domingo, 23 de julho de 2017

Que saudade de A Lei do Amor...

A novela A Lei do Amor, exibida entre 2016 e 2017 no horário das nove horas, na Rede Globo, chamou minha atenção desde que começaram a ser veiculadas as chamadas.

Achei todas elas interessantíssimas, principalmente a chamada da personagem Luciane, interpretada pela linda Grazi Massafera, que há muito tempo provou ser uma das melhores atrizes do país.

E não é que eu acertei?

A novela foi excelente até o capítulo 100, mais ou menos. Depois acabou desandando um pouco e eu confesso que parei de ver, e só voltei a fazê-lo no último capítulo, que foi maravilhoso.

Muita gente criticou por ter muita "maldade", mas eu nem achei ela tão pesada assim comparada a outras tramas do horário ou a seriados exibidos pela própria Globo e pela Record.

A novela tinha ótimos ganchos no final dos capítulos, tinha diálogos bem construídos, uma trilha incidental de suspense que a deixava ainda mais atrativa.

Depois de um certo tempo, os autores Vincent Vilari e Maria Adelaide Amaral começaram a focar demais na história de Marina, alter-ego de Isabela, a namorada de Tiago que queria se vingar acreditando ser ele o responsável pela tentativa de assassiná-la. E acabaram deixando de lado as artimanhas de Tião Bezerra, que eram o que eu mais gostava. Por isso, acabei largando a novela na metade.

Entretanto, se u soubesse que A Lei seria substituída por uma porcaria como A Força do Querer, eu teria acompanhado inteira. Mas pensando bem, foi melhor não, senão a saudade seria ainda maior.

Vendo os índices de audiência entre as duas novelas, nós podemos constatar que o problema de A Lei do Amor era o publico.

A novela era sofisticada demais, seja em relação a texto, atuações, enredo (e desenvolvimento do mesmo) etc.

Inclusive, a trilha sonora era IMPECÁVEL. O melhor do rock, da MPB e até do pop. A música da Marisa Monte com participação da Carminho já tem um clima de nostalgia, e quando ela servia de fundo para os olhares e carícias do casal protagonista, Pedro e Helô, confesso que eu tentava segurar as lágrimas, muitas vezes em vão.

Tinha também AntÔnio e Ruty Raquel, que eram engraçadíssimos, mas sem serem vulgares ou apelativos como o núcleo cômico da atual novela das nove. Teve Gabriela Duarte e Regiane Alves, que conseguiram brilhar mesmo em participações rápidas. Tinha o Otávio Augusto, na minha opinião o ator mais engraçado do Brasil, que quando atuava junto da Grazi eram um saco de risadas interminável. Tinha também algumas novatas, como Marcella Rica, que apesar do papel pequeno servia para embelezar a tv.

E o que temos agora? Uma novelinha que até se propõe a discutir assuntos importantes, como vício em jogos, transexualidade etc. Mas que faz isso de maneira rasa e superficial. Sem contar que 90% da novela se limita a bordãos ridículos, como "égua". Aliás, qual novela de Glória Perez não tem bordão, não é mesmo? Isso é chamar o telespectador de idiota. Mas se o telespectador assiste, a carapuça deve servir...

Eu sou um cara que tem um gosto diferente quando o assunto é teledramaturgia. Para filmes e músicas, eu gosto de coisas consagradas. Mas quando o assunto é novela, a maioria das que me agradam são verdadeiros fiascos. Eu acho Esperança uma das melhores, quiçá a melhor novela do Benedito Ruy Barbosa. Nostalgia de infância? Talvez. Mas a novela tinha bastante ousadia e cenas fortes, o que para a época era um avanço. Achei Passione excelente. E, pasmem, acho A Regra do Jogo melhor que Avenida Brasil.

Enfim, meu gosto é diferente da maioria e não me envergonho disso. Eu adoraria que as pessoas tivesse o mesmo gosto, mas já que isso é impossível, resta assistir o que é do meu agrado e engolir o sucesso de certos enganadores que se dizem novelistas. Afinal, eles exploram o grotesco em nome da audiência.

Agora, é esperar alguns anos e procurar novelões como A Lei do Amor para baixar ou adquiri-los em DVD. Esperar uma reprise, é inútil.

Não liguem, não, pessoal que trabalhou na novela, seja escrevendo, atuando, dirigindo etc. Sucesso vocês não tiveram, mas entrarão para a história com muito mais credibilidade do que alguns números do ibope momentâneos podem dizer. Vocês serão lembrados para sempre pelas poucas almas cultas que se proposeram a ver e admirar seu trabalho.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Casseta e Planeta seria a salvação do humor brasileiro em tempos de crise (política e televisiva)

Tenho assistido alguns episódios do antigo programa Casseta e Planeta Urgente, da Rede Globo, no Youtube. Daí resolvi fazer esse texto.

Eu comecei a assistir o programa na sua melhor fase, que foi entre 2000 e 2002.

Nessa época, eu era uma simples criança, mas já achava o humor deles genial.

Haviam várias paródias inteligentes, como o grupo Sambabaca (que ironizava o fato de os grupos de pagode, famosos na época, terem apenas um hit), Carlos Maçaranduba e Uilson Montanha (sátira aos marombeiros revoltadinhos, que só sabem resolver as coisas na porrada) entre outras.

A dupla Fucker and Sucker, que satirizava os seriados policiais norte-americanos, era uma idéia tão criativa, que eles falavam com a voz dublada, para dar mais realismo.

