sábado, 13 de fevereiro de 2016

A década de 90 e o triunfo da globalização

A década de 90 está para o Brasil como a década de 80 está para Estados Unidos e Inglaterra. Nesse período, nesses países, os governos do presidente Ronald Reagan e da primeira-ministra Margareth Thatcher, respectivamente, lançaram mão de reformas que conduziram ao progresso.

Privatizações, redução da carga tributária, liberdade total e irrestrita de expressão - característica primordial da direita. Nessa época, o Brasil vivia o fim da ditadura militar, que foi o extremo oposto: censura à imprensa, inflação elevadíssima, impostos altos. O governo seguinte, de Sarney, embora tenha eliminado a censura, aumentou ainda mais os outros dois itens, com seus planos fracassados.

Chega a década de 90 e a utopia globalizante torna-se uma realidade nas terras tupiniquins. De início, o plano de desestatização foi comandado pelo marajá das Alagoas, Fernando Collor, hoje bastante conhecido como sendo da base aliada. Fernandinho Engomadinho já tinha traído seus ideais ao se envolver com corrupção e maracutaias ainda no seu governo, mas ao menos fez um ato nobre com o PND

Com Itamar, a festa continua, num ritmo desacelerado. Até que chega ao poder Fernando Henrique Cardoso. Com ele, privatizaram-se diversos mamutes estatais que em nada serviam além de abrigar velhos companheiros da fauna vermelha.

A idéia liberal do novo, do moderno, foi o que permitiu ao Brasil triunfar e se aproximar mais do G7.

A década de 2000, que nos EUA foi marcada por um governo ultra-republicano de Bush, no Brasil viveu um misto de continuidade com rompimento. Lula manteve as conquistas de seu antecessor, ou seja, a abertura de mercado, o crescimento da economia, a privatização de setores deficitários (as quais Lula tanto critica, mas não desfez, felizmente), o controle da inflação e dos impostos. Mesmo assim, se mostra incoerente, ao apoiar regimes autoritariamente ridículos, de tiranos incuráveis, como Chávez, Fidel, Evo e outros.

Esse velho e arcaico pensamento de tolher o próprio pensamento, ou melhor, o pensamento dos outros. Essa gente retrógrada é uma ameaça ao futuro

Felizmente, os cães ladram e a caravana continua passando. A lição da década de 90 foi a de que a democracia e o capitalismo ainda são a melhor opção.

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