Como um adepto do libertarianismo, todo mundo já sabe que sou contra a classificação indicativa. Bom, deixem-me explicar melhor. Sou contra a imposição de horarios, e não contra o aviso parental em si.
Entretanto, eu acho que deve haver, sim, uma proteção à criança e ao adolescente. Só não concordo que ela venha do Estado. As próprias emissoras deveriam ter o bom-senso e se auto-regular, evitando de passar conteúdo impróprio em horários acessíveis a todos.
Eu queria fazer algumas críticas ao funcionamento do atual sistema vigente. São elas:
1) O programa Big Brother Brasil recebe classificação 12 anos. Antigamente era 14. Infelizmente, a emissora Rede Globo, da qual eu sou muito fã e acho que é a melhor do mundo, conseguiu na Justiça o direito de baixar a classificação desse programa asqueroso. Para uma emissora que tem no seu currículo excelentes programas educativos, alguns em parceria com a Fundação Roberto Marinho, e até mesmo programas interessantes de entretenimento, como Altas Horas, Programa do Jô, Domingão do Faustão, o BBB é uma mancha incuravel. Não sou moralista, gosto de uma boa sacanagem, mas quem discute sexualidade de maneira bacana é o Amor e Sexo, com a gata da Fernanda Lima. BBB é baixaria pura, simples e vazia. Apologia da prostituição, das brigas e da música de má qualidade nas festas (festas ou orgias?). Esse LIXO TELEVISIVO deveria ser classificado como inadequado para menores de 18 anos. O ideal mesmo seria que essa imundície fosse banida para sempre do mundo, mas isso seria ruim para a audiência. Audiência que tira toda a credibilidade da emissora do Projac.
2) Segundo a Constituição, o ECA e a portaria que determina a regulação da mídia, programas ao vivo, programas de auditório e jornalísticos estão isentos de classificação. Mais tarde, uma nova portaria foi aprovada, criando a classificação para os dois primeiros. Mas os telejornais continuam livres para passar em qualquer horário. Isso é péssimo, por que é justamente no horario da tarde que é exibido o chamado "mundo-cão". Os Datenas e Rezendes da vida, que exploram a desgraça em nome da informação. Esses, podem passar a qualquer hora do dia, principalmente quando a garotada está chegando da escola. E é aí que essa garotada tem seus sonhos destruídos e absorvem o medo de andar na rua. Sabemos que a violência é uma realidade, e eu concordo que bandido tem que ser punido severamente. Eu mesmo já fui vítima de assalto e sou contra passar a mão na cabeça de bandido. Mas o que eu condeno é o pseudo-jornalismo vulgar, grosseiro, banal.
3) Agora, uma qualidade da Classificação Indicativa: nos anos 90, as TVs costumavam exibir aqueles ridículos filmes de terror trash, com atores desconhecidos e que mais faziam rir do que sentir medo. Com a classificação, essas porcarias foram eliminadas do horario vespertino. Nem de madrugada passam mais, ainda bem.
4) Mas o motivo dessas produções patéticas não irem mais ao ar, é que os canais que mais as transmitiam (a Bandeirantes e a CNT) passaram a vender/alugar horarios para programas independentes. E aí está um outro problema: programas que compram/alugam horarios não são classificados. Aberrações como Polishop, Super Papo, Hyper QI, Igreja da Graça, Igreja Universal do Reino de Deus, Leilão de jóias ou de gado, tele-sexos não são proibidos de passar em horario nenhum. Se aparecer uma gostosa pelada pedindo pra você ligar e transar ao vivo, se um pastor estiver exorcisando um fiel lhe dando socos na cara, não serão impedidos. O horário é deles, são independentes e não respondem na Justiça se cometerem algum abuso.
Esses são apenas alguns exemplos de como o MJ falha. Infelizmente, eu tenho que dizer isso. Eu gostaria muito de ser a favor da classificação, e até mesmo da restrição horária, mas de que adianta se elas não funcionam corretamente?
Se for para a Classificação Indicativa existir, que exista. Mas que ela seja justa. A liberdade é uma coisa muito boa, já a libertinagem é uma maneira de destruir a infância e valores como respeito, amor, família. E aqui, não estou fazendo discurso religioso, que fique bem claro. A religião é o outro lado desse mal. Os dois conseguem viver juntos perfeitamente. Moralismo e imoralidade se completam.
A classificação indicativa foi uma idéia muito boa do Governo. Nós libertários não somos contra o Estado, quando ele tem boas idéias. Mas ela funcionaria muito melhor se fosse bem aplicada.
domingo, 20 de março de 2016
sábado, 12 de março de 2016
O cinema brasileiro precisa de mais encanto
Sempre fui um grande apreciador do nosso cinema. E sempre fui criticado por isso também.
"Ora, Bruno, como você assiste filme brasileiro? É tudo porcaria, só mostra miséria, violência e vulgaridade".
Até nas minhas empreitadas como aspirante a jornalista, minha maior referência é um cineasta legitimamente tupiniquim: Arnaldo Jabor.
De fato, o cinema brasileiro se tornou refém de uma fórmula que funcionou durante anos, mas tem se tornado cada vez mais desgastante.
Mostrar a pobreza de favelas, periferias e sertões é uma herança do Cinema Novo. Um cinema "engajado", muitas vezes por oportunismo. Vale lembrar que o grande mentor desse movimento, o chatíssimo Glauber Rocha, elogiava de vez em quando o regime dos militares.
O grande problema não é criticar esse tipo de filme, mas generalizar toda uma história como se ela se resumisse a isso.
Na década de 70, havia as pornochanchadas, que eram divertidíssimas e não deixavam de fazer crítica social por isso. O elenco costumava ser, no mínimo, esforçado.
Entretanto, a pornochanchada hoje é inviável. Não há mais mercado para isso desde a década de 80, quando o video-tape facilitou a vida de todo mundo. A indústria pornográfica tomou conta. Embora eu adore um pornô explícito, não deixo de assistir às velhas pornochanchadas, pelo seu valor e por simbolizar o retrato de uma geração.
Mas a intenção desse texto é propor uma alternativa para toda a família assistir. E também fazer com que o cinema brasileiro se aute-sustente.
As obras infantis brasileiras parecem fazer as duas coisas: são filmes inocentes, legais, que rendem um bom passatempo de uma hora e meia. E também são filmes realizados com patrocínio de empresas privadas.