Mas sem dúvida, a melhor sacada do grupo eram as Organizações Tabajara, uma sátira a essas empresas tipo Polishop e outras, que alugam horário na programação de algumas emissoras e tentam empurrar seus produtos de péssima qualidade como a salvação de todos os problemas.

O Casseta e Planeta surgiu nos anos 80. Era uma fusão do jornal Planeta Diário com a revista Casseta Popular. Isso foi antes de eu nascer. No final da década, eles passaram a escrever o texto do excelente TV Pirata, que eu pude ver no Canal VIVA.

O tipo de humor dos cassetas era revolucionário na virada dos anos 80 para os 90. Naquele tempo, humor era ou infantilizado demais, com A Praça da Alegria, ou era velho e sem graça, como Chico Anysio, que nunca soube se renovar. Ainda tinha Os Trapalhões, que era até legal, mas pouco ousado.

O Casseta era renovador, jovial, moderno. Se eu já achava isso em 2000, quando tinha meus cinco anos, imagine em 1992, quando entrou no ar.

A partir de 2006, quando Bussunda, um dos mais carismáticos integrantes, faleceu, bateu aquela tristeza geral e isso refletiu nas piadas.

O programa saiu do ar em 2010 e eles tiveram que bolar um novo projeto, o Casseta e Planeta Vai Fundo, que não era tão legal quanto o anterior.

A saída da deliciosa Maria Paula, que não se limitava a ser um rosto e um corpo bonitos mas também fazia muita graça, prejudicou muito. Ela foi uma das primeiras paixões que eu tive na infancia.

Mas eu acredito que, se eles voltassem agora, nessa atual situação em que o país se encontra, eles teriam fôlego para se renovar mais uma vez.

Com tanta notícia ruim que aparece nos jornais a toda hora do dia, dava pra fazer bons comentários. Afinal, uma outra característica do Casseta era falar sobre política e eles sempre fizeram isso muito bem.

E além da crise política, temos também a crise na televisão. Sobretudo em programas humorísticos. O programa do gênero de maior sucesso atualmente é o tenebroso Pânico na Band, que confunde fazer rir com destruir. Sim, destruir a dignidade humana, o respeito, a decência e a ética.

Todos sabem que não sou moralista. Pode-se e deve-se brincar com todos os assuntos, mas o que eles fazem é grosseria pura. Nem humor de má qualidade consegue ser. Pois eles não fazem nenhum ser pensante rir.

O Zorra perdeu a graça depois que começou a ser "engajado" (mas engajado para a esquerda). O grande Renato Aragão está fora da TV também. É outro que eu gostaria que voltasse, embora este, possua um estilo mais ingênuo, o que também não deixa de ser uma qualidade. Prefiro um programa pueril como A Turma do Didi, do que o festival de grosserias do Pânico.

Mas o meu desejo, e mais do que isso, a minha aposta, seria mesmo no Casseta e Planeta. Pra tornar a nossa tv bem mais inteligente, porque estamos precisando.

domingo, 18 de junho de 2017

A decadência da Sessão da Tarde e uma alternativa viável para recuperá-la

A Sessão da Tarde, da Rede Globo, foi durante anos uma das melhores sessões de filmes da televisão brasileira. Aposto que muitos, assim como eu, formataram seu gosto e sua paixão por cinema assistindo-a.

Na minha opinião, a qualidade dos filmes decaiu um pouco de uns três anos pra cá.

Esporadicamente, ainda são exibidos filmes interessantes, tanto recentes quanto alguns antigos que, vez ou outra, a emissora tira das suas gavetas.

Uma das minhas reclamações é que, ultimamente, o que tem ido ao ar são filmes de drama ou de romance puro, a maioria muito tolos.

Esse fato, além de ser impróprio para crianças, por apresentar questões existenciais, costuma eliminar uma das principais características da Sessão da Tarde: a irreverência, o escracho, o pastelão típico do horário.

Não faço parte da turma que defende até mesmo terror e pornô no horário vespertino. Nada contra quem gosta, eu mesmo adoro pornô como já falei em outras postagens, mas isso formou uma geração inútil que hoje chega ao poder.

O que fazer, então?

Bem, eu sugiro que a Globo traga de volta alguns pequenos "clássicos" (as aspas não são para diminuir, mas pelo fato de serem pouco lembrados). Filmes que passaram algumas vezes e depois cairam no esquecimento. Tais como Super Controle Remoto, Nosso Amigo Frankenstein, Um Ninja da Pesada.

Outra alternativa seria incluir alguns filmes de ação leves, sem muita violência ou sangue, mas que tivessem cenas de luta para prender o telespectador. Os novos do Jackie Chan cumprem bem esse papel. Até pouco tempo, eles ainda eram exibidos, mas, não sei por que razão, não são mais.

Os filmes de animação poderiam continuar, sem problema nenhum, mas não há a necessidade de bobagens como Barbie. Existem opções muito superiores, como o divertido O Caminho para El Dorado, o romântico O Corcunda de Notre Dame e o emocionante Hércules. Não são tão antigos assim, portanto não haveria problema nenhum em resgatá-los.

E as comédias adolescentes? Por que essas pérolas foram retiradas da programação? Ok, se Curtindo a Vida Adoidado é antigo demais, os da Hilary Duff seriam uma boa pedida, sobretudo o engraçadíssimo Material Girls, reprisado bastante certa época e depois desmerecido.

