é qualquer uma que voces desejarem, não sendo enumeradas da melhor para a pior. Conforme fui lembrando, fui comentando sobre cada uma. Primeiro irei falar de novelas das sete. A melhor da década, para mim, foi Bom Sucesso, a última que passou no horário. Perfeita do início ao fim, foi uma forma de Antonio Fagundes e Grazi Massafera se redimirem do fiasco que foi Tempos Modernos, lá no início da década. A novela fazia apologia À leitura de livros, inclusive fazendo citações de obras clássicas, e trouxe ótimas atuações de todo o elenco. Outra novela igualmente PERFEITA foi Cheias de Charme, de 2012. Uma novela que contou com a MARAVILHOSA atuação de Cláudia Abreu, com a impagável Chayenne. As músicas da novela, cantadas pelos próprios personagens, chegaram a tocar nas rádios de verdade, principalmente o sucesso Vida de Empreguete, cantada por Cida, Rosário e Penha. Fez tanto sucesso que elas até cantaram no especial do Rei, no final do ano, quando a novela já tinha até terminado. Outras duas novelas ótimas foram a também musical Rock Story, e a juvenil Sangue Bom. A primeira, trazia a boy band 4.4, a segunda, tinha mulheres lindíssimas como Fernanda Vasconcellos e Isabelle Drummond. O enredo de a,bas foi muitíssimo bem construído, e a segunda ainda tinha uma personagem que fazia sátira as mulheres-frutas, a Mulher Mangaba, pseudonimo de Brunetty, vivida pela bela Ellen Roche. As melhores das seis foram: Cordel Encantado e sua saga nordestina, A Vida da Gente com uma história de superação, a emocionante Sete Vidas, a épica Meu Pedacinho de Chão, a histórica e injustiçada Lado a Lado, que pelo menos venceu o Emmy Internacional, e a espírita Espelho da Vida. Ah, já ia me esquecendo de Órfãos da Terra. Essa novela foi ótima do início ao fim. E poucos se deram conta, mas ela nos deu a chance de ver, atuando juntas, as duas melhores atrizes da nova geração: Alice Wegmann e Júlia Dalavia, a primeira com sua beleza estoenteante, estilo mulherão, e a segunda com uma beleza mais delicada e sua voz de menina. Já o horário das nove viveu momentos péssimos na última década. Tirando Avenida Brasil e A Lei do Amor, eu detestei absolutamente todas. Achei A Regra do Jogo e Segundo Sol apenas medianas. O horário das onze nos deu duas pérolas: Verdades Secretas e Liberdade Liberdade. Eu adorei as duas, e amaria uma reprise para elas. Principalmente a segunda, que conta a história da Princesa Joaquina e sua estadia no Brasil, além de sua luta contra a Coroa Portuguesa. Sem contar o tanto de mulher bonita que tinha nela. Para mim, estas foram as melhores novelas do período. Gostaria de ler comentários. Acha que alguma novela ficou faltando? Opinem!