Cito um exemplo: a linda e maravilhosa Angélica, que hoje conhecemos como apresentadora, mas que já fez carreira musical e cinematográfica. Eu, como uma criança da geração 2000, cresci assistindo seus filmes, que eram exibidos à exaustão na Sessão da Tarde. Dois em especial chamavam minha atenção: Zoando na TV e Um Show de Verão. O primeiro, por que me fazia acreditar numa coisa que muita criança da minha época sonhava: entrar na televisão e interagir com a galera. O segundo, por causa de seus números musicais.
Aliás, me chamem de utópico, mas eu sou a favor de mais números musicais no cinema brasileiro. Sim, não tenho medo nenhum de copiar isso descaradamente da Índia. Mesmo que seja somente nos filmes para crianças. Que se façam mais filmes para crianças, ora! O Brasil está carente disso.
Filmes com Os Trapalhões também povoavam meu imaginário. Hoje, são considerados tolos, inócuos e até bregas. A infância de hoje é marcada por filmes violentos, e não são só os brasileiros, não. Os norte-americanos também adoram encher as salas de cinema com muita pancadaria e efeitos especiais, o que é até pior. Pelo menos a violência no cinema nacional é uma realidade, embora não deva ser um monopólio.
Se for para o Brasil copiar o que vem de fora, que copie. Mas que haja uma democratização e uma diversidade na produção.
Sinto falta da magia, da fantasia e da pureza de um tempo em que criança via filme de criança. O que o cinema brasileiro precisa, além de mais boa-vontade do público e dos realizadores, é de mais encanto.
"Ora, Bruno, como você assiste filme brasileiro? É tudo porcaria, só mostra miséria, violência e vulgaridade".
Até nas minhas empreitadas como aspirante a jornalista, minha maior referência é um cineasta legitimamente tupiniquim: Arnaldo Jabor.
De fato, o cinema brasileiro se tornou refém de uma fórmula que funcionou durante anos, mas tem se tornado cada vez mais desgastante.
Mostrar a pobreza de favelas, periferias e sertões é uma herança do Cinema Novo. Um cinema "engajado", muitas vezes por oportunismo. Vale lembrar que o grande mentor desse movimento, o chatíssimo Glauber Rocha, elogiava de vez em quando o regime dos militares.
O grande problema não é criticar esse tipo de filme, mas generalizar toda uma história como se ela se resumisse a isso.
Na década de 70, havia as pornochanchadas, que eram divertidíssimas e não deixavam de fazer crítica social por isso. O elenco costumava ser, no mínimo, esforçado.
Entretanto, a pornochanchada hoje é inviável. Não há mais mercado para isso desde a década de 80, quando o video-tape facilitou a vida de todo mundo. A indústria pornográfica tomou conta. Embora eu adore um pornô explícito, não deixo de assistir às velhas pornochanchadas, pelo seu valor e por simbolizar o retrato de uma geração.
Mas a intenção desse texto é propor uma alternativa para toda a família assistir. E também fazer com que o cinema brasileiro se aute-sustente.
As obras infantis brasileiras parecem fazer as duas coisas: são filmes inocentes, legais, que rendem um bom passatempo de uma hora e meia. E também são filmes realizados com patrocínio de empresas privadas.
Cito um exemplo: a linda e maravilhosa Angélica, que hoje conhecemos como apresentadora, mas que já fez carreira musical e cinematográfica. Eu, como uma criança da geração 2000, cresci assistindo seus filmes, que eram exibidos à exaustão na Sessão da Tarde. Dois em especial chamavam minha atenção: Zoando na TV e Um Show de Verão. O primeiro, por que me fazia acreditar numa coisa que muita criança da minha época sonhava: entrar na televisão e interagir com a galera. O segundo, por causa de seus números musicais.
Aliás, me chamem de utópico, mas eu sou a favor de mais números musicais no cinema brasileiro. Sim, não tenho medo nenhum de copiar isso descaradamente da Índia. Mesmo que seja somente nos filmes para crianças. Que se façam mais filmes para crianças, ora! O Brasil está carente disso.
Filmes com Os Trapalhões também povoavam meu imaginário. Hoje, são considerados tolos, inócuos e até bregas. A infância de hoje é marcada por filmes violentos, e não são só os brasileiros, não. Os norte-americanos também adoram encher as salas de cinema com muita pancadaria e efeitos especiais, o que é até pior. Pelo menos a violência no cinema nacional é uma realidade, embora não deva ser um monopólio.
Se for para o Brasil copiar o que vem de fora, que copie. Mas que haja uma democratização e uma diversidade na produção.
Sinto falta da magia, da fantasia e da pureza de um tempo em que criança via filme de criança. O que o cinema brasileiro precisa, além de mais boa-vontade do público e dos realizadores, é de mais encanto.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
E se José Serra tivesse ganhado?
2002 foi um ano histórico, para o bem e para o mal.
Apesar de não ser a primeira eleição que presenciei, é a primeira de que tenho lembranças. Eu tinha 7 anos.
De um lado, havia o então "progressista" Lula, que prometia acabar com a fome e a miséria no Brasil e diminuir as desigualdades sociais.
De outro, o candidato situacionista José Serra, que prometia mudança e principalmente emprego.
O governo FHC era bombardeado por quase toda a imprensa, um tapa na cara da esquerda que acusa a grande mídia de ser tucana. As críticas mais comuns eram a inflação acima de 10%, o desemprego e a "privataria", como era denominada pela oposição, sobretudo pelo PT. O resultado foi a vitória de Lula no primeiro turno.
Só que ninguém gosta de explicar as causas, e só se preocupam em apresentar os efeitos. Ninguém se lembra das crises mundiais que explodiram no final da década de 90, sobretudo a crise na Rússia em 1999. FHC se viu obrigado a fazer um ajuste fiscal, para conter os gastos e manter a independência brasileira diante do colapso. Pior é agora, com Dilma fazendo um ajuste ainda pior, sem nenhuma crise internacional que o justifique.
Todo mundo gosta de comparar a inflação de 13% do final da Era FHC, com os 6% do final da Era Lula. Uma diminuição bem razoável. Mas ninguém tem coragem de trazer à tona os números de 1994, antes de FHC ser eleito. A taxa inflacionária tinha ultrapassado os 2000%, e no ano seguinte, com o Plano Real sendo posto em prática, chegara a incrível taxa de 1,6%. E se manteve estável durante todo o primeiro mandato e boa parte do segundo do ex-presidente, só voltando a subir por causa da citada crise russa, além da crise argentina de 2001.