Filmes com animais foram cientificamente comprovados como instrutivos, e ainda que me critiquem, eu os adoro. Air Bud, Beethoven e o mais novo que conheço, Marmaduke, são excelentes materiais para a formação infantil. Até eu acho muito fofos, mesmo longe da minha infância.

Enfim, eu coloquei aqui algumas obras interessantes que a Sessão da Tarde poderia exibir, ao menos de vez em quando, misturadas com os filmes atuais.

Garanto que isso elevaria muito a audiência, já que até as crianças e adolescentes de hoje estão cada vez mais interessadas nos clássicos de verdade. Ainda resta uma pontinha de esperança, meus caros.

Só que esses filmes são bem dificeis de achar para download, em DVD e alguns nem no Netflix. Portanto, a TV está perdendo uma oportunidade única.

Em 2013, mudaram vinheta, horário e locução da Sessão da Tarde, e eles resolveram desengavetar clássicos dos anos 80 (!). O Ibope foi às alturas. Mas depois de alguns meses, a idéia foi abortada e voltaram os fraquíssimos filmes atuais, e o que é pior, carregados de forte carga dramática.

Enfim, minha sugestão é trazer novamente leveza e descontração à Sessão da Tarde. Mesmo que, para isso, seja preciso viver de passado.

sábado, 10 de junho de 2017

A Força do Querer é um lixo superestimado e continua com a ruindade que se instalou no horário há muito tempo

Que as novelas das nove andam péssimas e não é de hoje, todo mundo sabe. Talvez a última boa novela no horário tenha sido Insensato Coração, do grande Gilberto Braga.

Depois, veio um caminhão de lixo, um atrás do outro. Inclusive Babilônia, do mesmo Gilberto Braga, que eu achava a pior de todas até o presente momento.

O problema é que todo mundo anda elogiando a atual A Força do Querer, como se ela fosse a salvação.

Bom, se o quesito considerado for audiência, pode até ser. Desde Império (outra superestimada) não se via tantos pontos no ibope.

Agora, se a gente for falar de qualidade, a coisa é diferente.

A história central é fraquíssima. Os atores são quase todos canastrões. Eu até discordo do povo que critica a atuação do Fiuk, como se ele fosse o único ali que atuasse mal. Não. Ele atua tão bem quanto o restante.

Pra não dizer que não gosto de tudo, eu adoro a maneira como a autora aborda a questão da transexualidade. É o que está me fazendo acompanhar essa novela pavorosa. A personagem Ivana é muito interessante. A menina que a interpreta é boa atriz e convence só com o olhar.

Outra atriz maravilhosa que aceitou fazer parte dessa roubada é a minha queridinha, Débora Falabella. Talvez a melhor atriz da novela.

Agora, as personagens Zeca, Eurico e Joyce não me descem de jeito nenhum. O machismo deles deveria ser tratado pela novelista como uma crítica, e não como algo "bonitinho" como ela andou escrevendo no Twitter.

Se a Glória Perez, mais para a frente, usar isso para passar uma lição de moral na sociedade, como tem feito com os transexuais, eu posso mudar de opinião. Por enquanto, o que se vê é uma apologia ao machismo, sob a desculpa de que é "cultural". Uma grande bola fora para alguém que perdeu a filha por causa de machismo.

Aliás, sua filha, a atriz Daniela Perez, era talentosíssima, ao contrário da mãe, que só sabe escrever a mesma novela várias vezes e reciclar. Nem sempre talento vem de família, não é mesmo?

Outra coisa ruim é a trilha sonora. Botaram logo duas músicas breganejas como tema do casal Zeca e Jeiza. A música da Ivana é linda como ela: True Colors, da Cindy Lauper. Mas, personagens vulgares, têm que ter músicas vulgares. Está certo.

Outra que eu acho um saco é a Ritinha. Isis Valverde é superestimada até na beleza, quem dirá como atriz.

O meu destaque das novelas desse ano vai para Malhação - Viva a Diferença, que fala sobre varios tipos diferentes de preconceito, e a trama das seis, Novo Mundo, uma verdadeira aula de história do Brasil, além de ser romântica e ingênua, tudo que o horário precisa.

Aliás, meus aplausos para as últimas novelas das seis. As melhores novelas do país têm sido, de uns anos pra cá, apresentadas nessa faixa.

Enquanto isso, às 21 horas, só se vê violência, palavras de baixo calão e baixarias de todo tipo.

O horário está sendo disputado por Walcyr Carrasco e Aguinaldo Silva, para a novela seguinte. Eu torço completamente por Aguinaldo, um dos maiores novelistas desse país, tanto que desperta a inveja de críticos fracassados como Leão Lobo. A única novela ruim do Aguinaldo foi Fina Estampa, porque as demais foram excelentes.

Já o Walcyr, é outro enganador também como a Glória Perez, e de bom mesmo só fez Chocolate com Pimenta.

Resumindo: não vejo a hora de acabar esse verdadeiro martírio que é a A Força do Querer. Estamos carentes de boas novelas.

domingo, 4 de junho de 2017

As grandes novelas das sete que deixaram saudade e a falta de bom humor das novelas recentes

Uma das minhas maiores paixões é a teledramaturgia. Adoro assistir novelas, e mais do que isso, adoro comentá-las. Quando não tenho alguém para compartilhar minhas opiniões, eu escrevo para que as pessoas possam ler o que acho de determinado folhetim.

Nesse texto, queria comentar uma faixa de horário que é a minha favorita: a das 19 horas. Ou seja, a popular "novela das sete".