A vitória de Lula se deve muito menos ao seu carisma do que à intensiva campanha de marketing feito por sua equipe. A imagem do Lulinha paz e amor comoveu a sociedade, inclusive muitos empresários e banqueiros. Que, diga-se de passagem, estavam falindo não por culpa de FHC, mas por não saberem se adaptar às novas regras de mercado. A política econômica de FHC não era exclusividade nossa; o sociólogo simplesmente estava copiando um modelo que há muito tempo já dava certo lá fora. Não se pode fazer nada se o brasileiro não é chegado na globalização.
FHC fez o Brasil avançar oitenta anos em oito, mesmo sem prometer. Acabou com a inflação, reduziu os gastos do Estado com coisas inúteis e criou diversos programas sociais. Foi o governo onde houve a maior queda de evasão escolar, a criação do ENEM e o salário mínimo saltou de 70 para 200 reais.
Serra, como Ministro do Planejamento, comandou a venda das empresas que atrasavam nosso desenvolvimento. Como Ministro da Saúde, criou os medicamentos génericos e o melhor programa de combate a AIDS do mundo.
O que teria acontecido se o povo brasileiro tivesse dado a ele o direito de continuar o legado de FHC?
Me atrevo a chutar: se tivesse apoio do Congresso, Serra teria privatizado a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Daria mais autonomia ao Banco Central. Não teria aprovado o Estatuto do Desarmamento, que tira do cidadão o direito de legítima defesa. Não teria criado a abominável classificação indicativa, que regula o conteúdo veiculado em radio e televisão. E o Brasil não se veria mergulhado na onda do politicamente correto.
Em 2006, Serra poderia ou se reeleger, ou passar o cargo a Geraldo Alckmin. Nesse meio tempo, nosso país teria se tornado potência mundial e nós estaríamos integrados a ALCA, ao invés do Mercosul
Infelizmente, o povo brasileiro tendeu para o outro lado. O populismo, a arrogância e a prepotência do PT.
E o que aconteceu?
Lula manteve as conquistas de FHC, o que deu muito certo pra ele e lhe deu popularidade. Se apoderou de um prestígio alheio, como sempre faz.
No segundo mandato (sim, amigos, o mais triste é que ele ganhou novamente), explode a crise da Bolsa de 2009. Aparentemente, os efeitos não são sentidos pelo Brasil, o que faz com que Lula se gabe.
Entretanto, em 2010 e 2014, vence Dilma Rousseff, o que faz a economia brasileira afundar e gera uma crise interna.
Moral da história: a raiz do mal deveria ter sido cortado em 2002.
Fecha o pano
Apesar de não ser a primeira eleição que presenciei, é a primeira de que tenho lembranças. Eu tinha 7 anos.
De um lado, havia o então "progressista" Lula, que prometia acabar com a fome e a miséria no Brasil e diminuir as desigualdades sociais.
De outro, o candidato situacionista José Serra, que prometia mudança e principalmente emprego.
O governo FHC era bombardeado por quase toda a imprensa, um tapa na cara da esquerda que acusa a grande mídia de ser tucana. As críticas mais comuns eram a inflação acima de 10%, o desemprego e a "privataria", como era denominada pela oposição, sobretudo pelo PT. O resultado foi a vitória de Lula no primeiro turno.
Só que ninguém gosta de explicar as causas, e só se preocupam em apresentar os efeitos. Ninguém se lembra das crises mundiais que explodiram no final da década de 90, sobretudo a crise na Rússia em 1999. FHC se viu obrigado a fazer um ajuste fiscal, para conter os gastos e manter a independência brasileira diante do colapso. Pior é agora, com Dilma fazendo um ajuste ainda pior, sem nenhuma crise internacional que o justifique.
Todo mundo gosta de comparar a inflação de 13% do final da Era FHC, com os 6% do final da Era Lula. Uma diminuição bem razoável. Mas ninguém tem coragem de trazer à tona os números de 1994, antes de FHC ser eleito. A taxa inflacionária tinha ultrapassado os 2000%, e no ano seguinte, com o Plano Real sendo posto em prática, chegara a incrível taxa de 1,6%. E se manteve estável durante todo o primeiro mandato e boa parte do segundo do ex-presidente, só voltando a subir por causa da citada crise russa, além da crise argentina de 2001.
A vitória de Lula se deve muito menos ao seu carisma do que à intensiva campanha de marketing feito por sua equipe. A imagem do Lulinha paz e amor comoveu a sociedade, inclusive muitos empresários e banqueiros. Que, diga-se de passagem, estavam falindo não por culpa de FHC, mas por não saberem se adaptar às novas regras de mercado. A política econômica de FHC não era exclusividade nossa; o sociólogo simplesmente estava copiando um modelo que há muito tempo já dava certo lá fora. Não se pode fazer nada se o brasileiro não é chegado na globalização.
FHC fez o Brasil avançar oitenta anos em oito, mesmo sem prometer. Acabou com a inflação, reduziu os gastos do Estado com coisas inúteis e criou diversos programas sociais. Foi o governo onde houve a maior queda de evasão escolar, a criação do ENEM e o salário mínimo saltou de 70 para 200 reais.
Serra, como Ministro do Planejamento, comandou a venda das empresas que atrasavam nosso desenvolvimento. Como Ministro da Saúde, criou os medicamentos génericos e o melhor programa de combate a AIDS do mundo.
O que teria acontecido se o povo brasileiro tivesse dado a ele o direito de continuar o legado de FHC?
Me atrevo a chutar: se tivesse apoio do Congresso, Serra teria privatizado a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Daria mais autonomia ao Banco Central. Não teria aprovado o Estatuto do Desarmamento, que tira do cidadão o direito de legítima defesa. Não teria criado a abominável classificação indicativa, que regula o conteúdo veiculado em radio e televisão. E o Brasil não se veria mergulhado na onda do politicamente correto.
Em 2006, Serra poderia ou se reeleger, ou passar o cargo a Geraldo Alckmin. Nesse meio tempo, nosso país teria se tornado potência mundial e nós estaríamos integrados a ALCA, ao invés do Mercosul
Infelizmente, o povo brasileiro tendeu para o outro lado. O populismo, a arrogância e a prepotência do PT.
E o que aconteceu?
Lula manteve as conquistas de FHC, o que deu muito certo pra ele e lhe deu popularidade. Se apoderou de um prestígio alheio, como sempre faz.
No segundo mandato (sim, amigos, o mais triste é que ele ganhou novamente), explode a crise da Bolsa de 2009. Aparentemente, os efeitos não são sentidos pelo Brasil, o que faz com que Lula se gabe.
Entretanto, em 2010 e 2014, vence Dilma Rousseff, o que faz a economia brasileira afundar e gera uma crise interna.
Moral da história: a raiz do mal deveria ter sido cortado em 2002.
Fecha o pano
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
A incoerência de Danilo Gentili
Em primeiro lugar? Gentili é com um ou dois "éles"? Ah, não dou a mínima. Escrevo como quiser. Aliás, eu optaria por não escrever esse nome tão vulgar.
Outra coisa: Gentili é uma corruptela de "gentil"? Se for, a recíproca não é verdadeira.
São perguntas, meus caros, que permeiam a minha cabeça e me tiram o sono de tão importantes.
Tá, falemos sério.
Para quem não o conhece (acho difícil algum brasileiro não conhecê-lo e ainda por cima não idolatrá-lo), Danilo Gentili é um comediante. Ou se julga como tal. Suas piadas se baseiam no chamado humor negro, que gosto e até me atrevo a fazer.
Danilo faz parte da geração do humor para a qual tudo vale. Isso é muito bom. Eu adoro a liberdade de cada um dizer o que quer, sem nenhum tipo de censura.
Entretanto, para se defender essa idéia, ela não pode valer apenas para um lado.
O citado comediante se define como um liberal. Vive compartilhando, em seu Facebook, mensagens onde critica a intervenção do Estado na vida particular das pessoas.
Isso é maravilhoso! Eu daria uma salva de palmas para ele, e até fazia isso, até ver uma participação sua no programa do Raul Gil, no quadro Jogo do Banquinho, edição especial de Natal.
É pena que não achei video do quadro completo no Youtube, mas na sua entrada, Danilo saúda Raul mais ou menos assim: "Raul, eu queria agradecer ao sr, por que estamos em 'tempos chatos'. Quando desejamos feliz natal a alguém, chegam pra nós e dizem 'feliz natal é o cacete, eu sou ateu'. Então, em tempos chatos, o sr. faz um programa de natal"
A frase não era exatamente assim. Se alguem achar o video com a fala na íntegra, peço por favor que me mandem. Mas analisemo-na.
Quer dizer então, que o Estado não pode interferir na vida de ninguém, mas a igreja pode? Ou pior: o Estado não pode interferir na vida de ninguém, mas Danilo Gentili pode?
Isso é apenas um dos muitos exemplos de pessoas que se acham o próprio Deus, quando falam no nome dele.
E eu quero analisar outro video, mais antigo, de Danilo no quadro Rede da Fama, no programa da Eliana.
O cidadão fala, em primeira instância: "acima do humor eu acredito que o que mais me ajuda é a fé". E depois: "Coisas boas e ruins acontecem para quem é rico, pra quem é pobre, pra quem é mal, pra quem é bom." Mais contraditório, impossível. Se as coisas ruins podem acontecer a qualquer um, de que adianta ter fé? Se acreditamos que tudo dará certo, isso é fé. Se sabemos que algo pode ter errado, a fé é inconstante.
Mais adiante, o sujeito consegue se contradizer na mesma frase: "Quando você quer chorar, entra no quarto, chora diante de Deus. Na hora de sair, saia de cabeça erguida. Se você quer brigar por alguma coisa, briga pela liberdade de conquistar suas coisas, sem que ninguém oprima e diga que você não pode”
Se somos nós que temos que lutar e conquistar nossas coisas, e o próprio Danilo admite isso, dizendo em outro momento que é contra vitimismo, então ele está admitindo que Deus não nos dá nada. Puxa, que "Deus maravilhoso" o seu, Sr. Danilo Gentili. Nem pra ele o sr. se vitimiza? Então, não tem fé. Por que ter fé em Deus implica em se humilhar, implorar pelas nossas vontades serem atendidas. E no início da sua frase, o sr mesmo ensina isso, classificando a vitimização como um choro. Então isso é uma vitimização diante do seu Deus. Seria então uma tática, pra que Deus ficasse com peninha de ti e te facilitasse os caminhos pras suas conquistas pessoais?
É por isso que as falas contraditórias de Danilo Gentili, uma atrás da outra, não lhes dão o direito de figurar ao lado de seus colegas de profissão mais espertos, como o genial Marcelo Adnet. Este, o melhor humorista do Brasil, na atualidade. Para quem a liberdade termina onde começa a liberdade do outro.
Outra coisa: Gentili é uma corruptela de "gentil"? Se for, a recíproca não é verdadeira.
São perguntas, meus caros, que permeiam a minha cabeça e me tiram o sono de tão importantes.
Tá, falemos sério.
Para quem não o conhece (acho difícil algum brasileiro não conhecê-lo e ainda por cima não idolatrá-lo), Danilo Gentili é um comediante. Ou se julga como tal. Suas piadas se baseiam no chamado humor negro, que gosto e até me atrevo a fazer.
Danilo faz parte da geração do humor para a qual tudo vale. Isso é muito bom. Eu adoro a liberdade de cada um dizer o que quer, sem nenhum tipo de censura.
Entretanto, para se defender essa idéia, ela não pode valer apenas para um lado.
O citado comediante se define como um liberal. Vive compartilhando, em seu Facebook, mensagens onde critica a intervenção do Estado na vida particular das pessoas.
Isso é maravilhoso! Eu daria uma salva de palmas para ele, e até fazia isso, até ver uma participação sua no programa do Raul Gil, no quadro Jogo do Banquinho, edição especial de Natal.
É pena que não achei video do quadro completo no Youtube, mas na sua entrada, Danilo saúda Raul mais ou menos assim: "Raul, eu queria agradecer ao sr, por que estamos em 'tempos chatos'. Quando desejamos feliz natal a alguém, chegam pra nós e dizem 'feliz natal é o cacete, eu sou ateu'. Então, em tempos chatos, o sr. faz um programa de natal"
A frase não era exatamente assim. Se alguem achar o video com a fala na íntegra, peço por favor que me mandem. Mas analisemo-na.
Quer dizer então, que o Estado não pode interferir na vida de ninguém, mas a igreja pode? Ou pior: o Estado não pode interferir na vida de ninguém, mas Danilo Gentili pode?