O que mais me atrai nos folhetins desse horário, é a velha comédia de costumes.

Quem trouxe esse formato para a TV, no caso para a Rede Globo, foi a dupla Silvio de Abreu e Jorge Fernando, nos anos 80.

Naquela década, ficou comum aquele padrão de neo-chanchada: tortadas na cara, gente que tropeçava sem querer, pessoas com a voz ou sotaque engraçado, texto ágil com bastante duplo sentido sutil, que muitas vezes passava despercebido, e por isso mesmo, era inteligentíssimo.

O estilo Abreu - Fernando foi adotado por outros autores, como Cassiano Gabus Mendes e o então iniciante Carlos Lombardi.

Juntos, eles foram responsáveis por grandes sucessos como Guerra dos Sexos, Ti Ti Ti, Plumas e Paetês, Brega e Chique, Bebê a Bordo etc.

No início dos anos 90, um novo autor, vindo do cinema, veio trazer ainda mais leveza ao horário, com suas histórias recheadas de surfistas e adolescentes felizes. Com seu jeito de garotão, Antônio Calmon, um dos meus autores favoritos, fazia sua estréia como co-autor junto com Walther Negrão, na maravilhosa Top Model. Que bela estréia, meus amigos!

As novelas das sete tiveram seus altos e baixos na metade e no final dos anos 90. Mas o estilo debochado dos anos 80 ganharia um revival no início dos anos 2000.

Foi nessa época que tivemos Uga Uga, do Lombardi, cheia de homens sem camisa e mulheres decotadas; Um Anjo Caiu do Céu, do Calmon, na minha modesta opinião a melhor de todas das sete; Desejos de Mulher, que tentava ser mais séria e que me atraía mais por causa da abertura; e O Beijo do Vampiro, novamente Calmon, um revival de Vamp, que embora tenha sido um fracasso, é até hoje solicitada sua reprise e que pra mim foi tão boa quanto a "original".

Deixei para citar à parte As Filhas da Mãe, exibida entre Um Anjo e Desejos. Essa novela contou com atuações incríveis de Cláudia Raia, Fernanda Montenegro e Raul Cortez, entre outros. Tinha uma linguagem considerada difícil, e parte da trama era contada através de raps. O público acabou não compreendendo. Mas a novela, também de Silvio de Abreu, ficou como uma nova roupagem para os sucessos que ele escrevia vinte anos antes.

Recentemente, a "tradição" foi mantida por outros sucessos, como Morde e Assopra, mas também houve uma série de novelas terríveis, que fugiam da comicidade e apostavam no drama, como Geração Brasil, Além do Horizonte, Totalmente Demais etc. Tão ruins que até me dói escrever seus títulos.

O bom humor voltou com Haja Coração, remake de Sassaricando que a princípio, me atraiu por causa de seu elenco feminino, recheado de beldades como Mariana Ximenes, Ellen Roche, Malu Mader, Chandelly Braz, Fernanda Vasconcellos e Agatha Moreira, esta última, vinda de Malhação, mas como não assisti a temporada da qual ela participou, foi Haja Coração que me apresentou a essa gata.

Só que, com o tempo, eu fui atraído pelo enredo também, muito simpático e com grandes deixas no final de cada capítulo.

Seus 138 capítulos passaram tão rápido e chegou Rock Story, que desde o início foi uma grande promessa. Embora Rock Story fuja dos padrões cômicos das sete da noite, é sim uma grande novela.

Além de abordar o gênero rock com muita propriedade e respeito, sem ser caricatural como é a maior parte da mídia jovem no Brasil e exterior, a novela era uma ótima oportunidade de ver musas como Alinne Moraes, Viviane Araújo, Júlia Rabello e Nathalia Dill, uma verdadeira princesa.

Mas há, sim, bons momentos humorísticos, graças aos personagens de Ana Beatriz Nogueira e do jovem galã Rafael Vitti, um dos maiores destaques da trama. Apesar de, a partir de um certo momento, Vitti aparecer bem menos do que no início, ele foi a grande cartada.

Eu comparo Rock Story com Alto Astral. Uma novela das sete atípica, sem ser muito engraçada, mas que ainda assim cumpria seus objetivos. E assim como Alto Astral, muito boa.

Na reta final, tivemos uma participação do super gente fina Evandro Mesquita, que veio colaborar para que o núcleo cômico da novela aumentasse.

Na próxima semana estréia Pega Pega, que parece trazer, mais uma vez, a comédia.

As chamadas têm "chamado" minha atenção, com o perdão do trocadilho infame. Mas é verdade. Eu pretendo acompanhar essa nova novela, e espero que não fique chata com o passar do tempo.

Um ponto positivo é a presença de Cristina Pereira, excelente comediante. Vamos ver se ela vai levar tudo nas costas ou se haverá outros atrativos.

O fato é que as novelas das sete sempre estiveram presentes no cotidiano e nos lares das famílias brasileiras. E tudo indica que teremos mais um grande divertimento vindo aí, ainda que não seja um sucesso.

sábado, 11 de março de 2017

O filme infantil mais injustiçado da história

Eu reassisti, há poucos dias, ao filme Bogus - Meu Amigo Secreto, de 1996. Um dos clássicos da Sessão da Tarde mais recente.

O filme segue aquela linhagem de filmes feitos para crianças na segunda metade dos anos 90, com muita fantasia e por que não dizer, poesia.

A história gira em torno de Richard, um simpático garotinho que perde sua mãe, que trabalhava em um circo e passa a viver com sua madrinha, a irmã adotiva da mãe, que morre em um acidente de carro. No caminho da viagem de avião para conhecer sua nova "mãe", Richard desenha um personagem criado por sua cabeça, chamado Bogus, e através da imaginação Bogus sai do papel e torna-se seu novo amigo.

A lição que o filme tenta passar é a da importância dos nossos sonhos, que temos na infância e não deveríamos perder na vida adulta. A importância de termos alguém em quem possamos confiar, guardar nossos segredos, divertirmo-nos, ainda que seja apenas com alguém "imaginário".

Seguindo essa premissa, tivemos, em 2010 e 2012 respectivamente, os filmes O Fada do Dente e O Fada do Dente 2. Mas embora esses filmes sejam bem legais e divertidos, eles não se comparam em criatividade com Bogus.

Existem filmes infantis melhores? Sim, claro, como o maravilhoso Matilda, também de 1996.

Mas acontece que esses filmes têm o reconhecimento que merecem e são bastante lembrados.

Já Bogus, infelizmente foi um fracasso de bilheteria, é pouquíssimo comentando e quando alguém se lembra, é para destilar preconceito falando mal de algo tão bem-feito.

Nesse filme, nós temos Haley Joel Osment, a fofura em forma de ser humano. Temos Whoopi Goldberg, talvez a melhor comediante feminina de todos os tempos, que aqui mostra seu talento para o drama. Temos o excelente ator francês, naturalizado russo, Gérard Depardieu.

O filme é tão bom, tão rico em boas cenas, que fica difícil citar o melhor momento. Eu dou destaque para a cena do banana split e para a cena da dança entre Harriet (Goldberg) e Bogus (Depardieu). Aliás, nessa última cena, Depardieu nos brinda com alguns segundos em que canta uma bela canção, no seu idioma de origem. Nota-se que ele possui uma bela voz, e não dá para compreender por que não seguiu também na carreira de cantor.

Também é impossível não chorar no momento em que Richard recebe a notícia da morte da mãe, e grita a palavra "Mãe" de maneira que dá um aperto no coração até dos menos sensíveis.

Aliás, o filme é muito triste e também muito inspirador, na mesma medida. Talvez seja isso que o torne tão genial.

Absurdo mesmo é ter apenas duas estrelas de média em sites de "entendidos" em cinema, o que prova que muitas vezes a crítica não entende nada.

A minha avaliação para essa obra-de-arte, que inclusive capricha nos efeitos especiais, é de cinco grandes estrelas. Sem o menor medo de errar.

E que o cinema infantil volte a investir mais em magia, em ternura, em beleza. Por que é disso que as crianças de hoje estão precisando.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Bill Clinton: um libertário na Casa Branca

A grande maioria dos democratas são esquerdistas bem radicais, dignos de militarem no PCO ou PCB caso fossem brasileiros. Outros são de uma esquerda mais moderada, ou mesmo centro-esquerda, que poderiam ser tucanos. Estes até conseguem angariar minha simpatia.

O ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) foi ainda mais além. Afirmo sem medo de errar: durante sua estadia na Casa Branca, Clinton foi um presidente libertário. O mais libertário a governar aquele imenso país.

Pode parecer loucura dizer isso, mas eu explico. O libertarianismo se baseia no princípio de que as pessoas devem ser livres para agirem como desejarem. Entretanto, o direito de um termina onde se inicia o de outrem.

Como seria, em tese, um país libertário? Um Estado pequeno, que se preocupasse apenas em cumprir o funcionamento das leis, e onde houvesse baixos impostos e um mercado livre. No campo moral, o mesmo Estado não interferiria na vida privada de cada cidadão. E o que foi a Era Clinton, senão a aplicação de tudo isso?

Não estou dizendo que Clinton É libertário. Mas SEU GOVERNO foi libertário. Se ele fosse presidente hoje, poderia ser diferente? Sim, e creio que seria.

Clinton venceu as eleições de 1992 prometendo aumentar os gastos, investir em programas sociais e realizar uma grande reforma na Saúde Pública. Felizmente, fez o oposto.

Nas questões sociais, Clinton não fugiu à regra do seu partido: foi defensor das causas LGBT, da legalização das drogas e dos direitos das mulheres. Mas em economia, ele também foi bastante liberal, o que, juntando com o social, acabou formando um governo libertário, e não socialista como gostaria de ter sido.

O resultado disso foi o maior superávit da história americana, uma inflação baixíssima e grande poder de consumo da sociedade. Computadores, TV a cabo, video-games, telefones celulares, tudo isso chegou mais facilmente nas mãos da população graças às políticas econômicas do galã e saxofonista de Arkansas.

Aliás, Clinton é um talentoso músico de Jazz e Soft Ballads. E não há nada melhor do que apreciar um bom repertório jazzístico, de standards.

O Jazz nos transporta para um mundo pacificado e agradável, onde todos somos iguais perante a música. Esse foi o espírito dos Estados Unidos durante os anos 90.

O natal também foi bastante valorizado na era Clinton, tamanha a quantidade de filmes sobre o tema nessa época.

Aliás, o cinema da Era Clinton foi marcado pelo social, pela quebra de preconceitos de toda ordem, sejam eles raciais, sexistas ou de idade.

Sem contar que foi a época áurea dos documentários, sobretudo sobre a vida animal ou sobre os povos africanos. Ou seja, muita cultura para a população.