Isso é apenas um dos muitos exemplos de pessoas que se acham o próprio Deus, quando falam no nome dele.
E eu quero analisar outro video, mais antigo, de Danilo no quadro Rede da Fama, no programa da Eliana.
O cidadão fala, em primeira instância: "acima do humor eu acredito que o que mais me ajuda é a fé". E depois: "Coisas boas e ruins acontecem para quem é rico, pra quem é pobre, pra quem é mal, pra quem é bom." Mais contraditório, impossível. Se as coisas ruins podem acontecer a qualquer um, de que adianta ter fé? Se acreditamos que tudo dará certo, isso é fé. Se sabemos que algo pode ter errado, a fé é inconstante.
Mais adiante, o sujeito consegue se contradizer na mesma frase: "Quando você quer chorar, entra no quarto, chora diante de Deus. Na hora de sair, saia de cabeça erguida. Se você quer brigar por alguma coisa, briga pela liberdade de conquistar suas coisas, sem que ninguém oprima e diga que você não pode”
Se somos nós que temos que lutar e conquistar nossas coisas, e o próprio Danilo admite isso, dizendo em outro momento que é contra vitimismo, então ele está admitindo que Deus não nos dá nada. Puxa, que "Deus maravilhoso" o seu, Sr. Danilo Gentili. Nem pra ele o sr. se vitimiza? Então, não tem fé. Por que ter fé em Deus implica em se humilhar, implorar pelas nossas vontades serem atendidas. E no início da sua frase, o sr mesmo ensina isso, classificando a vitimização como um choro. Então isso é uma vitimização diante do seu Deus. Seria então uma tática, pra que Deus ficasse com peninha de ti e te facilitasse os caminhos pras suas conquistas pessoais?
É por isso que as falas contraditórias de Danilo Gentili, uma atrás da outra, não lhes dão o direito de figurar ao lado de seus colegas de profissão mais espertos, como o genial Marcelo Adnet. Este, o melhor humorista do Brasil, na atualidade. Para quem a liberdade termina onde começa a liberdade do outro.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
O amor é apenas uma palavra que uso para rimar com dor
A felicidade é muito relativa, assim como o universo é aleatório.
Eu cresci tendo uma infância relativamente feliz. Não sabia nada de política, por isso não me preocupava com os acontecimentos do mundo. Não sabia nada sobre sociedade, já que eu fui criado na maior parte do tempo dentro de casa. Isso foi bom pra mim, por que eu não sabia o que era bullyng. Minha diversão era jogar video-games, ouvir as músicas que estavam nas paradas e assistir TV. Eu via programas infantis, uma coisa rara hoje em dia até para as crianças. Mas, de fato, eu me lembro que já sentia desejo sexual, embora nem soubesse o que era isso. Uma das minhas primeiras paixões foi a dançarina Carla Perez, então apresentadora do Canta e Dança Minha Gente. Paixão que mantenho até hoje, diga-se. Uma loiraça provocante, de requebros e remelexos que atiçam a libido de qualquer homem sedento. Sobretudo para quem é fascinado por baianas, como eu. Ainda hei de escrever sobre a superioridade da mulher baiana. Fica para uma outra oportunidade.
Entretanto, se minha infância foi feliz, não se pode dizer o mesmo de minha adolescência. Nessa época, comecei a ser separado de todos os grupos sociais. Um verdadeiro apartheid de uma só pessoa. Claro, deveriam existir outras pessoas no mundo na mesma situação, mas eu não me identificava com ninguém entre as pessoas que conviviam no meu meio. Confesso que tentava mudar meu jeito, fingir ter outros gostos, fazer de conta que não era estudioso, para fazer amigos. Mas só me aceitavam nos grupos como o bode expiatório, a piada da turma.
Eu era tímido, calado, corrigia professores e até livros. Gostava de cinema brasileiro pré-Retomada, escutava cantores do porte de Carlos Galhardo, apreciava um humor mais refinado que que a modinha do momento - o Pânico na TV. Nunca me julguei superior a ninguém por isso, muito pelo contrário, eu queria compartilhar com os demais as minhas predileções, para mostrar que bom gosto não deveria ser exclusividade minha. Todos poderiam apreciar essas coisas. Naquele tempo, a Internet já era um fenômeno que estava ao alcance dos jovens, mas eles nunca usaram a seu favor.
"Ué Bruno, mas voce não é um libertário? Cada um gosta do que quiser!". Concordo plenamente. Mas eu nunca obriguei ninguém a nada. Só queria mostrar o outro lado da história, a outra face da moeda, para que os meus colegas pudessem fazer suas próprias escolhas. Para rejeitar é preciso conhecer. E outra coisa: era disso que eu gostava. Eu acreditava mesmo, na minha ingenuidade, que eu poderia ser aceito em um grupo homogêneo sendo diferente. Mas não foi o que aconteceu.
Com o tempo, passei a ser agredido, verbal e fisicamente, e tive que trocar de sala. Nesta, consegui fazer um grupo bem pequeno de amigos (não passavam de três), e eles dialogavam mais entre eles do que comigo.
No meu colégio, eu permanecia a maior parte do tempo na biblioteca. Como eu não tinha com quem falar, e como nunca levei jeito para esportes, desenvolvi um gosto pela leitura. Era meu passatempo. Daí que, mesmo na adolescência, eu retardei minha infância lendo quase toda a obra de Monteiro Lobato. Era fascinante a forma como ele ensinava diversas disciplinas de maneira didática e divertida. O mesmo pode ser aplicado aos livros de Malba Tahan, que me ajudaram muito a aprender Matemática, uma matéria que sempre achei e acho dificílima. Eu sou um poeta, um articulista, um ator; ciências exatas me apavoram.
Mas foi na adolescência que comecei a sentir amor. Amor por pessoas reais. E acreditava no amor. Ah, como eu era tolo. Eu me apaixonei por cerca de dez pessoas, todas na minha escola, entre alunas e professoras. A mais educada me disse que eu iria achar alguém bacana, e que eu continuasse tentando. A mais grosseira me mandou fazer coisas impublicáveis.