Infelizmente, Clinton pôs tudo a perder com polemicas como a de Monica Lewinski, o que afetou sua popularidade e não conseguiu eleger Al Gore como sucessor, em 2000.

Mas seu legado como presidente da república não pode ser esquecido jamais, por ter aberto caminho para a chegada do século 21 com alguns bons anos de antecedência.

É pena que não se pode dizer o mesmo de sua esposa, Hilary, e até mesmo o próprio Bill poderia não fazer o que fez.

Mas muito do que usufruimos hoje, vem da liberdade e das apostas de Bill Clinton.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Porque acho o humor estadunidense melhor do que o brasileiro

Definitivamente, há um problema com os comediantes brasileiros. Melhor, há um grande equívoco na maneira de se pensar comédia no Brasil, tanto dos comediantes quanto do público.

Existem basicamente duas formas de fazer humor no Brasil, que são as que vemos com mais frequência na mídia (TV, rádio, jornais, revistas).

A primeira é o humor ultra-defasado das piadas, um tanto machista e popularesco. Exemplo disso é A Praça é Nossa, mas há derivados que tentam transformar piadas em "cenas", como o Zorra Total e alguns quadros do Pânico na Jovem Pan. Algo bem "povão" mesmo.

A outra forma é uma cópia mal-feita de um modelo originalmente americano: o stand-up comedy. Falarei já já sobre o stand-up americano, mas aqui no Brasil conseguiram adaptá-lo para um festival de palavrões e ofensas a celebridades ou a grupos minoritários.

Ocasionalmente, tenta-se fazer no Brasil um terceiro estilo de comédia: a comédia de costumes. Até tivemos exemplos interessantes, como o genial TV Pirata, o Casseta e Planeta Urgente (também genial, mas só nos primeiros anos) e hoje em dia temos o péssimo Tá no Ar.

Esse programa, que é escrito pelo grande humorista Marcelo Adnet junto com Marcius Melhem, é uma verdadeira ode ao politicamente correto, inclusive chegando a fazer apologia ao comunismo como já vi muitas vezes. Eles são grandes comediantes, eu admito seu talento, mas esse programa é uma grande bola fora.

Afinal, são duas faces da mesma moeda: o politicamente correto, que tolhe a liberdade de brincar com vários temas, e o politicamente incorreto, que ultrapassa dos limites da liberdade alheia em nome da própria.

Outro ponto que eu gostaria de entrar, são os nossos filmes. O cinema brasileiro já foi muito bom, seja na época das chanchadas, das pornochanchadas ou da Retomada, onde foram feitos filmes comerciais como O Auto da Compadecida e também obras sérias e históricas, como A paixão de Jacobina. Todos excelentes.

Mas atualmente, nosso cinema está vivendo uma fase terrível. Como se não bastasse a ausência de bons filmes de ação, suspense etc, até a comédia, que era o único genero cinematográfico que sabíamos explorar, tem deixado a desejar nos últimos tempos.

E de quem é a culpa? Eu digo. Da Multishow e dos youtubers. Aquele estilo neo-brega, à la Vai que Cola, Fábio Porchat, Kéfera e outros. Uma tentativa de fazer os mais jovens gostarem do humor cafona do Zorra, mas bem piorado, inclusive no que diz respeito à cenografia.

Agora, vou explicar por que acho os americanos - ou estadunidenses, como queiram - mais engraçados do que nós.

Para começo de conversa, eles tem várias maneiras diferentes de fazer humor/comédia.

Há o stand-up, que fala sobre as coisas do mundo sob a perspectiva do contador. Isso é o próprio stand-up: contar a realidade, o que muitas vezes nem precisa de esforço para provocar risadas. Isso inclui rir de si mesmo, dos clichês, dos estereótipos, enfim, de tudo que nos rodeia no dia-a-dia.

Há também o humor inteligente, cheio de tiradas escatológicas e que está interligado ao humor negro. Os brasileiros, geramente, não conseguem entender esse tipo de humor, daí vem a mania de dizer que "humor americano não tem graça". Eu já prefiro dizer: "Humor americano não é de graça". Ou seja, não se ri de algo gratuitamente, voce precisa captar a mensagem.

Há o humor chamado de "besteirol", que seria um equivalente ao nosso pastelão, só que dez mil vezes melhor. Mesmo sendo um humor bobo, por vezes direcionado às crianças, consegue incluir piadas inteligentes. Exemplo: o filme George, o Rei da Floresta, e a sequencia George o Rei da Floresta 2.

Existe o humor típico de seriados, o meu favorito. Nada melhor do que a excelente série Drake e Josh, da Nickelodeon, exibido anos atrás na TV Globinho. E cito também Zack e Cody - Gêmeos a Bordo, exibido na mesma época e no mesmo programa. Nesse último, inclusive, temos a oportunidade de ver a belíssima atriz e cantora Ashley Tisdale, que nesta série, conseguiu provar que além de linda e boa atriz, é também muito divertida.

Um programa que eu adorava assistir no início da adolescência era o The Andy Milonakis Show, exibido pela MTV em 2008. Era um verdadeiro sarro! Milonakis, um homem com aparência de menino motivada por uma doença rara, misturava o besteirol com o humor inteligente em sacadas geniais. Entre o duplo sentido e a abordagem de pessoas comuns no meio da rua com perguntas non-sense, tudo isso ao som de jingles musicais, na verdade, raps improvisados pelo próprio Andy.

Um programa como esse, seria um fracasso na terra brasilis por culpa da incapacidade do brasileiro em absorver algo mais do que um Tiririca pode oferecer.

É por isso, que deixo aqui explicado, por que o humor estadunidense é um poço de criatividade, comparado com o medíocre humor brasileiro.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

A difícil convivência com as mulheres

Eu adoro mulher.

Adoro o charme, a sensualidade inerente às mulheres.

Entretanto, mulher é uma coisa complicada.

Nunca fiquei com nenhuma, por que elas vão muito pela aparência física e eu não sou nenhum galã. Ok, tem homem que é exigente pra cacete também, mas comparem. Quantas mulheres se recusam a transar com um cara no primeiro encontro? Agora homem, pega geral. O que vier é lucro. E isso não é exclusividade dos feios. Tem muito homem bonito que fica com mulheres feias. Por que pra nós, não existe tanta frescura.

Mas eu nunca me dei bem com mulheres, nem mesmo pra amizade. Bom, nem amigos homens eu tive direito nessa vida. Mas com mulher, era muito mais difícil. Elas vivem num universo completamente diferente do meu.

Mulher gosta muito de telenovela. Nada contra, existiram novelas muito legais como Top Model (não sou dessa época, mas assisti a reprise no Canal Viva). Só que novelas legais não chegam a 1% do total.

Mulher ouve música com os olhos. Se o cantor for bonitinho, já é fã, compra todos os discos e cola pôsteres no quarto inteiro.

Já notaram que a imensa maioria dos ateus são homens? Tem pouquíssimas mulheres atéias, né? Então, isso diz muita coisa

DETALHE: APESAR DE EXISTIREM POUCAS MULHERES ATÉIAS, HOMENS CRISTÃOS TAMBÉM SÃO MUITOS. BURRICE É UMA COISA PLURISSEXUAL. PORTANTO, NADA DE MACHISMO AQUI.

Aliás, fanatismo é uma palavra muito presente no vocabulário feminismo. Seja no culto exagerado às celebridades, no fato de acompanhar uma novela diariamente ou na necessidade de ir à igreja. E não pensem que o fanatismo ao futebol está fora disso. Mulher adora futebol, pelo mesmo motivo que adora música: aparência física.

Aliás, a sua própria aparencia também é uma necessidade das mulheres. Elas acham importante estarem sempre arrumadas, bem-vestidas e precisam fazer um novo penteado praticamente toda semana, sob a desculpa esfarrapada de "sentirem-se mais poderosas". Minha mãe que o diga.

Se já é uma idiotice a mulher se arrumar para agradar um homem, imagine então se arrumar para si mesma. Honestamente, eu não consigo entender a cabeça de quem age assim.

Outro ponto importantíssimo que quero comentar, é a desunião do grupo. Prefiro chamar de INVEJA, ou, como os mais moderninhos dizem, RECALQUE. Explico.

Me respondam: por que os homens são os mais fortes? Simples: nós somos unidos. Não criticamos um semelhante, a menos em casos específicos, onde haja algum desentendimento. Já as mulheres vivem para se odiarem e se julgarem melhores do que as outras. Principalmente se "as outras" forem mais bonitas e sensuais do que elas. Quando são feias, aí elas não se agridem.

Percebam: as cantoras mais criticadas pelas mulheres são todas bonitas. São chamadas de gordas para baixo. Mas eu nunca vi uma mulher chamar a Marília Mendonça de feia, sabem por que? Porque ela é feia! Nesse caso, não há necessidade de ter inveja, por que mulher só chama outra de feia quando ela não é.

Prova disso é que mulher detesta assistir a filmes pornográficos. Elas dizem que esses filmes servem para afastar seus namorados ou maridos delas. Mas e para quem é solteiro, cara-pálida? Nunca parou para pensar que nem todo homem tem namorada ou esposa? Se o seu namorado ou marido "te trai" com as musas pornô, isso é problema seu e dele. Não lhe dá o direito de odiar e muito menos proibir a alegria dos outros.

Já pensou também que você poderia assistir junto com ele? Quem sabe assim aprenderia a ser mais sexy e ele não precisaria "te trair", como voce diz.

É por essas e outras razões que eu detesto conversar com mulher. Principalmente aquelas mulheres que gostam de chegar e se enturmar numa rodinha de homens, falando sobre assuntos que não nos interessam.

Mulher, para mim, tem duas serventias: no fogão e na cama.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A herança bendita de Barack Obama e a ameaça de Trump

Assume hoje, nos Estados Unidos, o presidente eleito Donald Trump.

Racista, homofóbico e xenófobo, Trump é o extremo oposto do que representou Barack Obama para a América nos últimos oito anos.

O governo Obama entrará para a história como um dos mais justos e igualitários de todos os tempos, principalmente em um país extremamente atrasado no campo das idéias, ainda que seja moderno em tecnologia.

A maior conquista de seu período como mandatário da Nação mais poderosa do mundo, foi a reforma na área de Saúde, como o Obamacare, que tirou milhões de pessoas carentes da falta de atendimento médico, sobretudo latinos e afro-descendentes.

Aliás, é dos afro-descendentes e de outras minorias o apoio maciço que Obama recebeu, ao passo que seus adversários do Partido Republicano contavam sempre com uma elite branca, masculina, heterossexual, cristã, empresarial.

Tivemos grandes avanços em todas as áreas possíveis. O desemprego, ao final de seus dois mandatos, era de 5%, um dos mais baixos do mundo.