A partir daí, adquiri o problema da depressão, que me atormentou durante anos. Eu olhava para todas as mulheres na rua, e notando que elas não me correspondiam, eu queria morrer. Ficava louco a procura de respostas. Tudo por que sou feio? Ou por que sou pobre? Ou por que não sei me vestir? Obesidade não poderia ser, pois não sofria desse problema na época
O fato é que eu sentia em mim um grande vazio existencial, pois todos os homens do mundo arranjavam parceiras. E parece que os homens que se gabavam de ter várias parceiras, eram os mais bem cotados por elas. Ainda é assim.
Mulher nenhuma nunca me achou bonito - família não conta. Algumas me diziam não só mesmo por esse detalhe da aparência. Outras, até davam uma chance de me conhecer, conversar comigo. Estas já eram a infinita minoria. E bastavam cinco minutos de papo pra que viesse a rejeição. Eu não sou um cara normal, segundo as mulheres.
Por isso, deixei de acreditar no amor. No meu caso, o amor é apenas uma palavra que uso para rimar com dor, nas minhas canções.
Eu cresci tendo uma infância relativamente feliz. Não sabia nada de política, por isso não me preocupava com os acontecimentos do mundo. Não sabia nada sobre sociedade, já que eu fui criado na maior parte do tempo dentro de casa. Isso foi bom pra mim, por que eu não sabia o que era bullyng. Minha diversão era jogar video-games, ouvir as músicas que estavam nas paradas e assistir TV. Eu via programas infantis, uma coisa rara hoje em dia até para as crianças. Mas, de fato, eu me lembro que já sentia desejo sexual, embora nem soubesse o que era isso. Uma das minhas primeiras paixões foi a dançarina Carla Perez, então apresentadora do Canta e Dança Minha Gente. Paixão que mantenho até hoje, diga-se. Uma loiraça provocante, de requebros e remelexos que atiçam a libido de qualquer homem sedento. Sobretudo para quem é fascinado por baianas, como eu. Ainda hei de escrever sobre a superioridade da mulher baiana. Fica para uma outra oportunidade.
Entretanto, se minha infância foi feliz, não se pode dizer o mesmo de minha adolescência. Nessa época, comecei a ser separado de todos os grupos sociais. Um verdadeiro apartheid de uma só pessoa. Claro, deveriam existir outras pessoas no mundo na mesma situação, mas eu não me identificava com ninguém entre as pessoas que conviviam no meu meio. Confesso que tentava mudar meu jeito, fingir ter outros gostos, fazer de conta que não era estudioso, para fazer amigos. Mas só me aceitavam nos grupos como o bode expiatório, a piada da turma.
Eu era tímido, calado, corrigia professores e até livros. Gostava de cinema brasileiro pré-Retomada, escutava cantores do porte de Carlos Galhardo, apreciava um humor mais refinado que que a modinha do momento - o Pânico na TV. Nunca me julguei superior a ninguém por isso, muito pelo contrário, eu queria compartilhar com os demais as minhas predileções, para mostrar que bom gosto não deveria ser exclusividade minha. Todos poderiam apreciar essas coisas. Naquele tempo, a Internet já era um fenômeno que estava ao alcance dos jovens, mas eles nunca usaram a seu favor.
"Ué Bruno, mas voce não é um libertário? Cada um gosta do que quiser!". Concordo plenamente. Mas eu nunca obriguei ninguém a nada. Só queria mostrar o outro lado da história, a outra face da moeda, para que os meus colegas pudessem fazer suas próprias escolhas. Para rejeitar é preciso conhecer. E outra coisa: era disso que eu gostava. Eu acreditava mesmo, na minha ingenuidade, que eu poderia ser aceito em um grupo homogêneo sendo diferente. Mas não foi o que aconteceu.
Com o tempo, passei a ser agredido, verbal e fisicamente, e tive que trocar de sala. Nesta, consegui fazer um grupo bem pequeno de amigos (não passavam de três), e eles dialogavam mais entre eles do que comigo.
No meu colégio, eu permanecia a maior parte do tempo na biblioteca. Como eu não tinha com quem falar, e como nunca levei jeito para esportes, desenvolvi um gosto pela leitura. Era meu passatempo. Daí que, mesmo na adolescência, eu retardei minha infância lendo quase toda a obra de Monteiro Lobato. Era fascinante a forma como ele ensinava diversas disciplinas de maneira didática e divertida. O mesmo pode ser aplicado aos livros de Malba Tahan, que me ajudaram muito a aprender Matemática, uma matéria que sempre achei e acho dificílima. Eu sou um poeta, um articulista, um ator; ciências exatas me apavoram.
Mas foi na adolescência que comecei a sentir amor. Amor por pessoas reais. E acreditava no amor. Ah, como eu era tolo. Eu me apaixonei por cerca de dez pessoas, todas na minha escola, entre alunas e professoras. A mais educada me disse que eu iria achar alguém bacana, e que eu continuasse tentando. A mais grosseira me mandou fazer coisas impublicáveis.
A partir daí, adquiri o problema da depressão, que me atormentou durante anos. Eu olhava para todas as mulheres na rua, e notando que elas não me correspondiam, eu queria morrer. Ficava louco a procura de respostas. Tudo por que sou feio? Ou por que sou pobre? Ou por que não sei me vestir? Obesidade não poderia ser, pois não sofria desse problema na época
O fato é que eu sentia em mim um grande vazio existencial, pois todos os homens do mundo arranjavam parceiras. E parece que os homens que se gabavam de ter várias parceiras, eram os mais bem cotados por elas. Ainda é assim.
Mulher nenhuma nunca me achou bonito - família não conta. Algumas me diziam não só mesmo por esse detalhe da aparência. Outras, até davam uma chance de me conhecer, conversar comigo. Estas já eram a infinita minoria. E bastavam cinco minutos de papo pra que viesse a rejeição. Eu não sou um cara normal, segundo as mulheres.
Por isso, deixei de acreditar no amor. No meu caso, o amor é apenas uma palavra que uso para rimar com dor, nas minhas canções.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Qual é o problema da pornografia?
A moral cristã é podre na sua essencia.
Um exemplo disse é o ridiculamente tosco Nando Moura.
Este cidadão é um dos ideólogos do que se convencionou chamar de "extrema-direita". Entre aspas, mesmo. Extrema direita para mim somos nós, os libertários, os anarco-capitalistas e os minarquistas. Nós somos a vanguarda do mundo.
E por que? Simples, algum de voces saberia me responder qual a caraterística principal da direita? O débil-mental do Nando não sabe, mas eu digo: a defesa das LIBERDADES INDIVIDUAIS. Não é a família nem a moral, até por que elas são conceitos variáveis.
Nazista, fascista, e defensor da ditadura militar não é extrema-direita. Pode até ser direita, embora até isso seja questionável.
Gente décrepita como o deputador Jair Bolsonaro, que denomino como Boçalnaro, não é de direita nem mesmo no campo econômico. Um cara que se julga defensor do capitalismo, mas diz que FHC merecia ser fuzilado por ter privatizado estatais e transformado nosso país em potência, é um completo asno. Fora a manutenção da carga tributária brasileira, uma vergonha.
O que acho de um eventual Governo Bolsonaro? Simplesmente, ele acabaria com o nepotismo de cargos públicos para parentes de petistas, e traria de volta o corporativismo de cargos públicos para militares do Exército. Ou seja: de qualquer modo, o contribuinte continuaria pagando o salário de vagabundos.
Mas a razão desse texto não é simplesmente baixar o sarrafo nessa pseudo-extrema direita, mas sim mostrar algumas de suas contradições.
Nando Moura é um exemplo do chamado "rock bonzinho". Bom, sei lá se existe esse termo. Como sou criativo, estou lançando ele agora. Além dele, existem outros, como Rodolfo, ex-Raimundos, uma banda que ficará para sempre na história pela frase "a livre expressão é o que constrói uma Nação independentemente da moeda e sua cotação". Ou bandas como Rosa de Saron e o chamado white metal, entre outros.
Tudo isso deturpa a verdadeira função do rock. Não estou dizendo que roqueiro é sinônimo de baderneiro, mas sim o de um questionador do mundo. O que seria do mundo sem os grandes pensadores? Seria apenas um celeiro de religiosos, para os quais uma palavra é uma ordem.
Hoje o caráter do rock se limita a louvar a Deus, essa criatura insana e maligna que apavora mentes evoluídas.
É verdade que, no meio do caminho, existem grandes roqueiros como Lobão, que sabe defender posições conservadoras, mas sem misturar política e religião. E também há os hipócritas, como o irmão deste que lhes escreve, que se diz evangélico mas escuta "Highway to Hell" no volume máximo.
A questão é: se Deus irá nos punir, mas não existe uma moral absoluta a ser obedecida - pelo menos é o que parece, já que Nando adora dizer palavrões - que mal há em se assistir a um bom filme pornografico?
A pornografia faz parte da chamada Revolução Sexual, da década de 60. Grandes artistas e filósofos defendiam essa nova forma de se ver o mundo, como a excelente pensadora Ayn Rand
O capitalismo soube usar dessa arma (e isso não é condenável) e fabricar dezenas, talvez centenas de filmes por mês, principalmente nos Estados Unidos, que é um país inclusive tomado como modelo pela "direita conservadora"
Como podem ver, os norte-americanos não são tão fervorosos quando o assunto é religiosidade.
O cinema pornô movimenta o mercado, dá dinheiro para muita gente e alimenta sonhos. Quem nunca sonhou em ser um grande astro pornô e se deliciar na cama com os caprichos de uma bela e gostosa loira peituda, uma morena bunduda enfim, se querem nomes, eu os forneço: quem nunca sonhou em ser inversamente comido por uma Bridgette B, por uma Maserati , Bozena ou Ornelia?
Sim, notem o meu conhecimento por mulheres conhecidas apelas por um simples prenome, para que voces possam ver a desvalorização da atriz pornô. Ora, e ainda tem gente que acha isso um trabalho fácil!
Eu garanto que o salário de um pastor ou missionário é muito mais vantajoso. Então, por que tem tanta gente que escolhe "pecar"?
Resposta: o simples prazer pelo contato físico, com uma conexão interior que me admira não ser creditada pelos crentes. Visto que amor, prazer carnal, estão muito ligados ao "espiritual" que voces dizem acreditar tanto.
Se a Bíblia é a Palavra de Deus, e nela não há erros, então matar, sentir ódio e prostituir-se não é errado.
Se mesmo essas coisas sendo consideradas o "Mal", e o homem, sendo um ser perfeito, escolheu esse caminho, então seu Deus é uma farsa.
Um exemplo disse é o ridiculamente tosco Nando Moura.
Este cidadão é um dos ideólogos do que se convencionou chamar de "extrema-direita". Entre aspas, mesmo. Extrema direita para mim somos nós, os libertários, os anarco-capitalistas e os minarquistas. Nós somos a vanguarda do mundo.
E por que? Simples, algum de voces saberia me responder qual a caraterística principal da direita? O débil-mental do Nando não sabe, mas eu digo: a defesa das LIBERDADES INDIVIDUAIS. Não é a família nem a moral, até por que elas são conceitos variáveis.
Nazista, fascista, e defensor da ditadura militar não é extrema-direita. Pode até ser direita, embora até isso seja questionável.
Gente décrepita como o deputador Jair Bolsonaro, que denomino como Boçalnaro, não é de direita nem mesmo no campo econômico. Um cara que se julga defensor do capitalismo, mas diz que FHC merecia ser fuzilado por ter privatizado estatais e transformado nosso país em potência, é um completo asno. Fora a manutenção da carga tributária brasileira, uma vergonha.
O que acho de um eventual Governo Bolsonaro? Simplesmente, ele acabaria com o nepotismo de cargos públicos para parentes de petistas, e traria de volta o corporativismo de cargos públicos para militares do Exército. Ou seja: de qualquer modo, o contribuinte continuaria pagando o salário de vagabundos.
Mas a razão desse texto não é simplesmente baixar o sarrafo nessa pseudo-extrema direita, mas sim mostrar algumas de suas contradições.
Nando Moura é um exemplo do chamado "rock bonzinho". Bom, sei lá se existe esse termo. Como sou criativo, estou lançando ele agora. Além dele, existem outros, como Rodolfo, ex-Raimundos, uma banda que ficará para sempre na história pela frase "a livre expressão é o que constrói uma Nação independentemente da moeda e sua cotação". Ou bandas como Rosa de Saron e o chamado white metal, entre outros.
Tudo isso deturpa a verdadeira função do rock. Não estou dizendo que roqueiro é sinônimo de baderneiro, mas sim o de um questionador do mundo. O que seria do mundo sem os grandes pensadores? Seria apenas um celeiro de religiosos, para os quais uma palavra é uma ordem.
Hoje o caráter do rock se limita a louvar a Deus, essa criatura insana e maligna que apavora mentes evoluídas.