O número de pessoas que acreditam em um ou mais deuses, e que frequentam igrejas ao menos uma vez por semana, passou de 78% para 71%. O número de ateus ou agnósticos, que era de 18%, hoje atinge um quarto da população.

Isso é uma prova de que a Era Obama simboliza o novo, o livre, o pensar com a própria cabeça e de não deixar-se levar pelo que "pensadores", assim denominados pelo senso-comum, tentam nos impor como a verdade absoluta.

Obama aproximou-se de Cuba. Acabou com a Guerra do Iraque, que matou milhares de inocentes. Deu início à retirada das tropas americanas do Afeganistão. Assinou o Acordo de Paris, que revê as condições climáticas no planeta, algo que recebeu oposição até de alguns democratas. Visitou a Cidade de Deus, e soube que estava no Brasil, não em Buenos Aires. Soube que a capital é Brasília, e não Rio ou São Paulo.

Aliás, Obama é global. Defensor não daquela globalização excludente dos republicanos, onde basta distribuir computador e Ipods. Não, Obama é a globalização real, a globalização afro, islâmica, indígena, de povos que vivem em tabas e se orgulham disso. Que defendem seu território, mas sem excluir, e sim agregar.

Obama é o cara, aquele cara que chega junto seja onde for. É galântico, pintoso, charmoso, mas sem soberba. É o samba, o blues, o soul. Tem Michelle pra chamar de sua, aquela negra linda de traços exuberantes, que sabe rebolar e sorrir para as câmeras.

Trump é o oposto. É anti-civilização, anti-povo, anti-mundo. Sua esposa, embora seja também belíssima, não parece feliz ao lado dele. Raramente vê-se ela rindo, como o próprio marido também não.

Afinal, como pode-se rir com tanto rancor, tanto ódio no coração?

Espera-se que agora, com a vitória de Trump, que venceu as eleições de um modo parecido com o de Bush contra Al Gore, o sonho da liberdade estará próximo de seu final.

Resta torcer para que Obama ensaie uma volta para 2020, e consiga manter de pé o seu imenso legado.

Caso contrário, nós teremos imensos retrocessos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Polêmica de Azealia Banks confirma a burrice do brasileiro

Confesso que, apesar de conhecer o trabalho da rapper Azealia Banks há algum tempo, nunca parei para conhecê-lo mais a fundo.

Na semana passada, a cantora se envolveu numa polêmica com os brasileiros na Internet. Ela teria dito que é um absurdo ser vítima de ataques raciais de brasileiros brancos, redigidos com um inglês traduzido pelo Google Translate. E teria afirmado, num tom irônico: "Não sabia que tinha Internet na favela".

Forte demais? Talvez. Mas não deixa de haver uma razão em suas palavras. Uma enorme razão, diga-se.

O brasileiro é um povo estranho. Fala mal do próprio país até mesmo com ferocidade, mas vira um leão quando algum estrangeiro faz o mesmo.

O brasileiro é patriota apenas em época de Copa do Mundo, quando "somos todos um só", segundo dizem alguns slogans. Aí, todos torcem para a "grandiosa" Seleção Brasileira, com seus heróis encarnados prontos a nos salvar de qualquer fome ou doença. Mas quando o juiz apita fim de jogo, voltam as velhas lamentações, sobre a Saúde, a Educação, etc. Lamentações resignadas, é bom deixar claro.

Sim, pois querer um país melhor é uma atitude louvável. Agora, pedir por isso e não levantar-se da cadeira, é de uma preguiça comovente.

Por que os estadunidenses se desenvolveram? Não me atrevo a apontar todas as razões, mas uma delas eu garanto: eles não confundem PATRIOTISMO com PATRIOTADA.

Além de serem muito protecionistas e de não admitirem críticas de outros países, eles próprios não se auto-criticam. E estão sempre buscando o aperfeiçoamento, cada vez mais.

Eles veem a vida como uma grande competição, talvez uma luta de boxe, onde o vencedor leva tudo. E dispõem de armas necessárias para isso, distribuídas igualmente para todos os lutadores. Em outras palavras: todo cidadão americano tem, por direito, as mesmas oportunidades. Se alguém consegue se destacar, o faz por seus próprios méritos, e por ter feito melhor uso de suas armas, e não por ter mais armas.

Azealia está pagando o preço de suas palavras verdadeiras. Algo semelhante aconteceu, alguns anos atrás, com o ator Sylvester Stallone, quando este afirmou que "se dermos um macaco aos brasileiros, é capaz de agradecerem". Os brasileiros, analfabetos funcionais, acharam que Stallone estava nos chamando de macacos, ou seja, não sabiam sequer a diferença de DAR um macaco e de SER um macaco.

Meus caros compatriotas, vocês nunca se perguntaram a razão de tais críticas? Comecem a avaliar a vossa gramática, o vosso raciocínio lógico e a vossa maneira de enxergar o mundo ao redor. Quem sabe, assim, voces entenderão por que somos tão criticados no exterior. E aí, quem sabe, tomar alguma atitude para mudar isso

Confesso que graças a essa polêmica, comecei até a reparar na bela beleza morena de Azealia e na sua bela e doce voz. Não me levem a mal, adoro ser redundante. Ainda que seja um recurso pouco compreendido pelo brasileiro. "Ih, olha lá, ele está nos agredindo verbalmente, só eu posso fazer isso". Vai começar tudo de novo.