É verdade que, no meio do caminho, existem grandes roqueiros como Lobão, que sabe defender posições conservadoras, mas sem misturar política e religião. E também há os hipócritas, como o irmão deste que lhes escreve, que se diz evangélico mas escuta "Highway to Hell" no volume máximo.
A questão é: se Deus irá nos punir, mas não existe uma moral absoluta a ser obedecida - pelo menos é o que parece, já que Nando adora dizer palavrões - que mal há em se assistir a um bom filme pornografico?
A pornografia faz parte da chamada Revolução Sexual, da década de 60. Grandes artistas e filósofos defendiam essa nova forma de se ver o mundo, como a excelente pensadora Ayn Rand
O capitalismo soube usar dessa arma (e isso não é condenável) e fabricar dezenas, talvez centenas de filmes por mês, principalmente nos Estados Unidos, que é um país inclusive tomado como modelo pela "direita conservadora"
Como podem ver, os norte-americanos não são tão fervorosos quando o assunto é religiosidade.
O cinema pornô movimenta o mercado, dá dinheiro para muita gente e alimenta sonhos. Quem nunca sonhou em ser um grande astro pornô e se deliciar na cama com os caprichos de uma bela e gostosa loira peituda, uma morena bunduda enfim, se querem nomes, eu os forneço: quem nunca sonhou em ser inversamente comido por uma Bridgette B, por uma Maserati , Bozena ou Ornelia?
Sim, notem o meu conhecimento por mulheres conhecidas apelas por um simples prenome, para que voces possam ver a desvalorização da atriz pornô. Ora, e ainda tem gente que acha isso um trabalho fácil!
Eu garanto que o salário de um pastor ou missionário é muito mais vantajoso. Então, por que tem tanta gente que escolhe "pecar"?
Resposta: o simples prazer pelo contato físico, com uma conexão interior que me admira não ser creditada pelos crentes. Visto que amor, prazer carnal, estão muito ligados ao "espiritual" que voces dizem acreditar tanto.
Se a Bíblia é a Palavra de Deus, e nela não há erros, então matar, sentir ódio e prostituir-se não é errado.
Se mesmo essas coisas sendo consideradas o "Mal", e o homem, sendo um ser perfeito, escolheu esse caminho, então seu Deus é uma farsa.
O Relativismo da Igualdade
Tem gente que gosta de dizer que eu me acho melhor do que os outros. Bom, nem todo mundo. Mas eu sou, sim, melhor do que determinadas pessoas. O que quero dizer? Todos nós somos melhores e piores do que alguém; mas nunca melhores ou piores do que todas as pessoas. Ou seja, nunca estamos situados no extremo da balança; afinal, o mundo é grande.
Eu, por exemplo, sou melhor do que quem gosta de molho de salsicha, quem assiste o Ratinho ou quem escreve para a Carta Capital; entretanto, sou pior do que quem conseguiu ter seu trabalho reconhecido, quem já fez amor com a Déborah Secco ou quem sabe falar alemão.
O PT não gosta dessa premissa. Aliás, nenhuma esquerda. Incluo nessa lista os nazi-fascistas, aliás, eles podem, sim, estar situados num "extremo" imaginário, que só existe na cabeça deles, de se acharem superiores a todos os demais grupos. A começar pelo ódio à própria esquerda. Auto-negação; aqui temos uma inversão daquela máxima de "só conseguir existir sendo o outro". Nesse caso, o "outro" é tomado como inimigo, mesmo sendo uma alma-gêmea.
Também cito como exemplo - para fugir um pouco, e só um pouco, da política - o relativismo no campo da religião. Sabemos que a maioria, se não todas as guerras, aconteceram por motivos religiosos. E embora os protestantes se digam os mais pacíficos, são os mais intolerantes no uso da palavra. Podem não ter tirado vidas com sangue; mas mataram a esperança, o desejo de muita gente, por pensar diferente deles. Ou seja: amordaçam, proíbem, ordenam, tentam calar a voz das pessoas através do verbo. E eles se acham o verbo.
Voltando a política, Dilma se acha o verbo. Até por que é filha de Lula. O homem que descobriu o Brasil, em 2003. E assim como todo membro do seu partido, ela não pode receber críticas. Como alguém ousa criticar alguém que faz tudo perfeito?
Conclusão: o socialismo é igualitário, mas não para quem pensa diferente. Vou me despedir com um grito de guerra. Tentarei me igualar aos desiguais, afinal, quero ser superior, como eles. "Até breve, companheiros". Ao fundo, a Internacional Socialista.
Eu, por exemplo, sou melhor do que quem gosta de molho de salsicha, quem assiste o Ratinho ou quem escreve para a Carta Capital; entretanto, sou pior do que quem conseguiu ter seu trabalho reconhecido, quem já fez amor com a Déborah Secco ou quem sabe falar alemão.
O PT não gosta dessa premissa. Aliás, nenhuma esquerda. Incluo nessa lista os nazi-fascistas, aliás, eles podem, sim, estar situados num "extremo" imaginário, que só existe na cabeça deles, de se acharem superiores a todos os demais grupos. A começar pelo ódio à própria esquerda. Auto-negação; aqui temos uma inversão daquela máxima de "só conseguir existir sendo o outro". Nesse caso, o "outro" é tomado como inimigo, mesmo sendo uma alma-gêmea.
Também cito como exemplo - para fugir um pouco, e só um pouco, da política - o relativismo no campo da religião. Sabemos que a maioria, se não todas as guerras, aconteceram por motivos religiosos. E embora os protestantes se digam os mais pacíficos, são os mais intolerantes no uso da palavra. Podem não ter tirado vidas com sangue; mas mataram a esperança, o desejo de muita gente, por pensar diferente deles. Ou seja: amordaçam, proíbem, ordenam, tentam calar a voz das pessoas através do verbo. E eles se acham o verbo.
Voltando a política, Dilma se acha o verbo. Até por que é filha de Lula. O homem que descobriu o Brasil, em 2003. E assim como todo membro do seu partido, ela não pode receber críticas. Como alguém ousa criticar alguém que faz tudo perfeito?
Conclusão: o socialismo é igualitário, mas não para quem pensa diferente. Vou me despedir com um grito de guerra. Tentarei me igualar aos desiguais, afinal, quero ser superior, como eles. "Até breve, companheiros". Ao fundo, a Internacional Socialista.
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